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Porto Alegre, terça-feira, 24 de julho de 2018.

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Direitos Humanos

Edição impressa de 24/07/2018. Alterada em 24/07 às 01h00min

Novo cadastro de adoção será lançado em agosto

Objetivo é colocar a criança como sujeito principal, para que se permita a busca de uma família para ela, e não o contrário

Objetivo é colocar a criança como sujeito principal, para que se permita a busca de uma família para ela, e não o contrário


MARCELO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL/JC
As tão aguardadas melhorias no Cadastro Nacional de Adoção (CNA) já têm data para se tornarem conhecidas por juízes, servidores, promotores, defensores públicos e demais interessados em todo o País: 20 de agosto. O novo sistema já está em fase de testes nos estados de Rondônia, Paraná e Espírito Santo.
Segundo a juíza auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça Sandra Silvestre, a entrada de São Paulo no processo, que ocorrerá nesta semana, será o grande teste para o novo CNA, principalmente com relação à migração dos dados, que é o aspecto mais sensível em qualquer mudança de sistemas. "Até agora o sistema tem reagido bem, mas como os testes estão sendo realizados em varas com menor número de processos, é mais fácil administrar. Já as varas paulistas serão um teste de grande efeito pelo volume de processos e dados. É essencial que o sistema esteja em perfeito funcionamento antes da implementação final em todo o Brasil. Isso porque, lembramos sempre, de um sistema eficaz depende as vidas de crianças e adolescentes em todo país que esperam por uma família", pondera Sandra.
Após o lançamento nacional, juízes, servidores, promotores e defensores participarão de um treinamento de formação básica sobre as novas ferramentas do CNA com intenção de que conheçam e depois compartilhem o conhecimento com seus colegas em cada estado. Vídeo-aulas e tutoriais também ficarão disponíveis na página da Corregedoria para acesso público, possibilitando que todos os interessados conheçam as melhorias.
As mudanças foram feitas a partir de propostas aprovadas por servidores e magistrados das Varas de Infância que participaram de workshops realizados em 2017. O Sistema de Informação e Gerência da Adoção e do Acolhimento no Espírito Santo, criado pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo, foi utilizado como modelo para o desenvolvimento do novo cadastro.
Para a juíza Sandra, a ação conjunta entre a corregedoria e tribunais de Justiça é o diferencial na construção deste novo CNA. "As melhorias no cadastro mostram que a soma de esforços é capaz de reduzir custos e ampliar a capacidade dos tribunais de trazer à luz o empenho de seus juízes e servidores, evidenciando que a união de todos torna possível a obtenção de objetivos comuns".
O objetivo do novo CNA é colocar a criança como sujeito principal, para que se permita a busca de uma família para ela, e não o contrário. Uma das medidas que corroboram essa intenção é a emissão de alertas em caso de demora no cumprimento de prazos processuais que envolvam os menores.
Outra mudança é a possibilidade de os pretendentes alterarem seus dados por meio de login e senha. Com isso, algumas atualizações poderão ser feitas de forma automática, como uma mudança de endereço, enquanto outras, como uma ampliação no perfil buscado da criança, estarão sujeitas a uma nova entrevista na Vara de Infância. Atualmente, os pretendentes à adoção não têm uma interação com o cadastro, pois só podem acessar os dados estatísticos consolidados.
 
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