Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 24 de julho de 2018.

Jornal do Comércio

Jornal da Lei

COMENTAR | CORRIGIR

Opinião

Edição impressa de 24/07/2018. Alterada em 24/07 às 01h00min

Mais do mesmo na saúde brasileira

Sandra Franco
Todos os países do mundo, em maior ou menor grau, apresentam problemas de saúde que precisa ser solucionados. Há doenças, como a raiva na África, que precisam ser erradicadas. Outros países mais desenvolvidos estudam constantemente como melhorar de forma preventiva a saúde da população, além de buscarem a extensão de novas tecnologias a todos os cidadãos. Enfim, é uma área de vital importância e sempre sensível aos governos.
A situação da saúde brasileira é grave. Recente pesquisa realizada por um grande portal brasileiro de notícias elegeu os dez principais problemas enfrentados pela saúde pública e privada no País: falta de médicos e de recursos no SUS, mensalidades altas e reajustes abusivos dos planos de saúde, falta de remédios na saúde pública e a longa espera para marcar consultas, exames e cirurgias nos hospitais públicos - nenhuma surpresa.
Acumulam-se décadas de falência do sistema da saúde pública no País. Paralelamente, a saúde privada também passa por um período de emergência financeira e administrativa, principalmente as operadoras de planos de saúde. O sistema de saúde pública apresenta falhas em seus principais programas.
Não se vislumbra uma luz no fim do túnel, porque não há plano de ação por parte dos governos que se sucedem.
Não se espera a solução de todos os problemas, mas alguns já identificados poderiam sim desde já evitados ou minorados por ações administrativas pontuais, em especial: falta de leitos e de medicamentos, filas de exames e cirurgias do SUS, corrupção e as fraudes no setor, que vão desde de médicos que batem ponto e não prestam o serviço, passam pela pirataria e até organizações criminosas que atuam na área de próteses.
Há que se apontar também a falta de médicos em algumas regiões. O governo federal tentou equacionar essa questão, lançando o polêmico programa "Mais Médicos", inclusive utilizando de mão de obra de outros países - mas, fato é que o problema continua. Segundo dados do Conselho Federal de Medicina, há um médico para cada 470 brasileiros.
Outro grave problema é a longa fila de espera para marcação de exames, consultas e cirurgias no SUS. Como consequência assiste-se a mortes em filas e corredores, doentes graves sem atendimento, dificuldade de acesso a exames e medicamentos.
Nesta próxima eleição presidencial, o tema da saúde será debatido e, principalmente, explorado pelos candidatos. Entretanto, é triste saber que muito pouco será proposto e realizado para melhorar a vida dos cidadãos no País. É a hora de exigir mudanças e cobrar efetividade.
Consultora jurídica especializada em Direito Médico e da Saúde
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia