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Opinião

- Publicada em 26/10/2021 às 03h00min.

Não fique sem capacidade de rede na Black Friday

Algumas tecnologias ajudam a ter um ambiente mais resiliente, destaca Artur Araujo

Algumas tecnologias ajudam a ter um ambiente mais resiliente, destaca Artur Araujo


/pinpoint50/divulgação/jc
Artur Araújo
Artur Araújo
Black Friday já se consolidou como uma das principais datas para o comércio varejista no Brasil, e alavancou o e-commerce especialmente durante a pandemia. De acordo com o relatório da Neotrust/Compre&Confie, entre os dias 26 e 30 de novembro de 2020 os e-commerces faturaram um total de R$ 7,72 bilhões. Isso representou um crescimento de 27,7% em relação ao ano anterior.
Apenas por esses números, é possível ter uma ideia da dimensão do volume de transações financeiras no varejo digital no período. É um fluxo de dados atípico que pode gerar instabilidades nas redes, comprometer a segurança das empresas que não estiverem preparadas e gerar prejuízo aos negócios. Mas como se prevenir nesses casos?
Uma das medidas mais importantes para contar com uma rede confiável durante sazonalidades é a gestão de capacidade. Trata-se do conjunto de processos técnicos e tecnologias que resultarão em um planejamento mais preciso entre a oferta e a demanda, entregando performance a um custo justificável e que não impacte no negócio. As empresas precisam estar preparadas para os picos de usuários conectados simultaneamente em seu ambiente e os pedidos de compras e vendas em andamento. O boom do comércio digital durante a pandemia foi a prova de que muitos negócios ainda não estavam preparados para picos de transações e várias empresas estavam atrasadas para realizar a transformação digital.
Duas situações que podem gerar prejuízo aos negócios devido à gestão incorreta de capacidade são a falta de recursos para atender a demanda, podendo impactar na performance e até na disponibilidade, e o oversizing, uma sobrecapacidade onde foi investindo além do necessário, resultando em ociosidade de recursos e desperdício financeiro. Quando se alcança o equilíbrio entre oferta, demanda e custo é que se obtém uma performance eficiente a um custo justificável, o chamado right size.
A análise da capacidade deve levar em consideração modelos matemáticos (orgânico) e análise de dados, para que o gestor tenha informações mais precisas. O modelo baseado pela média histórica entre oferta e demanda não representa um retrato fiel da necessidade, e pode deixar a empresa em maus lençóis durante os picos de atividades. Um modelo baseado em metas também pode resultar em capacidade abaixo da necessária ou além da esperada.
Algumas tecnologias ajudam a ter um ambiente mais resiliente, como a adoção de infraestrutura em nuvem com autoscaling, entretanto, apenas isso não é suficiente sem um olhar 360 sobre o ambiente. Por exemplo, algumas aplicações necessitam de um crescimento vertical (capacidade de processamento em um único servidor) e outras já estão adaptadas a um crescimento horizontal (vários servidores trabalhando separadamente). Firewalls, balanceadores de carga, storage, backends e APIs de terceiros também precisam ser contextualizados.
Mas então, qual é o modelo de gestão de capacidade ideal? O modelo adequado deve ser construído com base no comportamento do negócio em questão, com o entendimento de como os recursos de TI são utilizados e qual a sua curva de comportamento e, obviamente, manter um alinhamento constante com a participação das áreas de negócio da empresa envolvidas. Como geradores da demanda, serão elas que ajudarão a definir a capacidade necessária.
Para a sua empresa não ficar ficar de fora na Black Friday, visto a grande concorrência atual no mercado digital, é sempre melhor prevenir do que remediar. Faça uma análise multivariável das necessidades do seu negócio, levando em consideração não apenas a questão da oferta e demanda, mas sazonalidade, possíveis ruídos, quantidade e tamanho de pedidos, o quanto consomem de recursos, entre outros fatores. Dessa forma você terá um modelo de gestão de capacidade melhor e com maior robustez dentro do seu modelo.
Chief Product Officer da Pinpoint
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