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Aeroportos

- Publicada em 13h52min, 14/09/2021. Atualizada em 18h26min, 14/09/2021.

Obras finais da pista do Aeroporto Salgado Filho são retomadas

Traçado de mais 920 metros da pista está pronto, mas uso ocorrerá após conclusão da área de escape

Traçado de mais 920 metros da pista está pronto, mas uso ocorrerá após conclusão da área de escape


ANDRESSA PUFAL/JC
Patrícia Comunello
As máquinas voltaram a operar na obra da ampliação da pista do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Os trabalhos foram retomados esta semana, após a interrupção em abril à espera da conclusão da remoção de moradores da Vila Nazaré, que se completou em julho. As intervenções se concentram na chamada Resa, área de escape das aeronaves, que precisa ser concluída.
As máquinas voltaram a operar na obra da ampliação da pista do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Os trabalhos foram retomados esta semana, após a interrupção em abril à espera da conclusão da remoção de moradores da Vila Nazaré, que se completou em julho. As intervenções se concentram na chamada Resa, área de escape das aeronaves, que precisa ser concluída.
A previsão era de retorno em outubro, mas houve a antecipação mesmo que em ritmo ainda lento, segundo a Fraport Brasil. A evolução com maior velocidade vai depender das condições meteorológicas. "Há apenas alguns caminhões no local atuando no solo", diz, por nota, a concessionária. A conclusão seguirá com o consócio responsável pelo conjunto da implantação da pista, o HTBM, que já tinha feito a ampliação do Terminal de Passageiros (TPS).
O traçado original que ganhou 920 metros, passando de 2.280 metros para 3,2 mil metros, já está concluído. Com a finalização da obra civil da Resa, podem ser instalados os equipamentos de navegação para as aeronaves. Depois disso, ainda terá de ocorrer a homologação da extensão e das instalações pelos órgãos aeronáuticos. 
"O prazo é de cerca de seis meses para finalizar a infraestrutura, e o prazo final contratual permanece agosto de 2022", detalha a Fraport. A execução, ressalva a nota, dependerá do fator tempo. O "prazo contratual" faz parte da repactuação da data de entrega da ampliação, previsto na concessão acertada com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que originalmente era 31 de dezembro deste ano. Com a demora na liberação da área da vila, a Fraport conseguiu alongar o prazo. O comunicado das dificuldades para atender ao prazo foi feito em fevereiro.   
No local, o terreno que antes tinha as casas da vila e o entulho de muitas construções já destruídas agora tem mato. Uma retroescavadeira estava sobre o terreno, mas sem muita atividade. O trabalho é de remoção de materiais das antigas construções, para depois seguir na preparação do aterro de três metros de altura. 
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Rua com fileira de casas permanece após o muro que separa a área final do aeroporto, da Resa, e o entorno. Foto: Andressa Pufal/JC
O muro que separa o sítio aeroportuário do entorno avançou mais, restando apenas uma rua com uma fileira de casinhas de madeira. Na faixa, estariam ainda famílias da chamada Vila Pepino, que surgiu em meio à própria Nazaré. Cerca de 1,2 mil famílias foram reassentadas para os loteamentos Irmãos Maristas e Bom Fim, na Zona Norte da Capital. Cerca de 60 famílias optaram por buscar na Justiça uma indenização, com definição de valor de R$ 78.889,65, equivalente ao bônus moradia.
Após a finalização da Resa, há a etapa de instalação dos equipamentos de auxílio à navegação e homologação da pista pelas autoridades competentes. Outro aparelho que poderá ser religado é o que auxilia pousos e decolagens, o CAT II, em dias com muito nevoeiro. Neste inverno, a operação de voos foi afetada devido a indisponibilidade por causa das obras. Desde 2019, o aparelho está desligado.
Parte essencial na área da pista, as bacias de detenção de água das chuvas já foram concluídas. O sistema de drenagem, que custou R$ 170 milhões, é decisivo para evitar o alagamento inclusive da pista. O impacto da drenagem que foi feira é dimensionado pelo custo, muito maior que o da obra da nova extensão da pista, que somará investimento total de R$ 135 milhões. Com o atraso, devem ser acrescidos R$ 2,5 milhões.
As melhorias na estrutura do complexo, ampliação do TPS, novo edifício-garagem, novo terminal de cargas e nova pista somarão mais de R$ 1 bilhão em aportes desde 2018, quando começou a concessão. A ativação da nova extensão permitirá que aeronaves com maior peso e tamanho pousem e decolem no Salgado Filho, o que deve potencializar voos internacionais e maior transporte de mercadorias.

VÍDEO: As obras do aeroporto em outubro de 2020

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