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Infraestrutura

- Publicada em 03h00min, 20/10/2020.

Empresários discutem política no transporte rodoviário de cargas

TRC é responsável por cerca de 65% do modal de cargas, tendo participação em 11% do PIB do País

TRC é responsável por cerca de 65% do modal de cargas, tendo participação em 11% do PIB do País


agência cnt de notícias/divulgação/jc
Dados da Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) revelam que o número de empresas registradas do setor de transporte rodoviários de cargas (TRC) é de 144.637, em paralelo com o registro de 481.519 motoristas autônomos. De acordo com números da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), o TRC é responsável por cerca de 65% do modal de cargas, tendo participação em 11% do PIB do País. Mesmo com números que comprovam a importância do setor e sabendo do fator vital do mesmo, a carência em representatividade política é evidente.
Dados da Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) revelam que o número de empresas registradas do setor de transporte rodoviários de cargas (TRC) é de 144.637, em paralelo com o registro de 481.519 motoristas autônomos. De acordo com números da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), o TRC é responsável por cerca de 65% do modal de cargas, tendo participação em 11% do PIB do País. Mesmo com números que comprovam a importância do setor e sabendo do fator vital do mesmo, a carência em representatividade política é evidente.
Segundo o coordenador nacional da Comissão de Jovens Empresários da NTC&Logística (Comjovem), Andre de Simone, o setor de transporte de cargas acaba por ser penalizado pela bancada limitada em instância federal. "Falta votos. Quando queremos aprovar alguma coisa temos que usar todos os contatos políticos que o setor inteiro tem. Todos os diretores, presidentes ligando para deputados conhecidos pedindo reuniões a fim de alcançar mudanças e conseguir melhorias. O transporte é um bem essencial, que não para nem por conta da pandemia e se tivéssemos maior representatividade, conseguiríamos ter um setor que desenvolvesse muito mais, além de maior força para cobrar nossos ministros para ter uma infraestrutura melhor, estradas melhores e tudo que precisamos para transportar".
A presidente executiva do Sindicato das Empresas de Transportes e Carga de São Paulo e Região (Setcesp), Ana Jarrouge, acredita que o diferencial se encontra no diálogo direto entre transportadores, entidades e personagens da política. "Vemos que as vezes as ações individualizadas acabam atrapalhando. Acho que é o esforço conjunto que nos fortalece, quanto mais junto às entidades trabalharem, melhor. As vezes vejo iniciativas que acabam indo em paralelo. Hoje temos entidades que são reconhecidas e que a maioria dos transportadores deveria reconhecer mais, trabalhar junto e estar junto."
O COO da GVM Solutions Brasil, Felipe Medeiros, compartilha da visão de Jarrouge. "Os dois setores tem que andar junto: o privado e o político, se tentarem trabalhar separados não dá certo. Nós aqui do estado do Paraná estamos tentando formar uma frente parlamentar com alguns deputados estaduais voltada exclusivamente para o transporte rodoviário de cargas, pois normalmente estas são voltados para transporte de diversos modais".
A transportadora TransRuyz Transportes tem como segmento principal os escopos do agronegócio e o CEO, Antonio Ruyz, reconhece a força deste setor na política e o coloca como referência para o transporte. "O agronegócio é um setor espelho para nós do transporte de cargas e por conta disso, ter o apoio da bancada do agronegócio nos ajuda muito na aprovação de projetos."
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