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Trabalho

- Publicada em 03h00min, 20/10/2020.

Lei de entregadores em São Paulo preocupa grandes empresas

Projetos que mudam regras dos aplicativos geram burocracia, afirmam empresas

Projetos que mudam regras dos aplicativos geram burocracia, afirmam empresas


LUIZA PRADO/JC
O ritmo de abertura da economia na cidade de São Paulo, projetos de lei que mudam as regras para entregadores de aplicativos, o turismo desorganizado dos feriadões e falta de mão de obra qualificada para o setor de tecnologia fazem parte do amplo leque de preocupações dos executivos de grandes empresas neste momento de retomada.
O ritmo de abertura da economia na cidade de São Paulo, projetos de lei que mudam as regras para entregadores de aplicativos, o turismo desorganizado dos feriadões e falta de mão de obra qualificada para o setor de tecnologia fazem parte do amplo leque de preocupações dos executivos de grandes empresas neste momento de retomada.
Um grupo de cerca de 30 representantes do setor privado, entre presidentes e diretores de companhias, realizou encontro com o prefeito Bruno Covas (PSDB). O evento foi promovido pela empresa de coworking Regus & Space.
Candidato à reeleição, o tucano tem participado de encontros com empresários, em estratégia similar à usada pelo governador João Doria (PSDB) em suas campanhas. Outros candidatos à prefeitura paulista também têm participado de eventos com o setor privado.
"Com São Paulo entrando na fase verde, procuramos a prefeitura para falar da retomada e de preocupações como projetos de lei na Câmara de Vereadores que obrigam entregadores a ter placa vermelha e uma licença especial. Isso cria mais uma burocracia, gera ineficiência e não ajuda em nada", afirma João Sabino, diretor de políticas públicas do Ifood.
Segundo o executivo, São Paulo tem 250 mil entregadores e apenas 8 mil têm placa vermelha (usadas em veículos que fazem transporte remunerado, tanto de carga, quanto de passageiros). "Se aprovada essa lei na Câmara, 96% dos entregadores estarão sem sua fonte de renda, no período de maior crise econômica do país."
Conforme Sabino, o Ifood chegou a 44,6 milhões de pedidos mensais em agosto, acima dos 39 milhões registrados em junho, com forte crescimento de restaurantes de regiões periféricas e pequenos e médios estabelecimentos. Apesar disso, a empresa ainda não dá lucro.
Dimitrius Oliveira, presidente da empresa de call centers Atento, diz que as maiores preocupações do setor atualmente são de âmbito federal: a questão da desoneração de folha e a reforma tributária.
Folhapress
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