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Aviação

- Publicada em 03h00min, 15/09/2020.

Voos voltam a crescer no mundo e atingem maior patamar desde o registrado em março

Latam planeja chegar a 244 decolagens por dia até o fim deste mês no Brasil

Latam planeja chegar a 244 decolagens por dia até o fim deste mês no Brasil


ANTONIO CRUZ/ABR/JC

Com a derrubada de medidas de isolamento social e reabertura de fronteiras, o número de voos comerciais no mundo cresceu e atingiu o maior patamar desde março. Ainda assim, é 40% menor que em janeiro, antes da pandemia do coronavírus.

Com a derrubada de medidas de isolamento social e reabertura de fronteiras, o número de voos comerciais no mundo cresceu e atingiu o maior patamar desde março. Ainda assim, é 40% menor que em janeiro, antes da pandemia do coronavírus.

A semana de maior paralisação da aviação no ano foi a de 18 a 25 de abril , quando a quantidade de aviões comerciais no ar era 75% menor do que no período pré-pandemia. Em comparação com a média de voos no fim de agosto, houve aumento de mais de 40 mil decolagens por dia. Os dados são do site FlightRadar24h, que monitora o fluxo de aviões pelo planeta. Voos comerciais incluem o transporte de passageiros e de carga.

A retomada é mais lenta nas Américas, onde o volume de novos casos de Covid-19 ainda é bastante expressivo. No aeroporto de Guarulhos e no JFK, em Nova York, a média diária de voos na penúltima semana de agosto equivale a 64% e 50%, respectivamente, do que se registrava no mesmo período de março.

Naquele momento, Itália, Espanha e França já passavam por lockdown para conter o vírus, mas as medidas de isolamento ainda começavam a ser implementadas nos Estados Unidos e no Brasil.

Em território italiano, o primeiro decreto de quarentena, que suspendeu aulas e restringiu o comércio e a circulação de pessoas, é de 7 de março. No fim daquele mês, no aeroporto de Milão, região mais afetada, houve apenas oito das 142 decolagens previstas (6%).

Segundo o Gabinete de Estatísticas da União Europeia, houve queda de 75% no turismo em junho na comparação com fevereiro, e o setor aéreo reduziu as operações em 73%.

Com o controle da epidemia, a Europa tem passado, desde o fim de junho, por processo de reabertura gradual de suas fronteiras internas e externas - mas com restrições a países onde a Covid-19 está fora de controle, caso do Brasil.

O verão no hemisfério Norte deu gás à retomada do setor aéreo, com aquecimento do turismo. Hoje, há 12 vezes mais decolagens no aeroporto de Milão que em março. Ainda assim, o volume equivale à metade do que se registrava antes da pandemia, em fevereiro.

A situação é semelhante em Paris e Madri: os aeroportos estão consideravelmente mais cheios, mas distantes do normal. Enquanto isso, ameaças de novos surtos começam a surgir, dado o aumento do contágio principalmente entre jovens europeus.

No Brasil, as companhias Latam, Azul e Gol reduziram em 90% as operações no mês de abril - eram de 700 a 800 voos por dia no período anterior à pandemia. Em setembro, a Azul divulgou que passou a operar com 303 voos diários para 80 destinos, 290% a mais que em abril. Na Latam, a expectativa é chegar a 244 decolagens por dia até o fim do mês, uma adição de 73 em relação a agosto. Na Gol, a meta é realizar 300 voos por dia neste mês, seis vezes o número de abril.

Os efeitos da forte queda, porém, já apareceram para o mercado. A Latam anunciou mês passado demissão de cerca de 40% do seu quadro de funcionários. Em julho, a Azul demitiu ao menos 500 empregados, segundo estimativa da SNA (Sindicato Nacional dos Aeroviários). Também em julho, a Latam Brasil entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos. As afiliadas de outros cinco países já haviam feito o mesmo em maio.

Brasil sinaliza retomada, mas transporte aéreo na Argentina está em xeque e é considerado maior desafio na América Latina

O setor aéreo no Brasil continua a se recuperar depois do pior momento da pandemia de Covid-19, que deixou aéreas perto de paralisar por completo suas operações, apontou a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês). O maior desafio na América Latina hoje, entretanto, é a Argentina, país que, segundo a Iata, tem hoje as restrições de tráfego aéreo mais severas no mundo.
Na última apresentação, no dia 20 de agosto, a Iata apontou que o número de passageiros na América Latina deve cair 55% neste ano na comparação com 2019.
Cerdá apontou notícias publicadas na imprensa argentina de que o transporte aéreo internacional e regional poderá ser retomado em outubro. O setor, entretanto, vê com preocupação a falta de transparência do governo. "Em maio se falava em retomar os voos no dia 1º de setembro. Estamos no dia 8 e ainda não temos um comunicado oficial apontando quando vai ser restabelecido o transporte aéreo", disse, destacando que nos últimos meses nenhum país sofreu tanto quanto a Argentina. "Três companhias internacionais já decidiram não retomar o transporte no país.", disse. Uma delas foi a Latam, que anunciou em junho a saída do país, depois de 15 anos de operação.
O Brasil, na contramão, tem mostrado um cenário mais favorável. Cerdá destacou que a demanda tem se fortalecido a cada mês, com avanços inclusive no mercado internacional. "O governo tem sido participativo. Vemos retomada e progresso", disse.
Dany Oliveira, diretor da Iata no Brasil, destacou que o auxílio ao setor prometido pelo governo, via Bndes, ainda não saiu. "As aéreas ainda aguardam um termo mais favorável. Esperávamos por um desfecho em setembro, mas isso não aconteceu", disse. Ele ponderou que o governo tem adotado uma postura favorável ao manter uma agenda com foco em reduzir os custos do setor.
No início deste mês, a Iata divulgou que a demanda global por voos (medida em passageiros quilômetros pagos, RPK) apresentou queda de 79,8% em julho na comparação com igual mês de 2019.
 

Autorizada licitação dos projetos de ampliação e modernização do aeroporto Sepé Tiaraju, de Santo Ângelo

O edital dos projetos de ampliação e modernização do aeroporto Sepé Tiaraju, de Santo Ângelo, deverá ser lançado nas próximas semanas. No dia 9 de setembro, o governo do Estado recebeu a autorização da Secretaria da Aviação Civil - vinculada ao Ministério da Infraestrutura - para iniciar o processo de licitação.
Com custo estimado em R$ 700 mil, os projetos básico e executivo preveem a construção de um novo terminal de passageiros, com 1,2 mil metros quadrados - área cerca de três vezes maior do que a atual -, a ampliação do pátio para aeronaves e melhorias na segurança da pista de pousos e decolagens.
Após a execução das obras, o aeroporto poderá receber aeronaves com capacidade para mais de 140 passageiros. Atualmente, a estrutura do Sepé Tiaraju comporta, no máximo, voos comerciais com 72 assentos.
O secretário de Logística e Transportes, Juvir Costella, considera a reforma e ampliação do aeroporto de Santo Ângelo um marco para o desenvolvimento das Missões. "Trata-se de um investimento estratégico para impulsionar essa importante região do Estado, que se notabiliza não só pela produção agrícola e industrial, mas também pelas atrações turísticas reconhecidas internacionalmente", destaca.
De acordo com o secretário, a qualificação dos aeroportos do Rio Grande do Sul é fundamental para agilizar negócios e aproximar pessoas. A empresa vencedora da licitação terá prazo de seis meses para entregar os projetos. Os recursos são provenientes do Fundo Nacional de Aviação Civil. 
 
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