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JC Logística

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Trabalho

Edição impressa de 31/03/2020. Alterada em 31/03 às 03h00min

Aplicativo mapeia condições de saúde de caminhoneiros

Questionário é voltado aos profissionais que não pararam as atividades para garantir o abastecimento

Questionário é voltado aos profissionais que não pararam as atividades para garantir o abastecimento


/FREDY VIEIRA/JC
O Ministério da Infraestrutura lançou, no aplicativo InfraBR, um questionário para levantar as condições de saúde dos caminhoneiros, profissionais que não pararam suas atividades durante a pandemia do novo coronavírus a fim de garantir que nada falte nas farmácias, nos supermercados e em outros setores essenciais.
O Ministério da Infraestrutura lançou, no aplicativo InfraBR, um questionário para levantar as condições de saúde dos caminhoneiros, profissionais que não pararam suas atividades durante a pandemia do novo coronavírus a fim de garantir que nada falte nas farmácias, nos supermercados e em outros setores essenciais.
Esse levantamento é fundamental para que o governo federal e instituições como o Sest Senat (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) direcionem seus esforços e disponibilizem recursos para medidas de amparo que se fizerem necessárias, principalmente em função da pandemia.
Por isso, o Sest Senat (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) destaca a importância de os caminhoneiros de todo o País acessarem o app e responderem às perguntas. Essa é uma forma de os profissionais contribuírem para que as ações emergenciais sejam eficazes no dia a dia na estrada.
Os caminhoneiros levarão, em média, apenas três minutos para responderem a sete perguntas. Com o levantamento, será possível traçar um perfil dos caminhoneiros e abordar desde a vulnerabilidade do condutor em relação ao Covid-19 - se faz parte de algum grupo de risco, foi diagnosticado com vírus, local e data do exame, até as características da carga - que tipo de carga está transportando, qual a origem, destino e por quais estradas está trafegando. Além disso, faz parte também do questionário perguntas sobre a idade do caminhoneiro, se é autônomo e para qual empresa trabalha.
Além do aplicativo, os caminhões têm outra opção para responder às perguntas, no site infrabr.infraestrutura.gov.br. Quem optar por baixar o aplicativo poderá fazê-lo gratuitamente, nas plataformas App Store ou Google Play. É importante ressaltar que o aplicativo já instalado pode ser atualizado para o questionário aberto.
De acordo com a Serpro, desenvolvedora do aplicativo, 15 mil caminhoneiros já possuem o InfraBR em seus dispositivos móveis. No entanto, o objetivo é ampliar a base e tentar chegar a mais profissionais - são mais de 2,5 milhões de caminhoneiros em todo o Brasil.
"Implementamos o questionário no InfraBR em tempo recorde para apoiar o governo no direcionamento de esforços e de recursos disponível em benefício dos caminhoneiros neste momento crítico provocado pelo coronavírus", destaca a consultora de negócio Transporte Portuário e Aquaviário do Serpro, Caroline Almeida.
Segundo ela, o app está em evolução constante e, por enquanto, disponibiliza calculadora de frete, linhas de crédito para os caminhoneiros. Também estão disponíveis informações sobre assistência à saúde e qualificação profissional para os trabalhadores do transporte de forma geral oferecidos pelo Sest Senat, parceiro do Serpro e do Ministério no aplicativo.
Para as próximas atualizações do aplicativo, estão previstas novas ações de combate ao Covid-19, tais como informações sobre restaurantes abertos nas rodovias, serviços de apoio médico para medição de temperatura e distribuição de kit higiene, além de serviços gerais, como borracharias e mecânicas.
As ações voltadas à prevenção do novo coranavírus são prioritárias para a plataforma neste momento, mas o Serpro continua a desenvolver funcionalidades voltadas a facilitar o dia a dia de que está na estrada. Entre as ferramentas previstas para o InfraBR, estão o controle do diesel, gerenciamento das viagens, gestão da manutenção do caminhão, alertas sobre exame toxicológico. checagem e avaliação das condições das rodovias e informações sobre pontos de parada e descanso, além de ambiente integrado às forças policiais para situações de emergência.
Além disso, o Sest Senat começou, na última sexta-feira (27), uma mobilização nacional de atenção aos trabalhadores do setor. Equipes devidamente orientadas quanto ao cumprimento dos protocolos definidos por autoridades de saúde estarão em mais de 130 pontos de rodovias distribuindo produtos de higiene e de alimentação aos motoristas, principalmente aos caminhoneiros, que têm enfrentado dificuldades em razão das restrições impostas ao funcionamento de estabelecimentos comerciais em todo o Brasil.

Pilotos e comissários das duas maiores companhias do Brasil aprovam propostas que reduzem até 80% dos salários

Profissionais da Latam e da Gol fecharam acordo válido por três meses

Profissionais da Latam e da Gol fecharam acordo válido por três meses


/ANTONIO CRUZ/ABR/JC
Pilotos e comissários da Latam e da Gol, as duas maiores companhias aéreas do país, aprovaram nesta quinta-feira (26) propostas das empresas para redução de salários que, na prática, chega a até 80%.
As medidas valem por três meses e foram apresentadas à categoria como alternativas às demissões em massa. O setor aéreo tem sofrido forte retração devido à pandemia do novo coronavírus.
As propostas foram votadas pelos empregados em ambiente virtual por três dias. A elaborada pela Latam recebeu o aval de 97% da categoria e a da Gol, 95%. As aéreas têm 21 mil e 17 mil funcionários, respectivamente, segundo o SNA (Sindicato Nacional dos Aeronautas).
Nos últimos dias, o SNA buscava pressionar parlamentares a aprovarem emendas que liberassem o saque integral do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) aos profissionais do setor.
O salário da categoria é composto por uma parcela fixa e uma variável, que depende do número de horas voadas. Hoje, o piso salarial de pilotos é de R$ 9.400. O de copilotos é R$ 4.900 e o de comissários, R$ 2.277.
"Como a oferta de voos caiu de maneira vertiginosa, o corte dos salários no somatório vai chegar a 80%. As propostas são importantes porque vão preservar os empregos, mas precisamos da liberação do FGTS para poder sobreviver à crise", diz Ondino Dutra, presidente do SNA.
Pela proposta aprovada, a Gol vai reduzir a parcela fixa dos salários em 30% em abril, 40% em maio e 50% em junho, segundo Dutra. Na Latam, o corte da remuneração fixa seria de 50%, segundo a proposta da companhia, ainda de acordo com o sindicato. As duas empresas também lançaram programas de licenças não remuneradas para a categoria.
A Azul, terceira maior empresa do setor, também formalizou uma proposta ao sindicato dos aeronautas de acordo coletivo que prevê a redução de 15% dos salários-base dos seus funcionários, mas o texto ainda não foi votado.
O sindicato quer, no entanto, que a Azul retire a proposta porque 9.500 de seus 14 mil funcionários já aderiram a licenças não remuneradas, o que permitiria à empresa mitigar os efeitos da redução de demanda por voos. A questão ainda está em negociação com a companhia, diz Dutra.
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