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Porto Alegre, terça-feira, 11 de fevereiro de 2020.
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Tecnologia

Edição impressa de 11/02/2020. Alterada em 11/02 às 03h00min

Leilão 5G prevê sinal de internet em rodovias federais

Ministério de Infraestrutura quer que toda a extensão das rodovias seja coberta

Ministério de Infraestrutura quer que toda a extensão das rodovias seja coberta


PRESSFOTO VIA FREEPIK.COM/DIVULGAÇÃO/JC
As operadoras de telefonia que vencerem o leilão do 5G deverão cobrir boa parte da malha rodoviária federal do País com serviços de voz e internet. A medida é uma contrapartida definida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações em uma portaria publicada no dia 3 de fevereiro e que definiu as diretrizes do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações para que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) defina as regras do edital.
As operadoras de telefonia que vencerem o leilão do 5G deverão cobrir boa parte da malha rodoviária federal do País com serviços de voz e internet. A medida é uma contrapartida definida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações em uma portaria publicada no dia 3 de fevereiro e que definiu as diretrizes do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações para que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) defina as regras do edital.
O governo, especialmente o Ministério de Infraestrutura, quer que toda a extensão das rodovias seja coberta, o que ajudaria a reduzir os índices de acidentes e roubos de carga porque permitiria aplicações de monitoramento e segurança pública. Para se ter uma ideia, ano passado terminou com números bem ruins. Em 2019, o País registrou alta de mortos nas rodovias federais de 2% frente ao ano anterior e interrompeu uma tendência de quedas sucessivas observadas nas rodovias entre 2012 e 2018. É o que aponta um levantamento feito pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) com base em dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
As estatísticas mostram que, em 2019, os acidentes graves, aqueles com vítimas, também subiram. Os registros passaram de 53.963, em 2018, para 55.756 no ano passado. As vias federais tiveram 79.051 feridos, 2.526 a mais na comparação com o ano anterior. Já os acidentes sem vítimas caíram de 15,2 mil para 11,6 mil.
As mortes nas rodovias federais subiram em 13 estados do País. Minas Gerais, que contabilizou o maior número de casos no País, porém, registrou queda de 2% em relação a 2018, de 693 para 677 óbitos.
Já os estados que completam o ranking com mais acidentes nas estradas federais tiveram alta de mortes. É o caso do Paraná (1%), da Bahia (4%) e de Santa Catarina (4%). Nas rodovias do Rio, o aumento foi de 28%, de 276 registros para 353. Os acidentes com vítimas, por sua vez, subiram em 17 estados e no Distrito Federal. A capital federal e as cidades satélites registraram o maior crescimento, de 30%, com alta de 690 para 896 mortes no ano passado, seguidas pelos estados de Sergipe (16%) e Rio Grande do Sul (10%).
Os dados sobre roubos de cargas do ano passado ainda não estão consolidados, mas o estudo mais recente, de 2018, realizado pela Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística - NTC & Logística, indica o registro de um total de 22.183 ocorrências de roubos de carga pelo País. O ano de 2018 mostra uma queda de mais de 3 mil incidentes, cerca de 15%, com relação a 2017. Mesmo assim, ainda é uma quantidade muito alta de episódios. Os prejuízos foram computados em R$ 1,47 bilhão. Segundo o presidente da NTC & Logística, José Hélio Fernandes, "mesmo a pesquisa apontando uma considerável redução se comparado ao ano de 2017, estamos falando de milhares de roubos em todo o Brasil e isso não é aceitável". 
Atualmente, o País possui 75,8 mil quilômetros de vias federais, das quais somente 13% estão sob concessão à iniciativa privada. No entanto, caberá à agência fazer os cálculos dos valores necessários para definir quantas e quais rodovias deverão ser conectadas.
A portaria do ministério também estabelece que as operadoras deverão arcar com os custos de mitigação de interferências nas antenas parabólicas, que operam na faixa de frequência próxima a 3,5 GHz. Como as teles passarão a oferecer o 5G na faixa de 3,5 GHz, haverá riscos de interferências. Por isso, terão de destinar recursos para instalar filtros em cada uma das antenas.
Processo similar ocorreu com o leilão do 4G em que as teles tiveram de arcar com a blindagem da faixa de 700 MHz para evitar interferência com as emissoras de TV, que operam em faixas próximas a essa. Havia divergências em torno da melhor saída para essa faixa de frequência, mas emissoras de TV e operadoras entraram em acordo. Decidiram permanecer com a faixa de 3,5 GHz, desde que a Anatel possa oferecer no leilão um bloco adicional de frequências (equivalente a 100 MHz). Se isso ocorrer, o leilão do 5G pode entrar para a história como o maior já realizado no mundo. Seriam 400 MHz de uma só tacada. O leilão ocorrerá no segundo semestre.
 
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