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Porto Alegre, terça-feira, 14 de janeiro de 2020.

Jornal do Comércio

JC Logística

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Trânsito

Edição impressa de 14/01/2020. Alterada em 14/01 às 03h00min

Acidentes subiram 4,8% quando radares ficaram desligados

Aparelhos não foram usados nas rodovias entre os dias 15 de agosto e 30 de novembro de 2019

Aparelhos não foram usados nas rodovias entre os dias 15 de agosto e 30 de novembro de 2019


/MARCELO G. RIBEIRO/JC
Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostram que, no intervalo de tempo em que os radares móveis ficaram desligados no ano passado, o número de acidentes nas rodovias federais cresceu 4,8%, em comparação com o mesmo período de 2018.
Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostram que, no intervalo de tempo em que os radares móveis ficaram desligados no ano passado, o número de acidentes nas rodovias federais cresceu 4,8%, em comparação com o mesmo período de 2018.
Entre 15 de agosto e 30 de novembro de 2019 - período em que os radares ficaram desligados - houve 24.020 acidentes nas estradas federais. Já no mesmo período de 2018 foram registrados 22.928. Também foram registradas mais mortes: 1.947 no ano passado, contra 1.929 em 2018, um aumento de 0,9%.
A suspensão da fiscalização por meio dos equipamentos que calculam a velocidade dos veículos começou em meados de agosto de 2019, por determinação do presidente Jair Bolsonaro. Em dezembro, uma decisão judicial estipulou que os aparelhos voltassem a ser usados.
Com relação aos acidentes, a política de desligamento de radares móveis coincide com uma mudança na tendência de queda que era verificada na comparação entre 2018 e 2019. De janeiro a julho, em apenas dois meses houve mais acidentes no ano passado do que em 2018; já entre agosto e novembro, em todos os meses aconteceram mais acidentes em 2019.
As informações constam de ofício enviado pela PRF à Câmara dos Deputados, após um pedido apresentado pelo deputado Ronaldo Carletto (PP-BA). "Constata-se que o número de acidentes aumentou sensivelmente em relação a 2018, porém não a ponto de concluir que a causa responsável seja a ausência de fiscalização eletrônica de velocidade dos dispositivos operados pela PRF", disse a Polícia Rodoviária.
Sem os radares móveis à disposição, a PRF aumentou o tipo de fiscalização em que os agentes param os motoristas para checar se há alguma irregularidade. Entre agosto e novembro de 2018, foram 964.523 abordagens a veículos, número que cresceu 55% e passou a 1.502.653 no ano passado. Nos meses anteriores à suspensão do uso dos radares móveis, os números de 2019 e 2018 estavam em patamares semelhantes. A situação mudou a partir de agosto.
O desligamento dos radares havia levado a uma redução de 54% na aplicação de multas em setembro de 2019 ante o mês anterior.
 
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