Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

JC Logística

- Publicada em 20 de Dezembro de 2019 às 03:00

Plataforma da ONU discute o saneamento no Brasil

Apenas 46% dos esgotos são tratados nos municípios brasileiros

Apenas 46% dos esgotos são tratados nos municípios brasileiros


JULIANO TATSCH/ESPECIAL/JC
A situação brasileira de acesso à água potável e saneamento básico é complexa. Apenas 46% dos esgotos do País são tratados, e 35 milhões de pessoas não têm acesso a água tratada. Para resolver o problema, seriam necessários investimentos de quase R$ 21,6 bilhões por ano até 2033, mas o orçamento público limita-se a R$ 661 milhões.
A situação brasileira de acesso à água potável e saneamento básico é complexa. Apenas 46% dos esgotos do País são tratados, e 35 milhões de pessoas não têm acesso a água tratada. Para resolver o problema, seriam necessários investimentos de quase R$ 21,6 bilhões por ano até 2033, mas o orçamento público limita-se a R$ 661 milhões.
Com o objetivo de promover maior engajamento das empresas com soluções para este tema, a Rede Brasil do Pacto Global promove ação com a plataforma CEO Water Mandate em São Paulo no mês de dezembro.
Pela primeira vez, a plataforma especializada na gestão corporativa da água realiza edição brasileira de seu evento anual, tradicionalmente sediado durante a Semana da Água de Estocolmo.
Na semana passada, no Unibes Cultural (SP), especialistas discutirão soluções para a promoção do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 - Acesso a Água Potável e Saneamento.
Entre os confirmados estão o presidente do CEO Water Mandate, Jason Morrison, o especialista em soluções baseadas na natureza da Fundação Boticário, Thiago Piazzetta Valente, e a criadora da plataforma A Moda pela Água, Chiara Gadaleta.
Na ocasião, a Rede Brasil do Pacto Global lançou a versão em português do guia prático desenvolvido para ajudar as empresas a entender o valor comercial de suas iniciativas em água, saneamento e higiene (WASH) e a calcular seu retorno financeiro sobre o investimento (ROI).
Também foram premiadas as melhores iniciativas empresariais brasileiras relacionadas ao uso da água, que farão parte da publicação "Cases de sucesso em ODS 6 (Água e saneamento)".
"Em busca da ambição do ODS6 de obter acesso universal à Água, Saneamento e Higiene (WASH), estamos pedindo a todas as empresas que estabeleçam políticas e programas de WASH no local de trabalho, nas suas cadeias de suprimentos e nas comunidades onde os trabalhadores vivem, que garantam acesso à água potável e saneamento à maioria da população adulta, que trabalha fora de casa", afirma Jason Morrison, presidente do CEO Water Mandate e do Pacific Institute, que participa do evento em dezembro.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que a cada dólar investido em saneamento, US$ 5 retornam à sociedade, principalmente em forma de economia nos gastos com tratamento de doenças.
Além dos benefícios éticos e sociais, os negócios podem aproveitar as oportunidades econômicas geradas pelo investimento em saneamento básico e água potável. A situação urgente cria oportunidades para as empresas que desejam atuar neste setor.
Os investimentos em água e saneamento têm potencial de gerar um total de 68,3 mil postos anuais de trabalho. O evento anual é promovido no Brasil pela Rede Brasil do Pacto Global com a ISAE Escola de Negócios.
 
Conteúdo Publicitário
Leia também
Comentários CORRIGIR TEXTO