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Porto Alegre, quinta-feira, 14 de novembro de 2019.
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Edição impressa de 14/11/2019. Alterada em 14/11 às 03h00min

DNIT busca mais segurança em rodovias

IRAP é utilizado em mais de 100 países e avaliou mais de 1 milhão de km de estradas

IRAP é utilizado em mais de 100 países e avaliou mais de 1 milhão de km de estradas


PABLO JACOB/AGÊNCIA O GLOBO/JC
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) lançou no início do mês o BrazilRAP - Programa de Avaliação de Rodovias do International Road Assessment Programme - IRAP. O objetivo do BrazilRAP é identificar as vias de mais alta periculosidade no País, possibilitando a priorização de intervenções para redução dos riscos.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) lançou no início do mês o BrazilRAP - Programa de Avaliação de Rodovias do International Road Assessment Programme - IRAP. O objetivo do BrazilRAP é identificar as vias de mais alta periculosidade no País, possibilitando a priorização de intervenções para redução dos riscos.
Patrocinado pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), o IRAP tem agora como responsável, no Brasil, o DNIT. Estão previstas parcerias com agências governamentais estaduais, bancos de desenvolvimento, instituições de pesquisa, ONGs de segurança rodoviária e indústria.
O BrazilRAP visa tornar o País livre de estradas de alto risco por meio da implantação da metodologia IRAP. Com esta metodologia, já utilizada em mais de 100 países, depois do levantamento da imagem das rodovias e de sua codificação, são propostas contramedidas para correção dos pontos sensíveis identificados e realizado um plano de investimentos para implementação das soluções propostas.
Para permitir a implantação da metodologia no Brasil, será criado um Conselho que, além do DNIT, contará com a participação de representantes do Ministério da Infraestrutura, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Polícia Rodoviária Federal, departamentos estaduais de estradas de rodagem, associações e representantes da Academia.
"Sabemos que a condição da malha rodoviária não é a ideal mas, para conseguirmos melhorar este quadro, precisamos saber como ela está. A metodologia IRAP é fundamental para esse diagnóstico", enfatizou o diretor-executivo do DNIT, André Kuhn.
Conforme explicou o diretor de Planejamento e Pesquisa do DNIT, Luiz Guilherme Rodrigues de Mello, a implementação do Programa BrazilRAP permitirá uma abordagem voltada para a prevenção de acidentes. "É um método que identifica um ponto de possível acidente e aponta medidas a serem executadas para evitar que o mesmo ocorra", exemplificou.
De acordo com Rodrigues de Mello, a avaliação dos 55 mil quilômetros de rodovias federais sob responsabilidade do DNIT será feita com base na metodologia. A contratação de empresas para levantamento da condição da malha tem como exigência que as mesmas sejam certificadas na metodologia IRAP. "Teremos uma fotografia de como a malha federal está", observou.
Pelas etapas de implementação da metodologia estão previstos o levantamento dos 55.000 quilômetros até primeiro semestre de 2020; complementação do levantamento e codificação até o final do segundo semestre de 2020 e codificação completa ao final do primeiro semestre de 2021.
A metodologia classifica as rodovias por estrelas - de um a cinco, conforme respectivos padrões técnicos de segurança. As vias de cinco estrelas são as mais seguras, enquanto as vias de uma estrela são as menos seguras. As vias mais seguras (de 4 e 5 estrelas) têm atributos de segurança viária adequados às velocidades de tráfego prevalecentes. Isso pode incluir a separação do tráfego por um canteiro central, travessias de pedestres e calçadas, laterais viárias atenuadoras de impactos e interseções seguras, como rotatórias.
Na solenidade que marcou o lançamento do BrazilRAP, realizada no início do mês em Brasília, o CEO do IRAP, Rob McInerney, e o diretor do IRAP nas Américas e Caribe, Julio Urzua, destacaram que a metodologia é uma ferramenta de planejamento que permite avaliar os impactos das medidas implementadas. Segundo relataram, na Austrália havia uma rodovia que foi avaliada como 2 estrelas que, após medidas adotadas, foi transformada em 5 estrelas, registrando uma redução de 82% das mortes. Após esse resultado, foi estabelecido como meta levar a metodologia IRAP para todas as rodovias do país.
O professor Valter Tani, do Laboratório de Transportes e Logística da Universidade Federal de Santa Catarina - Labtrans/UFSC, apontou como uma das vantagens da utilização da metodologia IRAP, a padronização de contramedidas de engenharia de segurança viária.
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