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Porto Alegre, sexta-feira, 08 de novembro de 2019.
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JC Logística

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Transportes

Edição impressa de 08/11/2019. Alterada em 08/11 às 15h48min

Navegação interior cresce no Rio Grande do Sul

Bertinetti defende a necessidade de alternativas logísticas para o mercado

Bertinetti defende a necessidade de alternativas logísticas para o mercado


TECON RIO GRANDE/DIVULGAÇÃO/JC
Maior segurança para as cargas, maior eficiência em custos e menor impacto para o meio ambiente são algumas das vantagens apontadas pelas empresas que aderiram à navegação interior no Rio Grande do Sul. Os números comprovam a preferência pelo modal. A inauguração do Contesc (Terminal de Santa Clara), em outubro de 2016, completa três anos da reativação do transporte de cargas pelo rio Jacuí e comemora crescimento anual acima de 100% na movimentação de contêineres por navegação interior. Desde o início das operações, o Contesc já movimentou mais de 99 mil TEU (unidade correspondente a um contêiner de 20 pés).
Maior segurança para as cargas, maior eficiência em custos e menor impacto para o meio ambiente são algumas das vantagens apontadas pelas empresas que aderiram à navegação interior no Rio Grande do Sul. Os números comprovam a preferência pelo modal. A inauguração do Contesc (Terminal de Santa Clara), em outubro de 2016, completa três anos da reativação do transporte de cargas pelo rio Jacuí e comemora crescimento anual acima de 100% na movimentação de contêineres por navegação interior. Desde o início das operações, o Contesc já movimentou mais de 99 mil TEU (unidade correspondente a um contêiner de 20 pés).
O Contesc, do grupo Wilson Sons, opera com quatro viagens semanais entre os dois terminais, realizadas por duas barcaças. Os produtos - de importação, exportação e cabotagem - têm como origem ou destino as cidades de Farroupilha, Carlos Barbosa, Garibaldi, Caxias do Sul, Veranópolis, Cruz Alta, Lajeado, Taquari, Serafina Corrêa, entre outras. Os clientes contam, ainda, com a possibilidade de estufar e desovar produtos no armazém do Contesc, gerando uma economia de até 20% no transporte de cargas.
Em 2018, o transporte fluvial foi responsável por 8% dos TEU movimentados pelo Tecon Rio Grande em 2018, somados os fluxos de importação, exportação e cabotagem. "Trata-se de um negócio altamente estratégico para o estado. O sucesso da operação ratifica a necessidade de alternativas logísticas para o mercado", destaca Paulo Bertinetti, diretor-presidente do Tecon Rio Grande.
Bertinetti lembra que o Contesc fez, recentemente, um estudo sobre emissão de gases do efeito estufa (GEE) na navegação interior. O cálculo mostra que o transporte rodoviário, feito por caminhões, emite 74% mais GEE em comparação às barcaças. A pesquisa mediu o combustível consumido por cada meio de transporte para movimentar a mesma quantidade de carga, no período de 12 meses, em um percurso de, aproximadamente, 350 quilômetros.
De acordo com recente relatório da Associação Nacional de Tecnologia no Ambiente Construído (Antaq) sobre transporte de cargas, o destaque do primeiro semestre de 2019 ficou por conta da navegação interior. O modal movimentou 33 milhões de toneladas no período, contabilizando crescimento tanto na movimentação total ( 9,30%) quanto na movimentação de granéis sólidos ( 11,76%), granéis líquidos ( 5,23%), carga geral ( 2,93%) e contêineres ( 5,36%). O Tecon Rio Grande é, hoje, o terminal que mais movimenta contêineres por via fluvial no Brasil, de acordo com ranking da Antaq.
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