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Porto Alegre, sexta-feira, 06 de setembro de 2019.

Jornal do Comércio

JC Logística

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petróleo

Alterada em 06/09 às 03h00min

Furto em oleodutos cai 30% até agosto, diz Transpetro, subsidiária da Petrobras

As ocorrências de furtos em dutos de petróleo e combustíveis caíram 30% até agosto, disse o presidente da Transpetro, Rubens Silvino. A queda já reflete programa lançado em junho pela empresa para conter esse tipo de crime, com investimentos previstos em R$ 1,2 bilhão.
As ocorrências de furtos em dutos de petróleo e combustíveis caíram 30% até agosto, disse o presidente da Transpetro, Rubens Silvino. A queda já reflete programa lançado em junho pela empresa para conter esse tipo de crime, com investimentos previstos em R$ 1,2 bilhão.
O furto em dutos disparou nos últimos anos, gerando prejuízos à Petrobras e vazamentos de combustíveis nas proximidades das tubulações. Em 2018, foram 261 casos. Em 2017, 76. A estatal estima perdas de mais de R$ 600 milhões com o crime.
Silvino avalia que a redução pode estar relacionada a maior ação policial e à conscientização da população sobre os riscos causados pela atividade criminosa - os ladrões perfuram os dutos para roubar os combustíveis.
Segundo ele, a Transpetro, subsidiária da Petrobras para a área de transporte de petróleo, gás e derivados, já vem recebendo um volume maior de denúncias de moradores do entorno dos dutos. Além disso, assinou convênio com as polícias de São Paulo e do Rio, onde estão concentradas a maior parte das ocorrências, para identificar quadrilhas especializadas.
No Rio, a polícia suspeita da ação de milícias e investiga se a disputa por território para a prática do crime está por trás de uma série de assassinatos de candidatos a vereador nas eleições municipais de 2016. Os combustíveis furtados são vendidos diretamente a postos. Já o petróleo é refinado em refinarias clandestinas.
"Há uma colaboração maior das comunidades para denunciar, com medo do perigo que isso representa", disse o presidente da Transpetro, após palestra na conferência Rio Pipeline. Em maio, uma menina de nove anos morreu após ter contato com gasolina vazada durante tentativa de furto na Baixada Fluminense.
Ana Cristina Pacheco Luciano sofreu queimaduras químicas sofridas ao cair em uma poça de gasolina perto de sua casa, em Duque de Caxias, no fim de abril. Quatro famílias tiveram que deixar suas casas após o vazamento.
 
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