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Porto Alegre, sexta-feira, 16 de agosto de 2019.
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Jornal do Comércio

JC Logística

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Aviação

Edição impressa de 16/08/2019. Alterada em 16/08 às 03h00min

Azul aposta em avião maior para operar na ponte aérea

Aibus A320neo, com capacidade para 174 passageiros, disponibiliza mais acentos que o Embraer E-195

Aibus A320neo, com capacidade para 174 passageiros, disponibiliza mais acentos que o Embraer E-195


AZUL/DIVULGAÇÃO/JC
A Azul indica que vai apostar forte na ponte aérea Rio-São Paulo, o trecho aéreo mais lucrativo do País. A companhia, que entrou na rota depois que herdou slots da Avianca nos aeroportos de Congonhas e Santos Dumont, solicitou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operar na ponte com o Airbus A320neo.
A Azul indica que vai apostar forte na ponte aérea Rio-São Paulo, o trecho aéreo mais lucrativo do País. A companhia, que entrou na rota depois que herdou slots da Avianca nos aeroportos de Congonhas e Santos Dumont, solicitou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operar na ponte com o Airbus A320neo.
Com capacidade para até 174 passageiros em classe econômica, esse avião já é operado pela Azul em rotas que partem de seus três hubs - Viracopos, Confins e Recife - e é o mais moderno da frota de curta e média distância da companhia.
Por ser maior que o Embraer E-195, que leva até 118 passageiros e era a outra opção da Azul para a rota, o A320neo reduz o custo por passageiro da operação, o que potencializa a lucratividade.
Para pousar no Santos Dumont, aeroporto considerado crítico por ter uma pista mais curta (1.323 metros de comprimento), aviões do porte do Airbus A320 e do Boeing 737 - maiores que os Embraer - precisam de adaptações especiais.
A Gol teve de pedir à Boeing um pacote específico para os freios do 737 chamado SFP (Short Field Performance). E foi apenas em maio deste ano que um A320 pousou no aeroporto carioca, com a Latam, que também instalou adaptações nas asas e motores. Até então, a empresa e a Avianca operavam o irmão menor A319 na ponte aérea.
Desde que a Avianca entrou em recuperação judicial e efetivamente deixou de operar voos, apenas Latam e Gol estavam voando na ponte aérea, uma concentração inédita nos 60 anos da ligação entre Congonhas e Santos Dumont.
A competição pelo espólio da Avianca azedou de vez o clima entre as três grandes companhias remanescentes, levando inclusive à saída da Azul da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), fundada pelas quatro em 2012.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) concluiu na semana passada a redistribuição das 41 licenças de pousos e decolagens - os slots - que eram da Avianca no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, o mais movimentado do País. A Azul, que já tem 26 horários no aeroporto, foi contemplada com outros 15. Companhias menores, que hoje não operam no aeroporto, também foram beneficiadas. A medida é vista no governo como uma forma de reduzir a concentração dos horários entre Latam e Gol. Para analistas, isso pode favorecer a queda dos preços das passagens, que dispararam com a saída da Avianca do mercado este ano.
A Passaredo herdou 14 slots e a amazonense MAP, 12. O órgão regulador também entregou 12 à Two Flex para operar na pista auxiliar de Congonhas. As três operam com aviões menores e de baixa performance (com menor velocidade de pouso, por exemplo) e terão que comprovar capacidade de atender aos requisitos exigidos em Congonhas, que é voltado para jatos.
Seguindo orientação do Ministério da Economia, a Anac decidiu deixar de fora da redistribuição dos slots Gol e Latam, que dominam quase 90% das operações em Congonhas. Para isso, o órgão regulador alterou normas, como a que definiu a redistribuição de 100% dos slots para empresas com baixa presença no aeroporto.
A Azul foi a maior beneficiada, mas técnicos da Anac admitem que o efeito sobre as tarifas poderia ser mais significativo se ela tivesse levado mais horários em Congonhas. Isso porque as pequenas têm potencial limitado de mexer com os preços.
Segundo fontes do setor, a Azul acredita que sua fatia em Congonhas pode crescer caso as pequenas contempladas não consigam preencher as exigências técnicas para operar no aeroporto, mantendo o ritmo de operação. Se isso acontecer, os slots seriam outra vez redistribuídos.
Analistas avaliam que a redistribuição dos slots deve beneficiar o consumidor com preços mais baixos na ponte aérea Rio-São Paulo e também no trecho São Paulo-Brasília. Para Francisco Lyra, presidente do Instituto Brasileiro de Aviação, centro de pesquisas do setor, e sócio da empresa de aviação executiva C.Fly Aviation, Congonhas atualmente é um aeroporto super concentrado, uma vez que a ponte aérea é a quarta rota doméstica com maior frequência no mundo - são mais de 39 mil voos por ano - e a única operada por apenas duas companhias atualmente: Gol e Latam. Na rota entre Seul e Jeju, as duas maiores cidades da Coreia do Sul, por exemplo, passageiros têm sete opções. "Defendo pelo menos três ou quatro companhias fazendo a ponte aérea", diz Lyra.
Cleveland Prates, especialista em concorrência em mercados regulados da FGV-SP, avalia que a maior competição em Congonhas afeta os sistemas de atualização de preços das aéreas, cujos algoritmos reagem aos valores das outras na mesa rota.

Empresa começará a voar de São Paulo ao Rio de Janeiro no próximo dia 29 de agosto

Tarifas iniciais custarão R$ 99,00 por trecho, anunciou a aérea

Tarifas iniciais custarão R$ 99,00 por trecho, anunciou a aérea


/ROVENA ROSA/ABR/JC
O presidente da Azul, John Rodgerson, anunciou no início desta semana que a companhia começará a operar a ponte aérea entre Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ), com tarifas iniciais de R$ 99,00 por trecho. Em setembro, a Azul será a única empresa a voar nessa rota, mesmo com a pista principal do Santos Dumont fechada para reforma, já que seus E-Jets estão habilitados para pousar na pista auxiliar do terminal.
Em conferência para anunciar a entrada da empresa na ponte aérea, Rodgerson destacou a intenção da Azul de aumentar sua participação em Congonhas. De acordo com ele, ainda não há uma definição da Anac sobre a certificação das companhias MAP e Passaredo, que também ficaram com slots da Avianca Brasil, para operarem no aeroporto paulistano. Novamente, a companhia insistiu na tese de que os ATRs de MAP e Passaredo não deveriam ser utilizados na pista principal de Congonhas. "O melhor uso desses ativos é na pista auxiliar", afirmou o presidente da Azul.
Como o aeroporto de Congonhas é congestionado, criou-se uma exigência de velocidade mínima de aproximação final (120 nós) para as aeronaves que operarem no terminal nos horários de pico de movimentação, entre 7h e 9h e 18h e 21h. No mercado, existe uma dúvida sobre se os modelos ATR poderiam atingir esse requisito operacional. A Anac deve receber os documentos técnicos da MAP e Passaredo que comprovam o cumprimento dessas exigências, para que as empresas possam manter seus slots herdados da Avianca Brasil (14 para a Passaredo e 12 para a MAP).
O executivo disse ainda não ter "medo" de MAP e Passaredo em Congonhas, e avaliou que a entrada dessas empresas será benéfica ao consumidor. "Mas queremos que operem na pista auxiliar", ponderou.
A Anac recebeu um estudo da própria fabricante dos modelos ATR avaliando os impactos ao fluxo aéreo caso elas sejam autorizadas a utilizar a pista principal de Congonhas. Segundo fontes, a conclusão da fabricante é de que não haveria prejuízo: embora os ATRs demorem nove segundos a mais na aproximação final se comparados aos jatos maiores, após o pouso eles "ganham" de 10 a 20 segundos, por conseguirem sair da pista de Congonhas mais rapidamente.
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