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Porto Alegre, sexta-feira, 21 de junho de 2019.
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Jornal do Comércio

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Mobilidade

Edição impressa de 21/06/2019. Alterada em 21/06 às 03h00min

Governo acaba com simulador para tirar carteira de motorista

Medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta semana e entra em vigor em 90 dias

Medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta semana e entra em vigor em 90 dias


/JONATHAN HECKLER/ARQUIVO/JC
O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, anunciou que o governo decidiu retirar a obrigatoriedade do uso de simuladores para a expedição da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A medida foi aprovada durante reunião do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Além de acabar com a obrigatoriedade do uso de simulador, o Contran também diminuiu de 25 para 20 horas o número de aulas práticas para os aspirantes à habilitação da categoria B. A resolução do Contran foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta semana. 
O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, anunciou que o governo decidiu retirar a obrigatoriedade do uso de simuladores para a expedição da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A medida foi aprovada durante reunião do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Além de acabar com a obrigatoriedade do uso de simulador, o Contran também diminuiu de 25 para 20 horas o número de aulas práticas para os aspirantes à habilitação da categoria B. A resolução do Contran foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta semana. 
"A gente já vinha falando ao longo do tempo e hoje estamos tirando a obrigatoriedade dos simuladores, que passam a ser facultativos. Será uma opção do condutor fazer a aula ou não. Se ele julgar necessário que aquilo é importante para a formação dele, de que não está seguro de sair para aula prática, ele poderá fazer. Se não quiser, ele não terá que fazer a aula de simulador", disse o ministro.
O prazo para a implementação da nova regra é de 90 dias. Com a mudança, o condutor terá que, obrigatoriamente, fazer 20 horas de aulas práticas. Se optar pelo uso do simulador, serão 15 horas de aulas práticas e 5 horas no equipamento.
"O simulador não tem eficácia comprovada, ninguém conseguiu demonstrar que isso tem importância para formação do condutor. Nos países ao redor do mundo, ele não é obrigatório, em países com excelentes níveis de segurança no trânsito também não há essa obrigatoriedade. Então não há prejuízo para a formação do condutor", diz Freitas.
De acordo com o ministro, a medida visa reduzir a burocracia na retirada da habilitação. O ministro disse estimar uma redução de até 15% no valor cobrado nos centros de formação de condutores.
"Isso é importante para muitos centros de formação de condutores que não possuem o equipamento. Agora, eles não vão precisar adquirir o simulador ou fazer comodato, e isso certamente terá um custo na carteira. As aulas de simulador têm um custo diferente, mas dá para estimar que a gente vá ter uma redução de até 15%. A ideia é deixar que o mercado defina isso", disse.
 

Nova placa do Mercosul ainda passa por ajustes técnicos e deve vigorar no final do ano

No País, novo formato começou a ser adotado em setembro de 2018

No País, novo formato começou a ser adotado em setembro de 2018


/MAURO PIMENTEL/AFP/JC
O Contran também reafirmou, na semana passada, as mudanças nas placas Mercosul. As alterações ainda estão passando por ajustes técnicos e devem entrar em vigor até o final do ano. Com isso, o prazo para a implantação do novo modelo em todo o País, que era 30 de junho, foi adiado.
Entre as mudanças estão a eliminação de alguns elementos gráficos e a adoção de um QR Code, um tipo de código de barras bidimensional que pode ser ativado por telefones celulares equipados com câmera e outros equipamentos.
O código trará informações mais precisas, a exemplo do local de produção da placa, o estado onde ela foi encaminhada, o veículo emplacado, entre outras informações. Segundo o diretor do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Jerry Dias, o objetivo é garantir mais segurança na identificação do veículo, com todo o processo produtivo passando por um rígido controle.
"O mais importante é que a nova placa possibilita um controle de todo o processo de emplacamento, o que minimizará o risco de clonagem de placas. Com isso, será possível saber onde a placa foi produzida, qual empresa fez, para onde foi encaminhada e em qual veículo ela está", disse.
Segundo Dias, as mudanças visam dificultar a clonagem de placas e facilitar a fiscalização. "Aumentando a rastreabilidade, vamos dificultar a clonagem. A nova placa não tem condição de ser feita em qualquer lugar, alguém pode até tentar fraudar, mas isso vai ser descoberto na fiscalização, uma vez que não tem como reproduzir o mesmo código. Uma placa que não foi utilizada e for furtada, poderá ser cancelada antes que venha a ser usada em algum veículo. O controle é nacional", disse Dias.
No Brasil, a placa começou a ser adotada em setembro do ano passado no Rio de Janeiro, no Amazonas, na Bahia, no Espírito Santo, no Paraná, no Rio Grande do Norte e no Rio Grande do Sul. Segundo o ministro, não haverá obrigatoriedade para que os proprietários de veículos troquem de placa. "Ninguém vai ser obrigado a trocar de placa. Os carros que estão com as placas antigas permanecem", disse.
 

Brasil 'vende' vantagens ambientais de carros a etanol contra avanço dos veículos elétricos

Uma comitiva brasileira visitou Estados Unidos, Índia e China no fim de maio. O objetivo foi apresentar aos maiores mercados automotivos do planeta as vantagens ambientais do etanol em comparação à gasolina e aos veículos 100% elétricos.
A viagem foi organizada pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), que aproveita a evolução dos automóveis para, enfim, transformar o combustível de origem vegetal em uma alternativa global para reduzir emissões de CO2 (gás carbônico).
O objetivo é ampliar a produção nacional e tornar o Brasil um país exportador de etanol e de tecnologias para carros híbridos flex, capazes de rodar com álcool, gasolina e eletricidade.
Caso os planos deem certo, será o ápice de uma história que começou com incentivos governamentais nos anos 1970, conquistou mercado e naufragou devido a crises de abastecimento.
Renato Romio, diretor do Instituto Mauá de Tecnologia, lembra que 97% dos veículos novos produzidos no Brasil em 1985 eram movidos a etanol. Segundo ele, esse foi o melhor momento do setor: com o programa Proálcool, até os caminhões que transportavam a cana eram movidos pelo combustível de origem vegetal.
Hoje, a Unica procura mostrar que os problemas do passado foram superados. O que permitiu o avanço do etanol no Brasil foi a chegada dos carros flex, em 2003. De acordo com dados da Unica, 533 milhões de toneladas de CO2 deixaram de ser lançadas na atmosfera desde o lançamento dessa tecnologia até fevereiro de 2019.
Hoje, 97,7% dos carros produzidos no Brasil podem ser abastecidos com álcool ou gasolina, puros ou misturados em qualquer proporção.
A conta é por equivalência: considera o quanto de CO2 é absorvido pelo cultivo da cana e inclui no cálculo o gás carbônico que é gerado em outras etapas do processo, do plantio às bombas de combustíveis. O transporte a partir dos canaviais e a distribuição do álcool nas cidades é um ponto negativo por utilizar caminhões movidos a diesel.
A entidade que representa a indústria da cana diz que, em comparação à gasolina, o etanol proporciona uma redução de 90% nas emissões dos gases causadores do efeito estufa.
 
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