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Porto Alegre, sexta-feira, 10 de maio de 2019.

Jornal do Comércio

JC Logística

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Aviação

Edição impressa de 10/05/2019. Alterada em 10/05 às 03h00min

Zurich e gestora de capital têm proposta para Viracopos

Aeroporto de Campinas, em São Paulo, entrou em recuperação judicial em junho do ano passado

Aeroporto de Campinas, em São Paulo, entrou em recuperação judicial em junho do ano passado


/AEROPORTO DE BRASÍLIA/DIVULGAÇÃO/JC
A Zurich Airport, em parceria com a gestora IG4 Capital, já tem uma proposta para assumir o controle do aeroporto de Viracopos, em Campinas, que entrou em recuperação judicial em junho do ano passado. No entanto, ao menos outros cinco grupos empresariais estão interessados na concessionária Aeroportos Brasil Viracopos (ABV).
O documento da Zurich, que já foi apresentado a credores e autoridades e será enviado à Justiça nos próximos dias, tem como foco a revisão dos investimentos e das outorgas previstos no contrato de concessão, conforme informou o Valor Econômico.
Segundo um executivo próximo às negociações, há outros interessados, como a brasileira CCR, a francesa Aeroportos de Paris, a espanhola Aena e o Consórcio Inframérica. As propostas, que ainda não foram apresentadas, precisam ser encaminhadas à Justiça e à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para serem levadas à assembleia de credores da ABV no próximo dia 16.
"Propomos a prorrogação do contrato por mais cinco anos. Essa extensão é uma das três mudanças no contrato original que consideramos fundamentais, junto com a revisão dos investimentos, de forma que se adaptem ao volume de passageiros e de cargas; e a renegociação das outorgas. Mas estamos dispostos a negociar", diz Stefan Conrad, diretor executivo da Zurich Airport Latin America. A empresa, que levou os aeroportos de Vitória e Macaé no leilão de março, já administra o de Florianópolis e tem 25% da concessionária de Confins, em Minas.
Pela proposta, que prevê um aporte de ao menos R$ 100 milhões em Viracopos, a parte privada da ABV (formada por Triunfo, UTC e Egis, com 51%) seria convertida em cotas de um fundo de investimento em participações (FIP), a ser administrado pela IG4. A Infraero tem 49% da concessionária.
Com uma dívida de R$ 2,88 bilhões, sendo R$ 2,6 bilhões com o Bndes, a ABV não paga outorgas desde 2017. A IG4 informou que o consórcio quitaria as outorgas de 2018 e 2019, sem mencionar a de 2017, e renegociaria "o resto mediante um reequilíbrio econômico e financeiro do contrato de concessão".
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