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Porto Alegre, sexta-feira, 08 de março de 2019.
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Jornal do Comércio

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Mobilidade

Edição impressa de 08/03/2019. Alterada em 08/03 às 01h00min

Bicicleta ajuda a economizar e a acumular poupança

Bike, patinete ou qualquer outro meio de locomoção similar melhoram o orçamento

Bike, patinete ou qualquer outro meio de locomoção similar melhoram o orçamento


/MARIANA FONTOURA/ARQUIVO/JC
O transporte público teve aumento em 2019 na cidade de São Paulo e na maioria das localidades do Brasil. Isso acontece pois é necessário repor o que a inflação corroeu durante o ano, ou seja, a subida de preços de itens como manutenção e combustíveis, por exemplo. "Quem acredita que os valores dos produtos e serviços cairão no futuro vive uma ilusão. Quase sempre o reajuste de preços será para cima, e não o contrário. Ficar indignado não irá resolver o problema. Mesmo em países com uma economia estável, como os EUA, e com inflação próxima de zero, tem reajuste", afirma Fabrizio Gueratto, Financista do Canal 1Bilhão Educação Financeira.
Por exemplo, agora, na cidade de São Paulo, as passagens de ônibus e metrô aumentaram para R$ 4,30 e do ônibus metrô foi para R$ 7,48. Além do aumento, as integrações entre ônibus também diminuíram em três horas, e, agora, só será possível pegar dois ônibus, e não mais quatro, como antes. Para os trabalhadores assalariados, a despesa fica com a empresa, porém, para autônomos, esse valor pesa no bolso se a conta for feita por mês. Com 22 dias úteis, uma pessoa gasta R$ 94,60 e R$ 164,56, respectivamente. Se levarmos em consideração o salário-mínimo de R$ 998,00, o valor da passagem pode representar mais de 16%. Existe uma alternativa para economizar: a compra de uma bicicleta, um patinete elétrico ou qualquer outro meio de locomoção similar. A princípio, seria uma economia irrisória, porém um estudo feito pelo Canal 1Bilhão Educação Financeira revela que não é bem assim. "Ninguém vai ficar rico economizando a passagem de ônibus e metrô, ou o cafezinho. Porém pode fazer a diferença no acúmulo de reserva financeira, principalmente para pessoas de baixa renda", ressalta Gueratto.
Se uma pessoa, na cidade de São Paulo, que andava de ônibus todos os dias para ir e voltar do trabalho, comprar uma bicicleta e alocar o dinheiro economizado mensalmente na poupança - que é um péssimo investimento -, no primeiro ano, ela acumulará R$ 1.163,63. No final de 10 anos, ela estará com R$ 14.403,54. Em 20 anos, esse montante dobraria e chegaria a R$ 37.109,10, e, em 30 anos, vai para R$ 72.901,85. "Se levarmos em consideração uma pessoa que ganha um ou dois salários-mínimos, esse dinheiro pode ser considerável. Se ela tiver disciplina de guardar também mensalmente parte do salário, esse montante pode duplicar facilmente", conta o financista.
Se essa mesma pessoa que comprou uma bicicleta usava, diariamente, ônibus e metrô, os valores economizados e aplicados mensalmente na poupança fazem uma soma ainda maior. No primeiro ano, esse paulistano teria R$ 2.024,18. Depois de 10 anos, seria R$ 25.055,46. Após 20 anos acumulando, o total chegaria a R$ 64.552,57. Quando chegasse a 360 meses, no extrato, viria R$ 126.815,32. "Esse estudo vale para todas as classes sociais. Desde a pessoa que, todos os dias, come em um bom restaurante sem poder até aquela que compra um carro além do que seu poder aquisitivo permite e esquece da desvalorização, da manutenção, do seguro e do IPVA. A lógica é a mesma para todos. O que muda são os valores. Precisamos poupar, gastar melhor e investir bem. Todos devem ter em mente que será cada vez mais difícil se aposentar no Brasil", finaliza Gueratto.
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