Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 26 de outubro de 2018.
Dia do Trabalhador da Construção Civil. Dia da Democracia.

Jornal do Comércio

JC Logística

COMENTAR | CORRIGIR

Aviação

Edição impressa de 26/10/2018. Alterada em 26/10 às 01h00min

Anac emite certificação de novo cargueiro da Embraer

KC-390 é equipado com tecnologia  para realizar abastecimento no ar

KC-390 é equipado com tecnologia para realizar abastecimento no ar


/EMBRAER/DIVULGAÇÃO/JC
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) emitiu a certificação do cargueiro KC-390, da Embraer, o que permite que o avião seja comercializado e operado em território nacional. De acordo com a Anac, o programa de certificação do modelo da Embraer teve sete anos de trabalho e foram verificados mais de 2.500 requisitos. Com a certificação, o projeto da aeronave demonstra que cumpriu os requisitos operacionais e de segurança e de proteção ambiental obrigatórios.
"Isso evidencia que o nível de segurança da aeronave é compatível com padrões internacionais e que permite que o modelo certificado seja comercializado no Brasil e registrado no Registro Aeronáutico Brasileiro", diz comunicado da Anac.
A aeronave é a principal aposta da divisão de defesa da Embraer e maior avião produzido na América Latina. O cargueiro é uma aeronave para transporte tático/logístico com capacidade para reabastecimento em voo. Com dois protótipos somando mais de 1.500 horas de voo e mais de 40 mil horas de testes laboratoriais e de solo, a campanha de produção recebeu a chamada certificação operacional inicial no final do ano passado. No total, cerca de 200 profissionais credenciados participaram da certificação, além de engenheiros e técnicos da própria Anac.
No processo de certificação, a Embraer demonstrou que a plataforma básica do modelo atendia os níveis previstos no Regulamento Brasileiro de Aviação Civil 25 (RBAC), o que significa que eram idênticos aos padrões usados por aeronaves de maior parte da aviação comercial.
O KC-390 foi desenvolvido para atender requisitos operacionais da Força Aérea Brasileira (FAB) e é uma aeronave equipada com dois motores para transporte tático logístico. Tem sistema de reabastecimento em voo desenvolvido e fabricado pela Embraer e capacidade para transportar 23 toneladas de carga, inclusive veículos.
O cargueiro foi um dos responsáveis por derrubar os resultados da Embraer no segundo trimestre deste ano, ao lado da redução no número de entregas de aeronaves.
O resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) despencou 83%, para
R$ 140,4 milhões, incluindo o impacto negativo, não recorrente, de R$ 458,7 milhões referente à revisão da base de custos do contrato de desenvolvimento do KC-390, em decorrência do incidente com o protótipo ocorrido em maio.
Naquele mês, o protótipo 001 sofreu danos extensos em seus três trens de pouso após ter saído da pista durante um teste em solo ocorrido no dia 5 na unidade de Gavião Peixoto, cidade próxima a Araraquara, no interior de São Paulo.
"A companhia reafirma todas as suas estimativas financeiras e de entregas para 2018, que não incluem o impacto não recorrente da revisão de base de custos do KC-390, ocorrida no segundo trimestre", informou a Embraer em nota de divulgação do resultado.
A Embraer fechou um acordo com a norte-americana Boeing em julho para a formação de uma joint venture de US$ 4,75 bilhões (R$ 17,47 bilhões) na área de aviação comercial. A Boeing assumirá o controle da divisão de aviação comercial, a maior geradora de receita da empresa brasileira, com participação de 80% da joint venture.
A certificação ocorre em meio às comemorações dos 50 anos do primeiro voo de testes do Bandeirante, avião que deu origem à Embraer. A aeronave, que teve o desenvolvimento iniciado em junho de 1965, fez seu voo inaugural em 22 de outubro de 1968, em São José dos Campos.
No ano seguinte, surgiu oficialmente a Embraer (então Empresa Brasileira de Aeronáutica), com a assinatura do decreto presidencial em 27 de agosto, com o objetivo de promover o desenvolvimento da indústria aeronáutica no País.

Companhia entrega 15 jatos comerciais e 24 executivos no 3º trimestre

A Embraer anuncia entrega de 15 jatos para o mercado de aviação comercial e 24 no de aviação executiva no terceiro trimestre. Ao final de setembro, a carteira de pedidos firmes a entregar (backlog) somava US$ 13,6 bilhões. O dado representa uma queda em relação ao mesmo período do ano passado, quando o backlog foi de US$ 18,8 bilhões, e a companhia havia entregue 25 jatos para aviação comercial e 20 na executiva.
O backlog também caiu em relação ao segundo trimestre deste ano, quando era de US$ 17,4 bilhões, com entrega de 28 jatos comerciais e 20 executivos. A carteira do terceiro trimestre foi impactada pela retirada de 134 jatos, dos quais 100 de um pedido da Skywest para aeronaves E175-E2. A Embraer justifica essa remoção em grande parte por mudanças contábeis IFRS. "Dada a atual incerteza em relação às alterações da cláusula de escopo ("scope clause") no mercado dos EUA para permitir que o E175-E2 - que é mais pesado que o E175 atual - seja operado pelas companhias aéreas regionais sob contratos de compra de capacidade (CPAs, na sigla em inglês) para linhas aéreas principais, a Embraer adotou proativamente as melhores práticas para se adequar aos princípios mais recentes do IFRS e retirar o pedido do backlog devido aos seus termos de condicionalidade", explica a fabricante de aeronaves brasileira.
Ainda de acordo com o comunicado, a Skywest continua comprometida com o pedido dos jatos E175-E2 e seus termos permanecem inalterados. Dos demais cancelamentos, havia um pedido para 24 jatos E190 da JetBlue, "após sua recente decisão de renovação da frota."
O informe sobre entregas no terceiro trimestre destaca que a Helvetic Airways assinou contrato para um pedido firme de 12 jatos E190-E2, com direitos de compra para outras 12, com possibilidade de conversão para o modelo E195-E2. Já a United Airlines fez um pedido firme de 25 jatos E175.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia