Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 11 de outubro de 2018.
Dia Internacional do Combate à Obesidade.

Jornal do Comércio

JC Logística

COMENTAR | CORRIGIR

Aviação

Edição impressa de 11/10/2018. Alterada em 11/10 às 01h00min

Embraer e Boeing querem fábricanos Estados Unidos

KC-390 é o maior avião já desenvolvido no Brasil; Força Aérea Brasileira já encomendou 28 aeronaves

KC-390 é o maior avião já desenvolvido no Brasil; Força Aérea Brasileira já encomendou 28 aeronaves


/embraer/AFP/JC
A negociação de uma joint venture na área de defesa entre as fabricantes de avião Embraer e Boeing incluirá a instalação de uma linha de montagem nos Estados Unidos do cargueiro militar KC-390, um dos projetos mais promissores da empresa brasileira.
Ao contrário da parceria entre as empresas na área de aviação comercial - anunciada em julho -, a joint venture no setor de defesa terá a Embraer como sócia controladora. A participação exata da brasileira no negócio ainda não foi definida. A fábrica da Embraer em Gavião Peixoto (SP), onde o KC-390 vem sendo desenvolvido, deverá ser mantida e ficará de fora do acordo.
Nos Estados Unidos, a cidade em que a unidade fabril será instalada ainda não foi definida e há conversas em andamento com governos de estados para obtenção de isenções fiscais.
Com essa fábrica fora do Brasil e com a joint venture, o KC-390 poderá ser vendido diretamente ao governo americano. Hoje, para a Embraer comercializar a aeronave militar Super Tucano com Washington, a negociação precisa ser feita por meio da empresa americana Sierra Nevada.
A parceria na área militar permitirá ainda que a Embraer venda a aeronaves para países aliados do governo dos Estados Unidos no programa Foreign Military Sales, que facilita a comercialização de equipamentos de defesa americanos. Coreia do Sul e Singapura, por exemplo, estão entre os parceiros no programa.
O KC-390 é o maior avião já desenvolvido no Brasil. A Força Aérea Brasileira (FAB) já encomendou 28 aeronaves, no valor de US$ 7,2 bilhões, a serem entregues nos próximos 12 anos.
No início de julho, após meses de expectativa, a Embraer e a Boeing anunciaram acordo em que a companhia norte-americana terá 80% de uma nova empresa de aviação comercial e a brasileira, os outros 20%. A joint-venture terá capital fechado, e a Embraer poderá exercer direito de venda da sua fatia para a Boing ao longo dos próximos 10 anos. O acordo não incluiu o setor de defesa. O memorando de entendimentos assinado pelas duas empresas envolve tanto a fabricação de aeronaves quanto os serviços de aviação comercial. A transação foi avaliada em US$ 4,75 bilhões. A norte-americana se comprometeu a pagar US$ 3,8 bilhões pela fatia de 80% na nova empresa, que terá em seu portfólio aeronaves de 70 a 150 lugares.
A Embraer, que é a joia da coroa da indústria brasileira, continuará com o capital aberto e vai permanecer com as unidades de Defesa e Aviação Executiva. O formato foi fundamental para convencer o governo brasileiro a dar aval prévio para a operação. Foram três as premissas estabelecidas pelo governo: preservação da soberania nacional (a unidade de defesa não poderia ser alvo de acordo com a Boeing), sustentabilidade financeira da Embraer (daí a importância de se definir o volume de recursos que será reinvestido na empresa) e capacidade e transferência de tecnologia para a Embraer. A nova joint-venture será uma subsidiária integral da Boeing, que vai controlar sua gestão.

Tarifa aérea média doméstica atingeR$ 321,78 no 2º trimestre, queda de 3,9%

A tarifa aérea doméstica atingiu R$ 321,78 no segundo trimestre deste ano, na média ponderada dos meses e considerando os valores deflacionados pelo IPCA, conforme dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Na comparação anual, houve queda de 3,9% da tarifa.
No acumulado de 2018, o preço médio da tarifa aérea alcançou R$ 342,94, 1,5% acima do verificado em igual intervalo de 2017, quando os valores fecharam em R$ 337,84. No período, 8% das passagens aéreas comercializadas tiveram preço inferior a R$ 100,00 e 55,7% ficaram abaixo de R$ 300,00. As passagens acima de R$ 1.500,00 representaram 0,6% do total, calcula a Anac.
Já o yield tarifa aérea médio (valor médio por quilômetro pago pelo passageiro) foi de R$ 0,27623 em voos domésticos no segundo trimestre, considerando dados deflacionados. Esse valor corresponde a uma queda de 4,6% na comparação anual. No trimestre anterior, tanto a tarifa quanto o yield haviam mostrado tendência inversa, aumentando em relação ao primeiro trimestre de 2017, aponta a Anac.
Na abertura por empresas, apenas a Azul mostrou aumento na tarifa aérea média, em rotas domésticas, durante o segundo trimestre ( 4,0% na base anual). As tarifas praticadas pelas demais companhias apresentaram queda: 9,3% para a Gol, 5,3% para a Avianca e 4,1% para a Latam. Já para o yield, o comportamento foi de queda para todas as empresas. A Anac aponta que a indústria aérea enfrentou alta de custos relevantes nas suas operações entre abril e junho.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia