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Porto Alegre, sexta-feira, 28 de setembro de 2018.

Jornal do Comércio

JC Logística

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Energia

Edição impressa de 28/09/2018. Alterada em 28/09 às 01h00min

ONS revê para mais a previsão de chuvas nos reservatórios

Hidrelétrica, em operação desde 1973, tem capacidade para gerar 159 MW

Hidrelétrica, em operação desde 1973, tem capacidade para gerar 159 MW


FERNANDO C. VIEIRA/FERNANDO C. VIEIRA/GRUPO CEEE/JC

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que espera um ligeiro aumento nas projeções de chuva nas regiões dos maiores reservatórios das hidrelétricas, principal fonte de geração de energia do País. A previsão de carga no Sistema Interligado Nacional (SIN) passa para 0,4% ante a previsão de 0,35% frente ao mesmo mês do ano passado.

O ONS disse esperar para a semana chuvas nas bacias hidrográficas do subsistema Sul, no Paranapanema, Tietê e Grande. "O avanço de duas frentes frias associadas à atuação do sistema de baixa pressão no Paraguai ocasiona precipitação nas bacias hidrográficas do subsistema Sul, no Paranapanema, Tietê e Grande".

O operador informou que a previsão de chuva na região das hidrelétricas do Sudeste, onde ficam os maiores reservatórios, ficou em 81% da média histórica. Já na Região Nordeste, o volume de chuvas ficou estimado em 41% da média, contra 42% na semana passada. No subsistema Sul, o ONS reduziu a previsão para 108% contra os 117% previstos antes.

O baixo volume dos reservatórios e a média de chuvas abaixo da média histórica levaram ao acionamento de usinas termelétricas, que têm custo de operação mais alto. Na quarta-feira, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) decidiu manter o acionamento das usinas pela quarta semana seguida.

A medida foi tomada, de acordo com o CMSE, após avaliação dos atuais níveis de armazenamento dos quatro subsistemas do SIN e a perspectiva até o final do mês de novembro de 2018. Após a análise específica para o subsistema Sudeste/Centro-Oeste, o CMSE decidiu manter as usinas ligadas, "visando a garantia de controle da cascata hidráulica e a manutenção da navegabilidade da Hidrovia Tietê-Paraná', disse o comitê.

Não há iniciativa de alterar mecanismo e valor de bandeiras tarifárias, diz Aneel

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone da Nóbrega, disse que "não existe nenhuma iniciativa em andamento" para alterar nem o mecanismo, nem o valor das bandeiras tarifárias. Em entrevista, após a solenidade de assinatura de contratos de linha de transmissão, Pepitone explicou que o que a Aneel está fazendo é um trabalho de avaliação do que está sendo cobrado em sua conta de energia, para que se saiba o que é imposto, o que é referente a distribuição, geração, etc.

Pepitone criticou ainda a carga de subsídios que existem nas contas de luz. "Os subsídios, quando avaliados individualmente, todos eles são justos. Mas quando todos se juntam, inclusive porque muitos vêm por lei, fica uma carga pesada para o consumidor de energia elétrica do Brasil", afirmou o presidente da Aneel. "O que a gente quer é lançar esse debate com os consumidores, com o Congresso, com o setor elétrico, mas sobretudo com os formuladores da política pública, para reavaliar a necessidade ou não de manutenção dos subsídios que hoje estão vigentes", comentou.

Para ele, o problema é que "o subsídio precisa ter marco inicial para promover uma tecnologia, e marco final. Hoje tem marco inicial e não tem marco final no regulamento e estamos propondo amplo debate com a sociedade para avaliar se ainda permanece a necessidade deste subsídio".

O presidente da Aneel informou também que um aplicativo será lançado para que o consumidor possa saber detalhadamente, entrando no site da concessionária, a composição da tarifa de energia.

Depois de reconhecer que a conta de energia é alta e que tem subido ano a ano, Pepitone comentou que 40% da conta hoje vem do custo de geração e 20% de subsídio. "Portanto, qualquer ação nestes segmentos, com certeza, resultará em redução na conta de luz", justificou ele. "É ponto pacifico que a conta de luz está elevada. Precisamos nos debruçar sobre o assunto e achar solução para questão", avisou.

Pepitone sugere que essa discussão e consequentes alterações sejam feitas "o mais rápido possível". Ele reconheceu que o que depender de alteração no Congresso deverá demorar para ser colocado em prática por conta das eleições, mas lembrou que a Aneel é um órgão de Estado, que trabalha dissociado de calendário eleitoral.

Segundo ele, a Aneel está trabalhando em uma agenda estruturante para reequilibrar o setor elétrico brasileiro e ela será apresentada assim que estiver pronta para a sociedade e o governo para que possam atualizar isso, o quanto antes. "A reforma certamente só será consolidada no próximo governo porque o tempo do Congresso tem de ser respeitado", observou.

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