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Opinião

- Publicada em 17h20min, 13/07/2021.

O Terceiro Setor e o protagonismo da classe contábil

Grace de Avila Rodrigues, contadora, controller do Colégio Farroupilha

Grace de Avila Rodrigues, contadora, controller do Colégio Farroupilha


/Acervo Pessoal/Divulgação/JC
Falar em terceiro setor é sempre tão encantador que chega a rimar! Como não admirar instituições que acolhem milhões de pessoas em todo o País entre saúde, educação e assistência social? Um papel tão bem desempenhado, e do qual o governo infelizmente não dá conta, tanto em termos de estrutura quanto de qualidade. 
Falar em terceiro setor é sempre tão encantador que chega a rimar! Como não admirar instituições que acolhem milhões de pessoas em todo o País entre saúde, educação e assistência social? Um papel tão bem desempenhado, e do qual o governo infelizmente não dá conta, tanto em termos de estrutura quanto de qualidade. 
Os positivos impactos no desenvolvimento da sociedade não são poucos! Manter essas instituições, que não visam ao lucro, desempenhando relevante papel requer dedicação e muita profissionalização. E esse é um ponto ainda a ser bastante trabalhado: a profissionalização nos atos operacionais e executivos dessas instituições. Elas são repletas de colaboradores que diariamente entregam, tudo de si, para cumprir o propósito institucional e, assim, contribuir, seja lá qual for, com o seu papel, assistindo a várias pessoas em vulnerabilidade social, salvando vidas, educando e formando tantos cidadãos.
Mas, aí é que vem o ponto: não devemos confundir Terceiro Setor com a possibilidade de uma gestão amadora, em que ter amor e boa vontade sejam suficientes para dar conta do recado. Não! Ainda vivemos o mito de que instituições sem fins lucrativos sobrevivem de forma saudável, em um formato de gestão sem planejamento adequado, mensuração de resultados e foco na estratégia. Simplesmente, porque não há gestão sem mensuração de resultados! Não há gestão estratégica se a missão e a visão das organizações não estiverem claras e incorporadas em cada colaborador, que tanto dá de si pelo Terceiro Setor. 
É nesse contexto todo que não podemos deixar de destacar uma figura essencial e estratégica para suporte à condução do belo propósito, para o qual o Terceiro Setor se destina: o Contador! A classe contábil é peça essencial para a continuidade da operação, uma vez que, por meio do entendimento absoluto da essência da operação, transforma toda essa realidade em números. E os números são a base para a tomada de decisão. Logo, dados contábeis fidedignos, e, portanto, bem alinhados à operação, traduzem adequadamente a situação patrimonial e financeira, permitindo análises em tempo real e discutindo o futuro.
Em se tratando de Terceiro Setor, temos mais um ponto crucial a destacar: a famosa prestação de contas aos órgãos competentes. Em não havendo a devida transparência e assertividade na prestação de contas, o risco de continuidade dessas organizações é grande. E lembremos: não havendo continuidade, são milhares de pessoas que necessitam de atendimento, seja em vulnerabilidade social, saúde e/ou educação, que deixamos de atender, devolvendo a responsabilidade ao governo. Mas, atenção, de nada adianta uma perfeita prestação de contas se antes a escrituração contábil não estiver adequada e refletindo a realidade da operação. Assim, como uma escrituração contábil pode estar em fragilidade, se antes e em conjunto a isso, não houver controles internos preventivos, ou seja, um processo está totalmente interligado ao outro. 
A seriedade do tema requer decisões ágeis e de riscos calculados, liderança que pega junto, que orienta, inspira e desenvolve. E tudo isso, pode muito bem ser executado, sim, com leveza e paixão, equilibrado com a necessária firmeza que o Terceiro Setor exige. 
O Contador é o profissional apto ao protagonismo nas organizações. Seu papel anda junto ao seu juramento acadêmico, que deve ir além de uma promessa, mas da real conscientização do nosso valor e paixão à profissão: "...concorrendo para que meu trabalho possa ser um instrumento de controle e orientação útil e eficaz para o desenvolvimento sustentável da sociedade e o progresso do País". 
Coordenadora da Comissão de Estudos do Terceiro Setor do CRCRS e Controller do Colégio Farroupilha
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