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Tributos

- Publicada em 12h53min, 01/06/2021. Atualizada em 13h06min, 01/06/2021.

Pesquisa aponta que 84% da população quer aumento de impostos para os mais ricos

Proposta para tributação dos super-ricos prevê aumento de arrecadação de R$ 292 bilhões ao ano

Proposta para tributação dos super-ricos prevê aumento de arrecadação de R$ 292 bilhões ao ano


Marcello Casal/Agência Brasil/JC
Em meio à grave crise econômica e sanitária enfrentada pelo país, 84% da população apoia aumentar os impostos para os super-ricos para financiar políticas sociais, aponta a pesquisa Datafolha/Oxfam Brasil. A medida é apoiada pela Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco), que elaborou um estudo, em conjunto com outras entidades, que permite aumentar em mais de R$ 292 bilhões ao ano a arrecadação brasileira.
Em meio à grave crise econômica e sanitária enfrentada pelo país, 84% da população apoia aumentar os impostos para os super-ricos para financiar políticas sociais, aponta a pesquisa Datafolha/Oxfam Brasil. A medida é apoiada pela Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco), que elaborou um estudo, em conjunto com outras entidades, que permite aumentar em mais de R$ 292 bilhões ao ano a arrecadação brasileira.
O documento "Tributar os Super-ricos para Reconstruir o País" usa como base os dados da Receita Federal e elenca oito medidas que isentam a carga tributária dos mais pobres e pequenas empresas, fortalece estados e municípios e amplia a contribuição apenas para os 0,3% mais ricos, que atualmente pagam proporcionalmente menos impostos que os demais. As medidas auxiliam a reduzir a desigualdade e a tornar o sistema tributário brasileiro progressivo.
Para o presidente da Fenafisco, Charles Alcantara, "tributar os super-ricos é o melhor caminho para superar a atual crise, seja do ponto de vista fiscal, social e até mesmo moral". "O retrato do Brasil atual é desolador, com quase 120 milhões de brasileiros vivendo em insegurança alimentar, sem a certeza do prato de comida na mesa. Precisamos enfrentar de vez a desigualdade em nosso país", afirma Alcantara.
A redução da desigualdade deve ser prioridade para 89% dos brasileiros - aumento de 8% desde 2017, enquanto 86% concordavam que era preciso combater a desigualdade para que o país se desenvolvesse. A proposta da federação foi apresentada a diversos parlamentares e tramita no Congresso Nacional como uma emenda ao texto da reforma tributária, que pode ser aprovada ainda este ano.
Entre as medidas previstas no estudo estão o aumento e a criação de alíquotas do imposto de renda para pessoas físicas, o aumento das alíquotas do imposto sobre herança e a regulamentação do imposto sobre grandes fortunas.
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