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Conjuntura

- Publicada em 03h00min, 09/06/2021.

Serviços financeiros apostam na recuperação da economia, diz PwC

Para Elisa, a avaliação serve como medida de comparação do otimismo ou pessimismo de outros setores

Para Elisa, a avaliação serve como medida de comparação do otimismo ou pessimismo de outros setores


PwC Brasil / Divulgação / JC
Um ano após a Covid-19 ter provocado uma revolução mundial e a adaptação de todos os mercados, a recuperação e crescimento são uma possibilidade - pelo menos para os empresários do setor de serviços financeiros. De acordo com a 24ª edição da Pesquisa Global com CEOs da PwC (24th Annual Global CEO Survey), as expectativas para a indústria são bem parecidas com a média global, apostando num cenário mais positivo para este ano, em comparação com o esperado para 2020.
Um ano após a Covid-19 ter provocado uma revolução mundial e a adaptação de todos os mercados, a recuperação e crescimento são uma possibilidade - pelo menos para os empresários do setor de serviços financeiros. De acordo com a 24ª edição da Pesquisa Global com CEOs da PwC (24th Annual Global CEO Survey), as expectativas para a indústria são bem parecidas com a média global, apostando num cenário mais positivo para este ano, em comparação com o esperado para 2020.
Como o setor de serviços financeiros trabalha diretamente ligado à movimentação econômica, as respostas dos CEOs tendem a ser um pouco mais realistas e impactadas diretamente pela situação atual. "Dessa maneira, a avaliação dos entrevistados se torna importante porque serve não só como ponto de partida, mas também como eventual medida de comparação do otimismo ou pessimismo de outros setores", explica Elisa Simão, diretora da PwC Brasil.
Em relação à economia global, por exemplo, 75% dos CEOs do setor de serviços financeiros acreditam que o desempenho será melhor em 2021 (ante 76% da média global). Para 9% dos entrevistados, a situação se manterá igual (no cenário mundial, 10% acreditam nessa possibilidade), enquanto 16% (ante 14% da média global) acreditam que a economia irá sofrer desaceleração.
As expectativas para este ano são positivas: 36% dos CEOs (mesmo resultado que a média global) afirmam estar muito confiantes no crescimento da empresa para os próximos 12 meses. Já para os próximos três anos essa esperança é menor, com 44% dos empresários dizendo estar muito confiantes, ante 47% da média global - mesmo raciocínio aplicado em relação aos lucros da empresa, com 62% (ante 65% da média global) afirmando apostar na melhoria da rentabilidade. 
Os CEOs do setor consideram como principais ameaças, em primeiro lugar, eventuais ataques e ameaças cibernéticas (56%), seguido da pandemia e outras crises sanitárias (51%), excesso de regulação (50%), incerteza em relação a políticas (39%) e crescimento econômico incerto (35%). Logo em seguida, com 31% cada um, dividem o pódio das preocupações a incerteza na política tributária, populismo, "misinformation" e velocidade dos avanços tecnológicos. O aumento das obrigações tributárias, com 29%, fecha a lista das 10 maiores ameaças para o setor.
Nesse cenário, algumas alternativas são consideradas para aumentar a competitividade da empresa. Em primeiro lugar, está a produtividade por meio da automação e da tecnologia (43%, contra 36% da média global), seguida por mudanças ou adaptações na cultura e comportamentos no ambiente de trabalho (36%, contra 32% global), foco nas competências e na adaptabilidade dos profissionais (35%, contra 31% global) e foco na saúde e bem estar da força de trabalho (31%, contra 28% global).
"No cenário de transformação digital do mercado financeiro brasileiro, acelerado por novas soluções como open banking, agregado à implementação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), boas práticas de gerenciamento de riscos do ambiente de tecnologia das instituições irão atender muito além do seu fim principal, o qual consiste na resposta às ameaças dos seus objetivos corporativos. Essas possibilitarão que as instituições divulguem ao mercado suas práticas diferenciadas de governança e gerenciamento de riscos, contribuindo para o aumento dos níveis de confiança de seus clientes para o uso do open banking. E esse movimento, naturalmente, deve reduzir as barreiras de entrada, democratizando o acesso a diversos tipos de produtos financeiros.", explica Elisa.
Engajamento e comunicação com a força de trabalho (26%), abordagem de gestão de desempenho (22%), foco em incubadora de líderes para o futuro (20%) e foco em diversidade e inclusão (19%) também fazem parte da lista de estratégias a serem adotadas pelos empresários do setor.
 
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