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Profissão

- Publicada em 12h13min, 06/04/2021.

Conciliar trabalho e vida pessoal desafia auditoras independentes

Para 21% das mulheres ouvidas, a falta de políticas ao seu desenvolvimento no mercado de trabalho é vista como um agravante

Para 21% das mulheres ouvidas, a falta de políticas ao seu desenvolvimento no mercado de trabalho é vista como um agravante


MARCELO CAMARGO/ABR/JC
Conciliar o aumento do volume de trabalho e a vida pessoal e a falta de políticas de igualdade de gênero são fatores que limitam o desenvolvimento das mulheres na auditoria independente, indica levantamento realizado pelo Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon). Para mais de 40% das mulheres que responderam à pesquisa, a maior dificuldade é conciliar a grande demanda de trabalho com a vida pessoal.
Conciliar o aumento do volume de trabalho e a vida pessoal e a falta de políticas de igualdade de gênero são fatores que limitam o desenvolvimento das mulheres na auditoria independente, indica levantamento realizado pelo Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon). Para mais de 40% das mulheres que responderam à pesquisa, a maior dificuldade é conciliar a grande demanda de trabalho com a vida pessoal.
A ausência de políticas voltadas ao desenvolvimento das mulheres no mercado de trabalho foi indicada por 21%. Outras, 19% responderam não haver barreiras na auditoria independente. Em contrapartida, 18% citaram a falta de espaço e oportunidade.
A enquete foi realizada junto às participantes que assistiram ao webinar intitulado "Avanços e desafios para a mulher na auditoria independente". Elas foram provocadas a apontar quais as principais barreiras à ascensão na carreira.  
A diretora de Desenvolvimento Profissional do Ibracon, Shirley Silva, destacou que "a pandemia mostrou ser possível trabalhar de maneira flexível, uma conquista que nos ajudará na profissão". E a proposta, segundo Shirley, é de não retroceder quanto a isso.
"É possível atender aos nossos clientes e equipes sem ter que, obrigatoriamente, estar fisicamente naquele local", comemora. Para Shirley, a equipe de trabalho, seja constituída por mulheres ou homens, precisa se atentar para as práticas de igualdade de gênero, visando a influenciar positivamente o comportamento da equipe e garantir oportunidades iguais para todos.
No webinar "A pandemia de Covid-19 e os seus efeitos sobre as mulheres no Trabalho", também dentro da programação especial, a enquete se propôs a identificar qual seria o aspecto de sua vida mais afetado pela pandemia e seus desdobramentos. A resposta de 76% apontou o "Aspecto Mental/Psicológico". Em segundo lugar, ficou o "Aspecto Pessoal/Social" (14%) e em terceiro, o "Profissional" (10%).
Esse segundo encontro apresentou discussões sobre como a mulher está inserida no mercado de trabalho, indicando que a pandemia trouxe retrocessos para o avanço profissional delas. Porém, o mesmo não ocorreu no campo da auditoria independente, segundo as participantes. 
Para minimizar os impactos mentais e psicológicos, a implementação de políticas inclusivas e de benefícios, como a licença-maternidade, a licença-paternidade, contar com uma rede de apoio eficaz e flexibilidade na carga horária, são fundamentais. "Três palavras sintetizam o que deveria reger o atual momento. São elas: empatia, tolerância e convivência", ressaltou a diretora Técnica do Ibracon, Carla Bellangero.
O Ibracon ressalta que vem trabalhando no sentido de contribuir para as agendas de diversidade, com ações voltadas à promoção de maior participação feminina. "Mas ainda temos muito o que fazer para acelerar a ascensão feminina, assim como o mercado", complementa Shirlei. Exemplo disso é o número de auditoras independentes associadas ao instituto. Com crescimento de 4,4% desde 2011, o número ainda é muito inferior à participação masculina.
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