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Fisco

- Publicada em 16h49min, 17/03/2020.

Série de vídeos #minutoIR ajuda na declaração do Imposto de Renda

Iniciativa do Jornal do Comércio busca esclarecer principais dúvidas dos leitores

Iniciativa do Jornal do Comércio busca esclarecer principais dúvidas dos leitores


REPRODUÇÃO/JC
Um novo produto editorial do Jornal do Comércio vai ajudar os contribuintes durante a tarefa de "domar o Leão". Na série de vídeos #minutoIR, a equipe do JC apresenta informações para fazer a declaração do Imposto de Renda 2020, além de esclarecer as dúvidas mais comuns dos leitores.
Um novo produto editorial do Jornal do Comércio vai ajudar os contribuintes durante a tarefa de "domar o Leão". Na série de vídeos #minutoIR, a equipe do JC apresenta informações para fazer a declaração do Imposto de Renda 2020, além de esclarecer as dúvidas mais comuns dos leitores.
A temporada para envio da declaração deste ano vai de 2 de março a 30 de abril. Até lá, o JC informa sobre as principais novidades na hora de elaborar a declaração e como garantir a restituição. Você ainda vai ficar por dentro dos erros mais comuns cometidos na hora de declarar e como evitá-los. O #minutoIR ainda analisa a tão comentada defasagem na tabela do Imposto de Renda, além de muitos outros assuntos.
Acesse os vídeos pelo site www.jornaldocomercio.com, em nosso canal no Youtube e pelas redes sociais. Mande suas dúvidas e sugestões usando a hashtag #minutoIR nas redes ou envie e-mail para contabilidade@jornaldocomercio.com.br.
Confira o conteúdo completo apontando a câmera do seu celular para o QR-Code ao lado.

Imposto de Renda deste ano oferece mais opções para doar parte do valor devido

Tem novidade relacionada às doações no Imposto de Renda Pessoa Física deste ano. A partir de agora, será possível doar a fundos relacionados ao Estatuto do Idoso, até o limite de 3% do imposto devido. Com isso, as destinações para esse fim não precisam mais ser feitas ao longo do ano anterior, podendo ser realizadas no momento da entrega do IR.
Já era possível doar dessa forma, também no limite de 3%, para fundos que seguem o Estatuto da Criança e do Adolescente. As doações para instituições são feitas na ficha "Doações Diretamente na Declaração".
Valter Koppe, ex-auditor fiscal da Receita Federal, lembra que o somatório das doações para idosos e crianças e adolescentes fica limitado a 6%. "Se esse percentual foi utilizado durante o ano, não tem o que destinar na Declaração. Mas se nada foi doado ao longo do ano, é possível zerar isso doando 3% para idoso e 3% para crianças", diz. Koppe, que agora está à frente da consultoria Doutor Imposto de Renda, esteve na tarde desta quinta-feira, 12/03, na Associação Comercial de São Paulo (ACSP) para esclarecer dúvidas sobre o IR 2020.
Outra novidade destacada por ele foi a necessidade de informar se os bens e direitos pertencem ao titular ou ao dependente, além da obrigação de preencher o campo específico com o CNPJ ou CPF relacionados aos bens ou direitos informados. "A cada ano a Declaração pede mais informações financeiras. Muito em breve serão exigidas informações de mercado de ações e corretoras", disse Koppe.

Devolução de imposto em tempo real torna sistema tributário mais justo, diz especialista

Sistemas de devolução de impostos no ato da compra tornam a tributação sobre o consumo menos regressiva, ou seja, menor para as pessoas de baixa renda. A conclusão é parte de um estudo que está sendo elaborado pela professora Rita de la Feria, da Universidade de Leeds (Inglaterra), especialista em tributação que participou de audiência pública no Congresso sobre o tema e seu reuniu com o ministro Paulo Guedes (Economia) na semana passada.
Ao final de sua passagem pelo Brasil, a professora disse que vê mais chances de aprovação da reforma agora do que em outras ocasiões, quando esteve no país para discutir outras propostas na área. "Acho que há uma conscientização por parte de todos que, efetivamente, não dá para adiar mais essa reforma", afirmou a pesquisadora, que veio ao país a convite do CCiF (Centro de Cidadania Fiscal), entidade que participou da elaboração da proposta da Câmara (PEC 45).

A PEC prevê um sistema de devolução de tributos para os mais pobres.

Em relação às resistências do setor de serviços ao novo tributo, que unifica IPI, PIS/Cofins, ICMS e ISS, ela afirmou que nenhum país concede tributação diferenciada para todo um setor e que não acha confiáveis os dados apresentados por algumas associações com o argumento de que irão ter aumento de carga tributária.
"Os IVAs [Impostos sobre Valor Agregado] mais antigos tendem a usar alíquotas múltiplas, mas não conheço nenhum país que tribute de forma diferenciada todos os serviços versus as mercadorias. O sistema de vocês é tão complexo que não se sabe ao certo quanto da tributação sobre o consumo está dentro de cada serviço", afirmou.
Rita também afirmou não ver sentido em criar isenções para o setor de saúde e educação. "Quem consome o serviço privado é preferencialmente a camada mais rica. Ninguém vai tributar o serviço público. Não me parece que, em uma análise de custo/benefício, faça sentido a isenção ou uma alíquota menor para esses serviços."
Ela afirmou que uma reforma que trate apenas da unificação dos tributos federais, defendida pelo ministro Guedes, com adesão voluntária de estados e municípios, já significaria um avanço para o país, embora a adoção de uma legislação única no Brasil seja mais eficiente. Ela criticou o modelo de tributação sobre movimentação financeira, outra questão defendida pelo ministro, que é cumulativo e incentiva a informalidade.
Afirmou ainda que o Brasil possui atualmente tecnologia para implantar um sistema de devolução de parte do imposto sobre o consumo para os mais pobres, como propõe o texto em análise na Câmara, característica que irá contribuir para tornar o sistema tributário brasileiro menos regressivo.
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