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Porto Alegre, quinta-feira, 28 de novembro de 2019.
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Jornal do Comércio

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Governança

Edição impressa de 27/11/2019. Alterada em 27/11 às 03h00min

Número de mulheres com cargos em conselhos de empresas cresce

Mulheres ocupam apenas 4,4% das posições de CEO e 12,7% de CFO

Mulheres ocupam apenas 4,4% das posições de CEO e 12,7% de CFO


/SENIVPETRO FREEPIK/DIVULGAÇÃO/JC
A falta de diversidade é um dos maiores desafios nos conselhos de administração, nos quais, consideravelmente, predomina a presença masculina. As mulheres, ainda em um lento progresso, ocupam apenas 16,9% dos assentos nos conselhos das organizações ao redor do globo, é o que mostra a edição deste ano da pesquisa Women in The Boardroom - Uma Perspectiva Global, realizada pela Deloitte.
A falta de diversidade é um dos maiores desafios nos conselhos de administração, nos quais, consideravelmente, predomina a presença masculina. As mulheres, ainda em um lento progresso, ocupam apenas 16,9% dos assentos nos conselhos das organizações ao redor do globo, é o que mostra a edição deste ano da pesquisa Women in The Boardroom - Uma Perspectiva Global, realizada pela Deloitte.
Torna-se, então, cada vez mais claro o desafio da inclusão de mulheres e as barreiras à diversidade de gênero nas salas de reunião das companhias. Culturas desatualizadas no local de trabalho, preconceitos inconscientes e falta de apoio são alguns fatores que impedem a presença feminina nos cargos de liderança. As mulheres ocupam apenas 4,4% das posições de CEO e 12,7% das de CFO, que são quase três vezes mais diversas do que as de CEO.
O relatório levanta como os países estão fazendo para aumentar essa diversidade e compartilha as estatísticas mais recentes sobre a presença de mulheres nas salas de reuniões, explorando os esforços de cada região e destacando as tendências políticas, sociais e legislativas por trás dos números.
"É comprovado que o aumento da participação feminina no mercado de trabalho pode influenciar, de forma positiva, significativamente, o PIB global nos próximos anos. Apesar do longo caminho a seguir, já podemos ver um bom movimento nas empresas brasileiras, como horários flexíveis, orientação e treinamento. Em conclusão à pesquisa, destacamos uma conexão entre o aumento do número de mulheres servindo nos conselhos e o desejo de um tipo mais inclusivo de capitalismo", destaca Patricia Muricy, sócia e ex-líder do Comitê de Crescimento da Deloitte.

Diversidade ainda é maior desafio, aponta o levantamento da Deloitte

No Brasil, os assentos são ocupados por 8,6% das mulheres, um aumento de 0,9% em relação à edição da pesquisa de 2017. Diante desse baixo crescimento, alguns projetos são discutidos pelo governo e pela ONU para aumentar esse percentual. 
Um projeto de lei que introduz cota de gênero de 30% de mulheres em conselhos, até 2022, está sendo elaborado e discutido pelo governo, assim como o Programa Ganha-Ganha - exercido pela ONU Mulheres, pela União Europeia e pela Organização Internacional do Trabalho -, que tem como objetivo promover o empoderamento feminino econômico e de liderança, por meio de premiação das empresas que promovem cultura de equidade de gênero e empoderamento das mulheres no País.
Outro destaque é o 30% Club, lançado, neste ano, no Brasil, que tem como um dos propósitos alcançar 30% de mulheres nos cargos de diretoria da Bolsa de Valores brasileira B3 IBrX, até 2025. Além disso, algumas empresas já investem em programas internos para mulheres executivas, como é o caso da própria Deloitte.
Em 2017, a Deloitte Brasil assumiu o compromisso de seguir os Princípios de Empoderamento das Mulheres, cartilha da ONU Mulheres, por meio de um comitê dedicado à questão de equidade de gênero. "Programas de treinamento, orientação, networking, apoio à liderança, à implementação de programas de maternidade e paternidade, bem como trabalho flexível são alguns dos pontos abordados internamente. Acreditamos que todas as empresas devem permanecer comprometidas com a diversidade e incentivar a sociedade a criar atitudes positivas em relação ao desenvolvimento de carreiras femininas", afirma a sócia e líder do Comitê Growth de Equidade de Gênero da Deloitte no Brasil, Angela Castro.
 
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