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Porto Alegre, quarta-feira, 05 de dezembro de 2018.
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Governança

Edição impressa de 05/12/2018. Alterada em 05/12 às 01h00min

Setor de óleo e gás avança em práticas de compliance

As práticas de compliance estão cada vez mais presentes nas empresas de óleo e gás, e a tendência é ampliar ainda mais áreas de governança e conformidade das companhias. A afirmação é do secretário-geral do Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Milton Costa Filho, durante o encontro que foi realizado em 29 de novembro.

"A indústria de óleo e gás está na dianteira em compliance no mundo. É um exemplo inclusive no Brasil, onde o tema avançou muito nos últimos anos", disse Costa Filho, na abertura do Oil, Gas & Compliance Forum. O evento marcou o lançamento do "Guia de Boas Práticas em Integridade Corporativa para o Setor de O&G", elaborado pela Comissão de Compliance do IBP, com participação das principais empresas do setor no País, em parceria com o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU).

O ministro da Transparência e CGU, Wagner Rosário, disse que o governo conta com "o reforço dos instrumentos de controle e integridade das empresas no combate à corrupção". Rosário ressaltou, ainda, a importância dos acordos de colaboração e leniência para identificar atos criminosos e puni-los.

O diretor executivo de Governança e Conformidade da Petrobras, Rafael Mendes Gomes, contou sobre a experiência da companhia em ampliar e criar mecanismos de compliance e qualificar controles na gestão da empresa após a Operação Lava Jato. Essa área conta, hoje, com 470 empregados da companhia, segundo ele.

"O reforço do compliance e todo o trabalho de recuperação da Petrobras não é um caminho fácil, mas é o caminho certo", afirmou Gomes. O executivo disse ainda que é também obrigação da Petrobras o controle das práticas de integridade e conformidade de toda cadeia de fornecedores.

O juiz federal Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato no Rio de Janeiro, destacou que os acordos de leniência e de colaboração permitem "isolar" os atos de corrupção, punir os envolvidos e manter as empresas em operação, preservando empregos e restringindo o impacto na economia.

Um dos temas em debate foi o emprego de tecnologia para mapear possíveis atos de corrupção nas empresas. "Cada vez mais as empresas estão usando ferramenta de análise de dados e de machine learning."

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