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Responsabilidade Social

- Publicada em 03h00min, 21/09/2021.

Educandário São João Batista pede ajuda com mais doações

Equipe de colaboradores inclui profissionais como fisioterapeutas, fonoaudiólogos e professores

Equipe de colaboradores inclui profissionais como fisioterapeutas, fonoaudiólogos e professores


/Educandário São João Batista/Divulgação/JC
João Pedro Rodrigues
Foi através do atendimento continuado que o Educandário São João Batista se tornou uma referência no tratamento e na educação de crianças e adolescentes com deficiências em Porto Alegre. Buscando acompanhar a trajetória deles desde cedo, a instituição localizada no bairro Ipanema tem o propósito de criar vínculos fraternos junto aos pacientes para ajudá-los a se preparar para a vida adulta.
Foi através do atendimento continuado que o Educandário São João Batista se tornou uma referência no tratamento e na educação de crianças e adolescentes com deficiências em Porto Alegre. Buscando acompanhar a trajetória deles desde cedo, a instituição localizada no bairro Ipanema tem o propósito de criar vínculos fraternos junto aos pacientes para ajudá-los a se preparar para a vida adulta.
Fisioterapia e atendimento clínico, terapêutico e pedagógico são alguns dos serviços gratuitos oferecidos na entidade para promover a cidadania, a inclusão e a acessibilidade dos jovens. Por não estarem disponíveis na Rede Pública de Saúde, eles se fazem necessários em entidades beneficentes como o Educandário, já que muitas famílias de baixa renda buscam tratamento para suas crianças que possuem alguma deficiência.
A fim de garantir a eficiência do seu trabalho junto a um público que vive em vulnerabilidade social, a entidade, que está prestes a completar 82 anos no próximo dia 29, dispõe de uma estrutura composta por uma clínica de habilitação e reabilitação e mais uma escola de educação especial, onde são trabalhados a alfabetização, a comunicação e a socialização. Estes espaços, porém, geram custos de manutenção e de pessoal e, durante a pandemia, manter o pagamento destas despesas tem sido um desafio.
Para conseguir atender os pacientes por tempo indeterminado o Educandário teve que aderir ao programa federal de redução salarial, o que também diminuiu o tempo e o número de serviços prestados. Dos 180 pacientes, 80 esperam por uma vaga na fonoaudiologia, por exemplo. Isso porque a entidade só possui dinheiro para pagar 2 profissionais da área, sendo que um trabalha pela manhã e o outro à tarde. Diante desta realidade, a instituição procura sensibilizar a sociedade para doar recursos financeiros.
"Precisamos de ajuda para manter essa casa aberta, senão ela vai fechar", alerta Priscila Gomes, que há 12 trabalha como relações públicas da entidade. Ela destaca que, hoje, mais do que nunca, é importante que a sociedade entenda que uma entidade do terceiro setor, como é o caso do Educandário, não recebe auxílios governamentais e também não pode sobreviver somente de voluntariado. Por isso, a doação de recursos é essencial.
"Nós somos um Centro de Habilitação e Reabilitação de Crianças e Jovens com Deficiências Múltiplas. As pessoas são remuneradas. Se nós não pagarmos a luz, o gás, a internet e os terapeutas, não há como mantermos as portas abertas", salienta ela. Em razão do atendimento continuado, os recursos se fazem ainda mais necessários, pois, para facilitar o tratamento, o paciente precisa de um terapeuta que o conheça e dê segurança a ele durante todo o processo.
Priscila conta, ainda, que muitos dos jovens, quando chegam ao Educandário, têm medo e não interagem com os funcionários, motivo pelo qual a instituição optou por não utilizar jalecos brancos, comumente associados a um ambiente hospitalar. "Tudo é feito com muito cuidado", comenta.
Essa, no entanto, é apenas uma das dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência no Brasil. Hoje, outro grande problema ainda é a falta de acessibilidade a essa população, evidenciada em muitos estabelecimentos que não dispõem nem mesmo de uma rampa de acesso que possibilite a entrada de cadeirantes, por exemplo.
"A pessoa com deficiência é completamente marginalizada", lamenta Priscila, que conta também que, muitas vezes, quando tenta promover passeios com os jovens, precisa ligar para o estabelecimento antes de ir e garantir que eles têm uma infraestrutura acessível para recebê-los. "Uma sala de cinema tem espaço para somente 4 ou 5 cadeirantes. Se eu quiser levar 80 para assistir a um filme, ele não comporta", exemplifica.
Por situações como esta, o Educandário também procura trabalhar a autoestima dos pacientes na escola de educação especial, tentando tirá-los pouco a pouco de seu mundo particular para interagir cada vez mais com as pessoas em seu entorno. "Quando estamos falando de crianças com deficiência, estamos falando de qualidade de vida. Na escola, isso é muito importante", completa.
O trabalho sério e comprometido do local é considerado fundamental para a qualidade de vida dos seus pacientes. Com a aplicação da redução salarial, a instituição ganhou fôlego para continuar lutando, mas ainda se sente abatida quando percebe que a média de atendimentos anual passou de 12 mil para 5 mil durante a pandemia.

Saiba como contribuir

Interessados em ajudar o Educandário São João Batista podem destinar recursos através do FunCriança, entrar em contato através do número (51) 3246-5655 para doações por boleto ou transferir qualquer valor para o PIX da instituição: 92967702/0001-67 (CNPJ).

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