Porto Alegre, segunda-feira, 16 de novembro de 2020.
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- Publicada em 03h00min, 16/11/2020.

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Confira as resenhas da semana

Confira as resenhas da semana


REPRODUÇÃO/JC
Em "Uma Terra Prometida", Barack Obama narra a história de sua odisseia improvável, desde quando era um jovem em busca de sua identidade até se tornar líder da maior democracia do mundo. Com detalhes surpreendentes, ele descreve sua formação política e os momentos marcantes do primeiro mandato de sua presidência histórica, época de turbulências e transformações drásticas.
Em "Uma Terra Prometida", Barack Obama narra a história de sua odisseia improvável, desde quando era um jovem em busca de sua identidade até se tornar líder da maior democracia do mundo. Com detalhes surpreendentes, ele descreve sua formação política e os momentos marcantes do primeiro mandato de sua presidência histórica, época de turbulências e transformações drásticas.
Obama faz uma análise do alcance e das limitações do Poder Executivo, e leva os leitores para dentro do Salão Oval e da Sala de Situação da Casa Branca. Acompanhamos de perto seus pensamentos enquanto monta o gabinete, enfrenta uma crise financeira global, avalia a figura de Vladímir Putin, supera dificuldades que pareciam insuperáveis para aprovar a Lei de Assistência Acessível (Affordable Care Act), bate de frente com generais sobre a estratégia militar dos Estados Unidos no Afeganistão, trata da reforma de Wall Street, reage à explosão da plataforma petrolífera Deepwater Horizon e autoriza a Operação Lança de Netuno, que culmina com a morte de Osama bin Laden.
Na obra, o ex-presidente fala com sinceridade sobre os obstáculos de concorrer a um cargo eletivo sendo um americano negro, sobre corresponder às expectativas de uma geração inspirada por mensagens de "esperança e mudança" e sobre lidar com os desafios morais das decisões de alto risco.
Uma terra prometida; Barack Obama; Editora Companhia das Letras; 764 páginas; R$ 79,90; disponível em versão digital.
 

A Bailarina da Morte: a gripe espanhola no Brasil

A bailarina da Morte;Lilia Moritz Schwarcz e Heloisa Murgel Starling; Companhia das Letras.
A bailarina da Morte;Lilia Moritz Schwarcz e Heloisa Murgel Starling; Companhia das Letras.
/Divulgação/JC
No início do século XX, uma doença chegou ao Brasil a bordo de navios vindos da Europa. A gripe espanhola, como ficou conhecida a explosão pandêmica de uma mutação particularmente letal do vírus H1N1, matou dezenas de milhares de pessoas no país e cerca de 50 milhões no mundo inteiro.
Altamente contagiosa, a moléstia atingiu todas as regiões brasileiras. A "influenza hespanhola" paralisou a economia e desnudou a precariedade dos serviços de saúde. Disputas políticas e atitudes negacionistas de médicos e governantes potencializaram o massacre, que vitimou sobretudo os pobres. Iludida por estatísticas maquiadas e falsas curas milagrosas, a população ficou à mercê do vírus até o súbito declínio da epidemia, no começo de 1919.
A partir de um vasto acervo de fontes e imagens da época, Lilia Moritz Schwarcz e Heloisa Murgel Starling recriam o cotidiano da vida e da morte durante o reinado de terror da "gripe bailarina", uma das maiores pandemias da história.
A vivência de uma pandemia nos dias atuais, faz o leitor olhar para o passado nas 368 páginas da Bailarina da Morte e ver as semelhanças e as evoluções no enfrentamento de uma crise sanitária, mesmo que separadas por um século.
A Bailarina da Morte; Lilia Moritz Schwarcz e Heloisa Murgel Starling ; Editora Companhia das Letras; 368 páginas R$ 59,90; disponível em versão digital.
 

Abuso: A cultura do estupro no Brasil

Abuso; Ana Paula Araújo; editora Globo livros
Abuso; Ana Paula Araújo; editora Globo livros
/Divulgação/JC
A jornalista Ana Paula Araújo, após quatro anos de pesquisas, viagens pelo país e mais de 100 entrevistas com vítimas e familiares, criminosos, psiquiatras e diversos especialistas no assunto, escreve Abuso - a cultura do estupro no Brasil com coragem e sem meias-verdades.
A obra é uma reportagem que trata do medo e vergonha das vítimas, de como elas são julgadas e muitas vezes culpabilizadas pela sociedade e pelo poder público, das dificuldades para denunciar, dos caminhos para superar o trauma e seguir em frente e como atitudes tão entranhadas em nossa sociedade geraram uma verdadeira cultura do estupro em nosso país. Ela também auxilia as vítimas a utilizarem os meios de denúncia disponíveis no país, como o disque 100, e esclarece sobre o direito ao aborto decorrente de estupro, que é autorizado por lei sem que haja queixa na polícia.
Ana Paula analisa casos que chocaram os brasileiros e outros tantos que, apesar de bárbaros, ficaram perdidos em meio ao constrangimento das vítimas e à lentidão da lei para mostrar como o estupro afeta toda a rede familiar e deixa marcas indestrutíveis na vida de quem o sofre. Ela acompanha todo o caminho das vítimas por justiça e mostra todas as facetas e implicações desse crime tão cruel e, tão corriqueiro no Brasil. Abuso é uma obra ousada, pesquisada com apuro e escrita por uma das mais importantes jornalistas em atividade no País.
Abuso: A Cultura do Estupro no Brasil; Ana Paula Araújo; Editora Globo Livros; 320 páginas; R$ 49,90; disponível em versão digital.
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