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- Publicada em 03h00min, 26/10/2020.

Capacitação para uma reciclagem melhor

Uniciclar já conseguiu criar uma planilha financeira que garantiu planejamento para seis meses

Uniciclar já conseguiu criar uma planilha financeira que garantiu planejamento para seis meses


/Divulgação/Uniciclar
João Pedro Rodrigues
O benefício promovido por empresas pode ir muito além do fornecimento de seus produtos. Com um propósito de contribuir com a sociedade, muitas companhias, principalmente em um momento em que o mundo demanda por uma visão solidária, tem procurado ajudar através de doações e, até, mesmo, de oportunidades. Este é o caso da Stihl Ferramentas Motorizadas.
O benefício promovido por empresas pode ir muito além do fornecimento de seus produtos. Com um propósito de contribuir com a sociedade, muitas companhias, principalmente em um momento em que o mundo demanda por uma visão solidária, tem procurado ajudar através de doações e, até, mesmo, de oportunidades. Este é o caso da Stihl Ferramentas Motorizadas.
Há mais de oito anos, a empresa tem apoiado seis cooperativas de reciclagem de São Leopoldo por meio das doações de resíduos recicláveis gerados na fábrica. A iniciativa impacta, diretamente, 108 famílias gaúchas, gerando renda para movimentar a economia local, além de encaminhar o destino correto dos detritos. Em 2019, por exemplo, através da doação de 726 toneladas de resíduos da fábrica, foi gerada uma renda média de R$ 266 mil para elas. As cooperativas são a Cooperfeitoria, a Uniciclar, a Nova Conquista, a Santo Antônio, a Mãos Dadas e a Vitória.
Agora, a fim de ampliar esta contribuição, a Stihl decidiu financiar, em parceria com o Sebrae/RS, 85% de uma capacitação dedicada a aprimorar a gestão do trabalho realizado nas cooperativas. As aulas terão foco em áreas como o controle financeiro, a prestação de contas, o fluxo de caixa, o planejamento empresarial, o desenvolvimento de lideranças e o empreendedorismo. Serão mais de 50 horas de consultoria, oficinas e palestras para um número mínimo de 3 pessoas por cooperativa, que serão multiplicadores do aprendizado para os outros membros.
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Empresa faz doações de resíduos gerados na fábrica. Stihl/Divulgação/JC
De acordo com a analista de Serviço Social da Stihl, Eliane Dall'Agnese, a empresa decidiu deixar 15% do valor da capacitação para as cooperativas a fim de que elas valorizem o trabalho desenvolvido. "A Stihl poderia absorver todo esse valor, mas achamos importante ter uma participação das cooperativas pela questão da valorização do trabalho. No final do processo, elas vão acertar com o Sebrae estes 15%". Com a bandeira laranja em São Leopoldo, a capacitação poderá ser realizada de forma presencial.
As cooperativas fazem parte da coleta seletiva do município, e cada uma delas realiza a coleta de resíduos em uma determinada região da cidade. A prefeitura repassa um valor mensal de cerca de R$ 20 mil, que é utilizado para pagar custos como combustível dos caminhões e a sua manutenção, enquanto o resíduo recolhido gera a renda.
O Sebrae realiza diagnósticos do estágio de conhecimento em que cada cooperativa se encontra para fazer cronogramas de oficinas de acordo com os diferentes níveis. "Algumas delas, que são de um nível mais baixo de conhecimento, não têm orientação de como fazer um relatório para a Prefeitura, por exemplo. Às vezes, elas têm um bloqueio de verba por não ter feito um relatório financeiro, que é uma exigência legal do município para a prestação de contas", explica Antonio Marcos de Oliveira, Supervisor de Segurança do Patrimônio e Gestão de Resíduos.
Não é o caso da Uniciclar, onde Pedro Cezar Dutra dos Santos, presidente da cooperativa, se orgulha em dizer que faz parte de uma das que está mais evoluída em relação a conhecimento, experiência e práticas empresariais. "Nós temos um escritório próprio, nós emitimos emite as notas fiscais e fazemos os planos de trabalho", completa.
O aprendizado ainda se mostra necessário na cooperativa. No ano passado, a Uniciclar passou por uma situação financeira complicada. Com pagamentos atrasados e dívidas externas, a entidade precisou se unir e pensar em maneiras de sair daquela situação. Assim, sem o auxílio de outras instituições, o grupo conseguiu criar uma planilha financeira para que garantiu planejamento de seis meses.
Santos espera que o grupo possa aprimorar os conhecimentos para que o trabalho já desenvolvido seja cada vez mais qualificado. "Essa parceria com o Sebrae é muito importante para que nós consigamos fazer uma planilha financeira e ter um diagnóstico da nossa realidade", conclui.
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