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reportagem especial

- Publicada em 03h00min, 13/10/2020.

Um ano perdido para as festas e eventos típicos

Pelo Rio Grande do Sul afora, apresentações foram canceladas e negócios ocorreram com ajuda da internet

Pelo Rio Grande do Sul afora, apresentações foram canceladas e negócios ocorreram com ajuda da internet


álvaro guimaraes/divulgação/jc
Álvaro Guimarães, de Pelotas
 
 
Um ano perdido para as festas e eventos típicos
Pandemia de Covid-19 mudou o cenário e, por todo interior gaúcho, feiras agropecuárias e festejos tradicionais são cancelados ou migram para os meios digitais
Um ano atrás, a família Schimmelpfennig estava mergulhada em sonhos e expectativas com o início das atividades da agroindústria instalada em sua propriedade, na localidade de Colônia Santana, no interior de Turuçu, no Sul gaúcho. Semanas depois, os integrantes participaram da Festa do Morango e da Pimenta, promovida pela prefeitura e, em seguida, estiveram na tradicional Expofeira de Pelotas. Assim, viram a renda mensal de R$ 3 mil triplicar com a venda de conservas, doces e geleias nos eventos.
Para este ano, a realidade não poderia ser mais diferente: a primavera não terá festas, feiras ou grandes acontecimentos no Estado. A pandemia de Covid-19 mudou o cenário e, por todo interior do Rio Grande do Sul, feiras agropecuárias e festas regionais são canceladas ou migram para os meios digitais, alterando culturas quase seculares e atingindo em cheio a economia de famílias de agricultores e setores inteiros. Foi o caso recente da Expointer, em Esteio, e da Expofeira de Pelotas, cujas edições de 2020 ocorrem apenas virtualmente.
"O impacto é muito grande pois, há dez anos, temos na festa o momento para vender nossa produção, que antes era comercializada in natura e agora processada. O resultado foi tão bom, no ano passado, que pensamos em ir para a Expointer. Mas, agora, temos esperar 2021 e ver o que acontece", comenta Francine Schimmelpfennig, que contabiliza uma redução de 40% na renda mensal da família ao longo do ano. Além da ausência das feiras, a situação foi agravada pelo fechamento temporário da cooperativa pela qual vende seus produtos, também em função da pandemia.
A perda de renda e de oportunidade de trabalho que afeta os Schimmelpfennig atinge em cheio, segundo dados da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf), outras 300 agroindústrias da agricultura familiar no Rio Grande do Sul, que costumam participar de diferentes festas e feiras espalhadas pelo território gaúcho.
A estimativa dos técnicos da entidade aponta para uma redução média de 30% da renda dessas famílias. O presidente da Fetraf, Rui Valença, lembra que o setor já sofre com a perda de outras frentes importantes de negócios, como o fornecimento de alimentos para merenda escolar e programas públicos de aquisição de alimentos, o que agrava mais a crise.
A dificuldade de logística para envio dos produtos e os custos de transporte desse tipo de mercadoria são apontados por representantes do setor como empecilho ao ingresso de agroindústrias familiares no e-commerce. "Uma coisa é a venda de uma máquina agrícola, outra é vender a produção da agricultura familiar, pois os valores são pequenos e não compensam o custo de entrega", analisa Carlos Joel Silva, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS).
Uma das tentativas de amenizar o baque para parte desses produtores veio do maior evento agropecuário do Estado: a Expointer. Atingida em cheio pela pandemia, a feira, que em 2019 movimentou R$ 2,66 bilhões, neste ano ocorreu apenas virtualmente. No entanto, as cerca de 50 bancas da agricultura familiar que participaram da Expointer Digital puderam comercializar suas delícias no formato drive thru, e o resultado foi bem positivo, com 2 mil veículos indo até o Parque Assis Brasil, em Esteio, em busca dos produtos.
 
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