Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 05 de outubro de 2020.
Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa. Feriado nos estados do Amapá, Roraima e Tocantins.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
segunda-feira, 05 de outubro de 2020.

Empresas & Negócios

Compartilhar

Consumo

- Publicada em 03h00min, 05/10/2020.

Álcool 70º líquido e em gel ganham escala

Boituva, indústria gaúcha, contratou mais funcionários e dobrou os turnos de trabalho para dar conta dos pedidos no Rio Grande do Sul e passou a abastecer também o mercado de Santa Catarina

Boituva, indústria gaúcha, contratou mais funcionários e dobrou os turnos de trabalho para dar conta dos pedidos no Rio Grande do Sul e passou a abastecer também o mercado de Santa Catarina


/Ana Paula Dixon/divulgação/jc
Este ano alterou, de forma significativa, a vida das pessoas nos cinco continentes. O planeta virou de cabeça para baixo com a disseminação da pandemia do novo coronavírus, que não poupou nenhum país ao redor do mundo. E, em meio ao caos, as empresas precisaram se reorganizar de imediato, reinventando-se para sobreviver à crise ou mesmo para aproveitar as novas oportunidades que se ampliaram a determinados segmentos de produtos e serviços.
Este ano alterou, de forma significativa, a vida das pessoas nos cinco continentes. O planeta virou de cabeça para baixo com a disseminação da pandemia do novo coronavírus, que não poupou nenhum país ao redor do mundo. E, em meio ao caos, as empresas precisaram se reorganizar de imediato, reinventando-se para sobreviver à crise ou mesmo para aproveitar as novas oportunidades que se ampliaram a determinados segmentos de produtos e serviços.
Com a necessidade de as pessoas reverem seus hábitos e mudarem costumes diários, sobretudo no que se refere à necessidade de maior controle de higienização para evitar a contaminação pela Covid-19 ou ao distanciamento social, igualmente imposto por pela doença. Nesse cenário, um dos grandes protagonistas do "novo normal" é o álcool, seja o líquido ou em gel, ambos de 70º.
"O álcool tem uma ação tão boa quanto à higienização com água e sabão e as pessoas levam menos tempo para fazer a limpeza das mãos, por exemplo, se utilizarem o produto", comenta Ramos, que lidera uma das fases da pesquisa dos testes clínicos da vacina contra a Covid-19, a CoronaVac. O médico lembra que o produto sempre foi utilizado nos ambientes hospitalares, seja para o uso de higienização dos médicos ou de superfícies.
Mas esses hábitos vieram para ficar? Afinal,o protocolo de higienização deve permanecer mesmo no pós-pandemia? Conforme indica o médico infectologista Fabiano Ramos, chefe do Serviço de Infectologia do Hospital São Lucas da Pucrs, o costume de uma melhor higienização em geral deverá realmente se tornar uma rotina permanente entre todos, e não somente dos profissionais de saúde.
Foi por isso que o segmento da indústria de produtos voltados à higienização teve, com a crise, uma oportunidade que muitas outras atividades não conseguiram obter. Muitas, inclusive, vem registrando um ano de crescimento, tanto na produção quanto no faturamento. Com o aumento da procura por álcool líquido e em gel, por exemplo, indústrias que produzem o item, um dos mais procurados em 2020, tiveram de redefinir sua forma de trabalhar com a finalidade de atender a demanda que estava posta.
Este foi o caso da gaúcha Industrial Boituva de Bebidas, fabricante, entre outros produtos, de diferentes tipos de álcool e álcool em gel, que teve de expandir a fabricação desses insumos em tempo recorde. "Reestruturamos rapidamente as áreas de produção, comercial e de logística da empresa para conseguirmos atender de forma célere e com excelência aos clientes devido ao crescimento da demanda", comenta Nelson Hoefel, gerente Comercial de Logística e Marketing da Boituva.
Desta forma, a Boituva contratou mais funcionários e dobrou os turnos de trabalho para dar conta dos pedidos no Rio Grande do Sul, iniciando também o abastecimento do mercado de Santa Catarina, suprindo a procura de álcool 70º nos estabelecimentos de varejo daquele estado. Logo, com esse incremento, no primeiro semestre de 2020 a fabricante registrou alta na produção e no rendimento da linha de álcool Pronto Socorro, chegando ao percentual de 270% em faturamento e 179% em volume de vendas. No ganho total da empresa, o álcool passou de 16%, em 2019, para 38% até o momento, em 2020. E a carteira de clientes da indústria cresceu 35% desde março.
Conforme evidenciou Hoefel, a Industrial Boituva está investindo ainda na ampliação de seu portfólio de álcool. Entre as novidades estão as fragrâncias de Lavanda, Canela e Eucalipto no Álcool Etílico Hidratado 46º INPM com embalagem de 1 litro. "A proposta do lançamento dos aromas foi proporcionar ao consumidor final uma transformação na experiência do uso do álcool líquido para limpeza, oferecendo algo mais agradável na utilização doméstica", explica o gerente Comercial de Logística e Marketing da Boituva.
Já, desde o final de 2015, bem antes da pandemia, a empresa tinha, em parceria com outra indústria, autorização da Anvisa para produzir tanto o álcool 70º líquido como o 92º líquido. Isso, porque para a elaboração do álcool nestes graus é necessária permissão do órgão, assim como para a venda, anteriormente ao novo coronavírus, que era específica para hospitais, instituições ou empresas que possuíam anuência para adquirir o produto.
Com a disseminação da doença, a partir de meados de março deste ano, a Anvisa liberou a comercialização do álcool Pronto Socorro em supermercados, minimercados e farmácias, porém, com a data limite, até o momento, de 18 de março de 2021 para a venda deste tipo de álcool ao consumidor final. Entretanto, se a previsão de término desta determinação se confirmar, o médico infectologista Fabiano Ramos observa que, por enquanto, não é possível saber o que substituiria esta formulação com igual eficácia de higienização na eliminação do SARS-CoV-2.
Em razão disso, Hoefel acredita que haverá uma queda significativa na comercialização do álcool líquido após o vencimento da RDC (Resolução de Diretoria Colegiada) da Anvisa. Com a proibição do álcool 70º líquido, avalia ele, a tendência é que apenas uma parte do consumo migre para o álcool 46º. Este grau não elimina ou mata o vírus que é o principal motivo para aquisição / comercialização do álcool.
Logo, diz o gerente Comercial de Logística e Marketing da Boituva, a expectativa da empresa é crescer de 15% a 25% em relação ao ano anterior, após o final da RDC. "Uma parte se deve ao álcool gel, que continuará a ter sua venda liberada." Porém, evidencia ele, na produção, apenas as empresas com autorização ou classificadas como "produtoras de cosméticos" poderão produzir o álcool gel para mãos. "A outra parte é que esperamos ganhar mercado com a diversificação de produtos no 46º líquido."
 
leia mais notícias de Empresas & Negócios
Comentários CORRIGIR TEXTO