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Ópinião

- Publicada em 03h00min, 05/10/2020.

Governança corporativa: um alicerce contra a crise

Thomas Herrmann arquivo pessoal

Thomas Herrmann arquivo pessoal


/Thomas Herrmann/arquivo pessoal/jc
Thomas Bier Herrmann

As transformações que a sociedade contemporânea tem presenciado nos últimos anos são exponenciais, e nada indica que isso irá diminuir ou desacelerar no futuro próximo. Os avanços tecnológicos e científicos, aliados às mudanças comportamentais na sociedade, alteraram a forma como as pessoas estão se relacionando com as empresas e instituições. E essas mudanças são como terremotos nas estruturas das corporações.

As transformações que a sociedade contemporânea tem presenciado nos últimos anos são exponenciais, e nada indica que isso irá diminuir ou desacelerar no futuro próximo. Os avanços tecnológicos e científicos, aliados às mudanças comportamentais na sociedade, alteraram a forma como as pessoas estão se relacionando com as empresas e instituições. E essas mudanças são como terremotos nas estruturas das corporações.

Adaptar-se e preparar-se para esses riscos são condições essenciais para a sobrevivência futura. O Japão, por exemplo, possui grande expertise em construções resilientes, erguendo prédios dotados de fortes fundações, estruturas de aço e sistemas de contrapeso inercial que dão grande segurança em caso de sismos.

Partindo dessa analogia, podemos observar que, no dia a dia de grandes instituições, são erguidas diversas estruturas para superar os mais fortes abalos, como crises econômicas e catástrofes. E seja nesta turbulência, seja em dias de calmaria, a governança corporativa é um alicerce fundamental para a perenidade das companhias.

E o principal órgão na gestão da governança das instituições é o Conselho de Administração, que é o guardião do cumprimento da missão da empresa. E mais: é o responsável pelo direcionamento estratégico de longo prazo do negócio e pela conexão da diretoria com a sociedade e os acionistas.

Empresas sem fins lucrativos possuem desafios ainda maiores, já que devem buscar a autossutentabilidade a partir de suas próprias iniciativas empreendedoras - sem nunca esquecer de seu propósito humanístico e social pelo qual foram criadas. Exemplo disso é o Hospital Moinhos de Vento que, desde antes de sua fundação, há mais de 90 anos, já tinha como visão tornar-se uma instituição protagonista em seu setor. E uniu a comunidade germânica em prol desse objetivo através de um Conselho de Administração atuante e visionário.

Desde sua criação, o hospital superou inúmeros desafios: de crises econômicas enfrentadas pelo país até a paralisação de suas obras iniciais, em virtude da Primeira Guerra Mundial, que interrompeu o fornecimento de materiais vindos da Alemanha. E absolutamente todas as dificuldades dos mais diversos ciclos foram superadas através da governança e da união dos associados, conselheiros e as primeiras gestoras: as próprias shwersters alemães.

Um século se passou, e o hospital mantém firme a essência plantada por seus pioneiros. Princípios e valores calcados na qualidade, no cuidado e na humanidade. Imbuídos do espírito de servir, os conselheiros oferecem segurança à administração executiva, sustentando uma política de resultados, colhidos em conquistas como a filiação à Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, e o reconhecimento pelo Ministério da Saúde como um dos seis hospitais de excelência do país. Filosofia que possibilitou que o Moinhos estivesse preparado para atravessar o momento atual.

E não são poucas as dificuldades. O setor hospitalar também se viu fortemente atingido por este sismo sanitário, tendo de lidar com seu maior desafio em mais de um século. Por um lado, temos hospitais movendo esforços monumentais de atenção às vítimas da covid-19. Por outro, o alto custo de insumos e a redução de procedimentos eletivos colocaram muitos centros em complicada situação.

Apesar das dificuldades, há diversas instituições que estão passando ao largo desta pandemia, mantendo suas atividades e preservando sua sustentabilidade. São resultados que passam por diferentes fatores, da boa gestão financeira às melhores práticas gerenciais, passando por uma visão sustentada do negócio e do futuro. E seus Conselhos de Administração são essenciais no equilíbrio entre o curto e o longo prazo, assim como na equação passado-futuro.

Diversas são as razões que darão sustentabilidade a muitas instituições não somente nesta crise, mas também nas profundas mudanças presenciadas na sociedade. E um eficiente Conselho de Administração qualificado e atuante é, sem dúvida, um dos mais fortes alicerces dessa construção. Tal qual as avançadas tecnologias antissísmicas da engenharia, é um elemento central para sobreviver a este terremoto, garantindo a perenidade do negócio e a as melhores perspectivas no pós-pandemia.

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