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Porto Alegre, segunda-feira, 28 de setembro de 2020.

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Empresas & Negócios

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Empreendedorismo

- Publicada em 03h00min, 28/09/2020.

Pandemia gera novos nichos de negócios

Consumidor está mais consciente da necessidade de cuidados com a saúde

Consumidor está mais consciente da necessidade de cuidados com a saúde


/PATRICIA COMUNELLO/ESPECIAL/JC
A pandemia da Covid-19 fez nascer uma série de produtos e serviços, criando novos nichos de mercado para empresas e startups com soluções voltadas ao combate do novo coronavírus. A maioria não acredita que a vacina contra a doença irá inviabilizar o negócio. Para elas, o consumidor está mais consciente da necessidade de cuidados com a saúde e vai seguir aberto a produtos que ajudem nessa defesa.
A pandemia da Covid-19 fez nascer uma série de produtos e serviços, criando novos nichos de mercado para empresas e startups com soluções voltadas ao combate do novo coronavírus. A maioria não acredita que a vacina contra a doença irá inviabilizar o negócio. Para elas, o consumidor está mais consciente da necessidade de cuidados com a saúde e vai seguir aberto a produtos que ajudem nessa defesa.
A lista de novidades que surgiram nos últimos seis meses inclui tecidos, tintas, equipamentos de raios ultravioleta, capacetes de ventilação e até sacos de lixo, todos com materiais antibacterianos e antivirais ou soluções para evitar contaminação.
Para o presidente da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios, Cláudio Frischtak, muitos desses produtos fazem parte de mudanças estruturais que o País terá após essa experiência sem precedentes. "Mesmo com a vacina, se os novos produtos forem competitivos, com preços iguais ou no máximo 10% superiores aos de similares, serão mantidos no mercado."
É o que Tiago Inacio Peixoto acredita. Ele é diretor da Companhia Industrial Cataguases, de Minas Gerais, que, junto com a Dalila Têxtil, de Santa Catarina, desenvolveu e está produzindo tecidos com acabamento antiviral e antibacteriano. "É óbvio que vai ter uma curva, mas, mesmo num mundo com vacina, acredito que as pessoas vão estar mais sensíveis e mais abertas a roupas funcionais para se protegerem", diz Peixoto. "Até porque, se hoje temos a covid-19, amanhã poderemos conviver com outros tipos de coronavírus", completa André Klein, presidente da Dalila.
A venda de malhas com proteção da Dalila começou em abril e representa hoje 20% da sua produção, de 400 a 500 toneladas ao mês. Na Cataguases, a distribuição teve início em agosto e até o fim do ano deve ficar com 10% a 15% da fatia da produção mensal de 1,5 milhão de metros lineares de tecidos planos. Por enquanto, testes garantem proteção por no mínimo 50 lavagens, prazo que deve dobrar após novo teste. O produto foi testado por quatro laboratórios, entre os quais os da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o da Unicamp.
Em lojas e no site da C&A, uma nova coleção de camisetas masculinas, femininas e infantis feitas com malhas antivirais começou a ser vendida há duas semanas. Segundo Mariana Moraes, gerente sênior de Marketing da C&A, inicialmente são 20 mil peças com preços que vão de R$ 40 a R$ 50. Ela afirma que a intenção é estender o uso do tecido para outros produtos.
No Café Journal, em Moema, São Paulo, equipamento similar a um micro-ondas foi instalado há três semanas próximo à entrada. É o BOX UV-C, caixa com luz ultravioleta em que clientes colocam celulares, chaves, bolsas e carteiras para eliminar germes, bactérias, fungos e vírus.
O gerente executivo do Café, Neuri Coletto, informa que todas as embalagens de produtos a serem entregues aos clientes por delivery também passam pela caixa de esterilização.
A caixa foi criada pela Pop Up Live, startup fundada por executivos do setor de eventos que viram os negócios caírem na pandemia. "O BOX é de fácil manuseio e elimina até 99,99% dos microrganismos", diz Ricardo Van Meenen, um dos sócios. Custa R$ 4,1 mil e, além de bares, está sendo usada por condomínios e, segundo a empresa, atende especificações da Anvisa.
Sacos de lixo com material capaz de neutralizar vírus e bactérias estão à venda em vários supermercados. Desenvolvido pela Embalixo, fabricante de embalagens para lixo há 17 anos, são feitos de composição de polímeros e sua eficácia foi atestada pela Unicamp. Para se diferenciar dos demais, tem cor prata.
O diretor comercial Rafael Costa informa que a Embalixo já tinha outras soluções exclusivas, como embalagem feita de planta com tecnologia que captura a emissão de gás carbônico, com repelente, com neutralizador de odores e "o primeiro saco vegano do mundo". A empresa produz 800 toneladas ao mês de sacos plásticos e 10% são da linha antiviral, participação que nos próximos meses deve chegar a 25%, prevê Costa.
 
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