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Empresas & Negócios

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Opinião

- Publicada em 03h00min, 21/09/2020.

Autoconhecimento e o restart de cada jornada

Luiz Alexandre Castanha
Especialista em Gestão de Conhecimento e Tecnologias Educacionais
Especialista em Gestão de Conhecimento e Tecnologias Educacionais
Sempre ouvimos que a vida passa rápido como um sopro. Deixando os clichês de lado, estou próximo de completar meus 47 anos e, de fato, olho para trás e vejo como nossa jornada realmente vai se desenrolando em um piscar de olhos. No mundo empresarial, nos últimos 30 anos, tive a sorte de trabalhar com várias empresas, cada uma com seu charme, desafios e deleites.
Vivenciei diversas situações inusitadas, que nem de longe lembram os livros de TGA da minha graduação e muito menos os de RH e Marketing da minha pós-graduação. A vida real e tão distante desses livros, que só mesmo contando todos os "causos" seria possível entender o peso que damos às coisas e importância momentânea de cada situação vivida.
Parece que se você não tomar a melhor decisão naquele momento, "cabeças rolarão!" como dizia minha professora Berenice, ainda no Ensino Fundamental. A intensidade e a importância que damos aos fatos nesses momentos não deveriam ser relevantes se considerarmos a jornada de toda uma vida. Porém, vejo que viver nossa jornada intensamente faz com que cresçamos e tomemos decisões melhores a cada dia. Afinal, é preciso realmente viver cada situação imposta pela vida para conhecer todos os sabores e conhecer as consequências.
O ano de 2020 já começou repleto de desafios de mercado e corporativos. Pensei que seria um ano animado e que já tinha vivido um pouco de tudo nesta vida, mas quando chegou março: BUM! Os dias se tornaram pura ficção científica. O que é ir ao mercado vestido de astronauta? O que é trabalhar sem ir ao escritório? O que é não poder tomar um café com um amigo? Estar proibido de sair de casa e de viajar com sua cara metade?
Que loucura! Mas o fato é que a gente se acostuma com tudo. Arrumava qualquer desculpa pra ir no mercado ou na farmácia - os "pecados permitidos" do momento. No trabalho, veio uma avalanche de reuniões virtuais até conseguir estabelecer a nova ordem, a distância. E não é que funcionou? Começaram também a febre das lives. Eu mesmo fiz umas cinco, pelo Instagram, Youtube e Facebook. No início foi até divertido, mas depois de três meses ninguém quer nem mais ouvir a palavra live.
E os eventos sociais? Passaram a acontecer via aplicativos de vídeo. Happy hours, aniversários, novidades boas, notícias ruins, meditações, ginástica e até missas virtuais de amigos que perderam a batalha para a tal Covid.
Com o passar do tempo, algumas fichas foram caindo e veio o meu restart. De fato, preciso estar no escritório para trabalhar? Em apenas semana, ajustamos o necessário para fazer funcionar a equação do trabalho. E isso faz surgir a dúvida: Por que não fizemos isso antes? Quanto tempo da vida perdemos? Quanto recurso desperdiçado? Chega a ser absurdo pensar isso hoje.
Descobri que o simples funciona. Tomar atitudes simples e questionar processos e estruturas frente ao novo cenário traz luz ao que realmente importa para os negócios e ajuda a trazer uma leitura enxuta sobre os processos. Nunca fazer mais com menos fez tanto sentido.
Com quem eu vou? Essa foi uma das maiores lições. Como disse Ernest Hemingway: Quem estará nas trincheiras ao teu lado? E isso importa? Mais do que a própria guerra. Em grandes tempestades, precisamos ter confiança entre os tripulantes. Afinal, se algo nesta cadeia falha, o barco vira.
Estes tempos difíceis que ainda vivemos nos trarão outro modo de encarar a vida e o trabalho - com a mesma seriedade ou mais - porém a distância, mais perto dos seus, de forma mais clara, objetiva e, principalmente, com uma tripulação de confiança.
Eu estou pronto para o meu restart, e você?
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