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Conjuntura

- Publicada em 03h00min, 24/08/2020.

Empresas esperam volta ao normal só em 2021

Pesquisa revela pouca disposição dos consumidores em voltar a frequentar bares e restaurantes

Pesquisa revela pouca disposição dos consumidores em voltar a frequentar bares e restaurantes


LUIZA PRADO/JC
Sondagem especial do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) mostra que 42% das empresas brasileiras têm a avaliação de que suas atividades só voltarão à situação anterior à pandemia a partir de 2021. Outras 10% ainda não consegue visualizar um retorno a essa normalidade. Segundo o levantamento, feito na primeira quinzena de agosto, 25% operam normalmente, e 22% esperam normalização até o fim de 2020.
Sondagem especial do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) mostra que 42% das empresas brasileiras têm a avaliação de que suas atividades só voltarão à situação anterior à pandemia a partir de 2021. Outras 10% ainda não consegue visualizar um retorno a essa normalidade. Segundo o levantamento, feito na primeira quinzena de agosto, 25% operam normalmente, e 22% esperam normalização até o fim de 2020.
Os dados reforçam a constatação de que essa é uma crise que afeta mais os serviços, principal setor da economia, do que a indústria e o comércio. Esses dois últimos são aqueles com mais empresas que já voltaram ao nível pré-crise (mais de 30%).
Nos serviços, são 17%. Esse setor é o que tem mais empresas que só veem melhora a partir de 2021 (47%) ou não veem perspectiva de retomar a normalidade (15%). Nos serviços prestados às famílias (como alimentação fora de casa, lazer e turismo), esses percentuais chegam a 66% e 17%.
A sondagem mostra também que 34% das empresas reduziram o quadro de funcionários com a crise econômica deflagrada pela pandemia no novo coronavírus. O percentual chega a 43% nos serviços, setor que mais emprega no Brasil, com destaque negativo para serviços prestados às famílias (57%) e de manutenção e reparação (52%).
A pesquisadora do Ibre Renata de Mello Franco diz que os resultados vão ao encontro de outro levantamento da instituição, que mostrou pouca disposição dos consumidores em voltar a frequentar bares, restaurantes, cinemas e teatros e a viajar de férias.
"O setor de serviços está muito dependente da confiança dos consumidores, não só em relação à economia mas em relação à saúde, a como pandemia vai se comportar. Se tiver uma vacina ou algo mais concreto em relação ao final da pandemia, talvez a gente possa ver os serviços voltando mais forte no final do ano", afirma Renata. A também pesquisadora do Ibre Luana Miranda diz que, no segundo trimestre, os serviços prestados às famílias caíram mais de 60% em relação ao mesmo período de 2019.
De acordo com a sondagem, o comércio é o destaque positivo, com o maior percentual de empresas já operando na normalidade (33%) e o menor de empresas que não conseguem visualizar retorno ao nível anterior à pandemia (9%).
Híper e supermercados e materiais de construção têm os maiores percentuais (41%) de empresas que já retomaram a normalidade, seguidos pelo comércio de móveis e eletrodomésticos (35%). Nesse setor, os destaques negativos são os segmentos de comércio de veículos (28%) e tecidos, vestuário e calçados (6%).
 
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