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Porto Alegre, sábado, 18 de julho de 2020.

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- Publicada em 03h00min, 06/07/2020. Alterada em 03h00min, 06/07/2020.

O informal é o novo normal

Leandro Gotz
Nos últimos tempos a visão sobre mercado de trabalho, estrutura do antigo modelo, competências necessárias e oportunidades tem mudado bastante. Para se ter uma ideia, no ano passado o Brasil bateu o recorde em número de pessoas trabalhando de maneira informal. Ao todo, foram mais de 38 milhões de profissionais atuando nesse modelo, segundo o IBGE, isso é histórico e mostra como a informalidade ganha espaço.
Nos últimos tempos a visão sobre mercado de trabalho, estrutura do antigo modelo, competências necessárias e oportunidades tem mudado bastante. Para se ter uma ideia, no ano passado o Brasil bateu o recorde em número de pessoas trabalhando de maneira informal. Ao todo, foram mais de 38 milhões de profissionais atuando nesse modelo, segundo o IBGE, isso é histórico e mostra como a informalidade ganha espaço.
Ainda de acordo com o IBGE, houve um aumento considerável no número de pessoas trabalhando por conta própria no país. Os autônomos, também conhecidos como freelancers, chegaram a 23 milhões. Não é de hoje que a maneira de se trabalhar mudou, se adaptou e o mercado precisou se reinventar, é nesse ponto que surge a economia colaborativa.
Diferentemente de como esse modelo informal era visto antigamente, de repente como uma última opção diante de tempos difíceis ou para fugir do desemprego, por exemplo, hoje, ser freelancer e desenvolver um trabalho pontual se tornou a primeira escolha para muitos.
O conceito dessa economia colaborativa é muito atual, inovador e traz um respiro para o consumo exagerado, à extravagância excessiva e na contramão disso propõe o compartilhamento. A tendência é que cada empresa ou pessoa que abraçar a ideia da troca de serviços ou objetos terá mais sucesso. A CNDL e o SPC Brasil fizeram, no último ano, um estudo no qual entrevistaram quase mil brasileiros por todo o País. O levantamento identificou que 75% dos entrevistados já utilizaram os serviços que envolvem troca ou compartilhamento de bens, pelo menos uma vez na vida. Isso mostra que para o consumidor essa opção está ganhando mais força.
Estamos diante da mudança, em que a segurança sozinha já não é o único ponto importante na hora de olhar para o mercado de trabalho e escolher um emprego. A experiência por si agrega, o valor de ser independente também é muito considerado e, para muitos, insubstituível, entre diversos outros pontos que têm feito o modelo informal se tornar o novo normal.
A possibilidade de aumentar a renda, de atuar em projetos diferentes simultaneamente, usufruir de horários bem mais flexíveis e trabalhar de casa, são alguns dos motivos pelos quais muitos consideram a alternativa a possibilidade mais viável diante de seus desejos profissionais. As vantagens são infinitas, já que o modelo tem condições de mudar toda uma cultura de consumo de serviços, de transformar os hábitos da sociedade e criar essa troca enriquecedora. O consumidor precisa ser conquistado, ter sua dor entendida e sanada, e ultrapassar a barreira da confiabilidade é um grande desafio da economia colaborativa, mas assim que rompida, os frutos e benefícios são sem precedentes.
*CEO da plataforma Helpie
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