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Empresas & Negócios

- Publicada em 13 de Abril de 2020 às 03:00

Novo fôlego para o pequeno varejo

Plataforma pode ser acessada no site www.movimentocompredobairro.com.br e está disponível para todo País

Plataforma pode ser acessada no site www.movimentocompredobairro.com.br e está disponível para todo País


/comprenobairro/reprodução/jc
O pequeno varejo de bens e serviços, que tem sido um dos mais afetados pelos reflexos da crise da pandemia do novo coronavírus, ganha um aliado importante. O movimento #CompredoBairro, lançado na semana passada, oferecerá a esses empresários capacitação técnica gratuita e incentivar o consumo de comércios locais em todo o País. A iniciativa partiu de líderes de oito grandes empresas, apoiados pelo Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequenas Empresas (Sebrae nacional), pela organização Endeavor e pela consultoria LHH.

O pequeno varejo de bens e serviços, que tem sido um dos mais afetados pelos reflexos da crise da pandemia do novo coronavírus, ganha um aliado importante. O movimento #CompredoBairro, lançado na semana passada, oferecerá a esses empresários capacitação técnica gratuita e incentivar o consumo de comércios locais em todo o País. A iniciativa partiu de líderes de oito grandes empresas, apoiados pelo Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequenas Empresas (Sebrae nacional), pela organização Endeavor e pela consultoria LHH.

Na prática, o movimento tem dois grandes objetivos. O primeiro engloba capacitação e informação para gestão financeira de caixa. "Muitas vezes, a informação não chega a esse pequeno negócio e, quando chega, ele não sabe por onde começar", diz o empresário Guilherme Weege, idealizador do movimento. "Então, primeiro a gente vai concentrar conteúdos de muitas fontes diferentes e ajudar a distribuir. Colocaremos na nossa plataforma tudo que for surgindo de novo, de maneira muito mais rápida e com informações consistentes", completa.

Ainda dentro da capacitação, o movimento pretende ajudar o pequeno lojista a fazer marketing digital, ensiná-lo a usar o WhatsApp e outras ferramentas modernas para que ele consiga fazer relacionamento de venda por canais que ele hoje não dispõe. "Ajudando esse pequeno a se capacitar e se digitalizar. A ter algum tipo de receita neste momento e estar mais forte para uma retomada".

O segundo grande objetivo, que o pequeno lojista não começará agora, mas daqui a algumas semanas, consiste em levar fluxo para essa loja, na medida em que mais pessoas comprarem das lojas do seu próprio bairro.

Cartazes com esse objetivo serão espalhados em outdoors pelo País, conscientizando a população da diferença que faz o dinheiro gasto em um pequeno empreendimento do bairro, mesmo que seja de pequeno valor, para os milhões de pessoas que dependem da renda desses pequenos varejos.

"Comprar nesse momento produtos nacionais e localmente no bairro faz uma diferença enorme para a economia dessas dezenas de milhões de pessoas", exclamou o idealizador do movimento. Weege informou que a média de tempo por acesso à plataforma hoje pela manhã era de 12 minutos. Isso significa que as pessoas estão vasculhando os conteúdos em busca daquilo que mais lhes interessa, acrescentou. Weege diz esperar que depois, já com as vendas totalmente restabelecidas, o movimento poderá medir os resultados alcançados pelo engajamento do público.

A parceria com o Sebrae vai disponibilizar inicialmente conteúdos relacionados à gestão financeira e contábil, crédito, digitalização e marketing digital na plataforma. De acordo com dados oficiais do Sebrae relativos a 2019, 6,3 milhões de pequenos negócios compõem o pequeno varejo brasileiro, setor que responde pelo sustento direto de cerca de 13 milhões de pessoas no País. Para Weege, esses números retratam a força e a importância socioeconômica do pequeno varejo nacional.

O analista de inteligência de mercado do Sebrae nacional, Renato Perling, explicou que, na prática, será muito fácil para os pequenos comerciantes entrarem na plataforma. "Nós fizemos da forma mais fácil possível para que o pequeno negociante possa entrar rapidamente", destaca o empresário.

No site, o lojista vai encontrar uma página específica do Sebrae, com dicas sobre as medidas que o governo está tomando, dicas de segurança para o negócio em função das mudanças geradas com a pandemia e também conteúdos digitais para enfrentar desafios que chegam com a Covid-19, como crédito, finanças, marketing digital etc. "Uma série de conteúdos adaptados para este momento de crise", resumiu Perling.

Na plataforma, o pequeno empresário encontrará cursos e capacitações online e, também, acesso a conteúdos digitais da temática que ele quiser, tudo gratuito. Ali, ele terá informações sobre o mercado de trabalho. "Ele terá acesso a lives (transmissão em tempo real), webinars (conferências online). São conteúdos mais rápidos, de pequena duração e ele interage com quem está ali dando aquelas dicas", disse Perling. Os cursos são feitos no horário que o pequeno lojista quiser e puder, esclareceu Perling.

"É bem facilitado para a gente poder ser parceiro neste momento. E vai ser um grande atalho para o portal do Sebrae", destacou o analista. O pequeno negociante terá na plataforma #CompredoBairro acesso aos conteúdos do Sebrae nacional. "Vai ser um ambiente ajudando o outro". Segundo Perling, a preocupação do Sebrae é ajudar o máximo de pessoas possível.

Perling salientou ainda que a ideia do movimento é que ele não morra no período pós-crise do novo coronavírus, mas que possam ser feitos também atendimentos presenciais aos empresários pelo Sebrae, para levar consultorias e outras ações para fomentar o negócio local. "A gente está de olho nesse segundo momento; que ele aconteça na hora certa para a gente botar o bloco na rua", pontuou o analista.

A iniciativa socioeconômica é projeto pessoal dos empresários Guilherme Weege (Grupo Malwee), Fred Trajano (Magazine Luiza), Artur Grynbaum (Grupo Boticário), Jean Jereissati Neto (Ambev), Marcel Szajubok (Embelleze), André Street (Stone), Alcione Albanesi (FLC) e Ana Fontes (Rede Mulher Empreendedora), com o apoio do Sebrae. As empresas não fazem parte da iniciativa, que é projeto pessoal das lideranças envolvidas.

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