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Porto Alegre, terça-feira, 21 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

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Empresas & Negócios

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mercado de capitais

- Publicada em 03h00min, 02/03/2020. Atualizada em 03h00min, 02/03/2020.

A vez das médias empresas na bolsa

Depois de muitos anos de promessa, a expectativa de um cenário prolongado de juros baixos deve fazer de 2020 um ano recorde para o mercado de ações brasileiro. Entre aberturas de capital e novas emissões de empresas já listadas na bolsa paulista, a B3, o total movimentado pode chegar a R$ 200 bilhões, segundo bancos de investimento. Esse resultado deve ser engrossado por empresas médias, muitas fora do eixo Rio-São Paulo, que estão buscando assessoria financeira ou até já protocolaram pedido para o IPO (sigla em inglês para oferta inicial de ações).
Depois de muitos anos de promessa, a expectativa de um cenário prolongado de juros baixos deve fazer de 2020 um ano recorde para o mercado de ações brasileiro. Entre aberturas de capital e novas emissões de empresas já listadas na bolsa paulista, a B3, o total movimentado pode chegar a R$ 200 bilhões, segundo bancos de investimento. Esse resultado deve ser engrossado por empresas médias, muitas fora do eixo Rio-São Paulo, que estão buscando assessoria financeira ou até já protocolaram pedido para o IPO (sigla em inglês para oferta inicial de ações).
"Essas empresas fizeram a lição de casa, com maior profissionalização da gestão e de governança, seja para atrair fundos de private equity (que compram participações em empresas), de venture capital (que investem em empresas nascentes) ou para abrir o capital", diz Márcio Domingues, diretor comercial de médias empresas do Itaú BBA.
As estimativas são de que os IPOs e as novas emissões de ações superem 100, batendo a marca de 74 operações de 2007. Àquela época, grande parte das empresas que foi à bolsa era de maior porte, diferente do perfil atual. Para quem quer em investir em ações de empresas médias, contudo, é preciso cautela. "Uma forma de buscar a renda variável é por meio dos fundos de previdência. Como se trata de aplicação de longo prazo, o cliente pode ampliar a presença das ações na composição do plano. Não é só comprando uma ação específica que se entra na renda variável", diz Jurandir Macedo, doutor em finanças comportamentais e consultor da Genial Investimentos.
 

Setores que têm despertado a atenção de investidores

'Banco dos carros' supera crise e chega à B3
BV. Fundado pela família Ermírio de Moraes, do Grupo Votorantim, o BV (ex-Banco Votorantim) tem o Banco do Brasil como sócio desde 2009. Nos últimos três anos, o BV, conhecido pelo financiamento de automóveis, passou por reestruturação, ficou mais digital e fez parcerias com startups - como Dr. Consulta e Guia Bolso - e fintechs, como Banco Neon. O BV já fez o pedido de abertura de capital e planeja levantar cerca de R$ 5 bilhões. A maior parte do dinheiro deverá ir para os acionistas. O BV não comentou.
Aposta nos pets como membros da família
PETZ. A varejista focada em produtos para animais de estimação surgiu da vontade do fundador Sérgio Zimerman de voltar a empreender após a falência de um negócio de distribuição de bebidas. Com um ponto em mãos - um prédio de 3 mil m² na Marginal Tietê -, ele chegou a procurar a Cobasi para propor a abertura de uma loja da rede, sem sucesso. A Petz encerrou 2019 com 105 lojas e receita de quase R$ 1,2 bilhão. A rede, que entrou com pedido de registro de abertura de capital na semana passada, não comentou o tema.
Do garimpo a uma das maiores do varejo do Brasil
GRUPO MATEUS. A história do Grupo Mateus, uma das maiores varejistas do País, começa nos anos 1980, na cidade de Balsas (MA). Ex-garimpeiro de Serra Pelada, Ilson Mateus montou uma pequena mercearia na cidade que crescia com o agronegócio. Para abastecer a loja, ele rodava 400 quilômetros com sua caminhonete até Imperatriz. Hoje, com receita estimada em cerca de R$ 10 bilhões, a rede tem oito marcas e quer se consolidar no Nordeste e Norte do País. O fundador contratou assessores financeiros para ir à Bolsa. O grupo não deu entrevista.
Ação entre amigos vira fenômeno esportivo
TRACK & FIELD. A rede com 230 lojas, boa parte franquias, começou no fim dos anos 1980, quando três amigos decidiram investir em uma loja de surfwear. Ao perceber que se tratava de segmento limitado, resolveram expandir para outros esportes. A estreia foi em 1990, no Shopping Jardim Sul, na capital paulista. Para abrir a loja no Iguatemi, um dos fundadores vendeu uma Parati. Agora, segundo fontes, vai buscar a abertura de capital visando triplicar de tamanho. Procurada, a Track & Field não comentou.
Grupo de ensino a distância busca estreia nos EUA
UNIASSELVI. Fundada em 1999 em Indaial (SC), a Associação Educacional Leonardo da Vinci (Asselvi) foi se consolidando com outros grupos privados da região do Vale do Itajaí, tornando-se, cinco anos depois, o grupo Uniasselvi. Uma das maiores companhias de ensino a distância (EAD), tem mais de 100 cursos de graduação e pós-graduação e cerca de 250 mil alunos. Controlado pelas gestoras Vinci e Carlyle, o grupo, que fatura cerca de R$ 500 milhões, quer abrir capital nos EUA. A companhia não comentou.
Hambúrguer brasileiro quer conquistar NY
MADERO. Com o fundo de private equity americano Carlyle e o apresentador Luciano Huck como sócios, a rede de hamburguerias Madero já contratou bancos e está pronta para a abertura de capital. Ao contrário da maioria das empresas de médio porte do País, está arregaçando as mangas para chegar à Bolsa dos EUA, e não à brasileira. A expectativa do mercado é que a rede seja avaliada em US$ 2 bilhões (mais de R$ 8 bilhões) e capte cerca de US$ 500 bilhões (R$ 2 bilhões) na Bolsa gringa. O Madero não comentou.
Dona da Farm e da Animale aposta no luxo
GRUPO SOMA. Com mais de 200 lojas, o Grupo Soma tem entre suas marcas Farm, Animale, Cris Barros, A. Brand e Foxton. Em 2018, o conglomerado de varejo, focado sobretudo na moda feminina de alto padrão, teve faturamento bruto de R$ 1,46 bilhão, expansão de 12% sobre o ano anterior. Em preparação para o IPO, a companhia acabou de engordar sua operação ao colocar a marca Maria Filó para dentro de casa. Além disso, já começou a internacionalização da Farm. Procurado, o grupo não comentou.
Ambição de expandir no Sul do País
ALMEIDA JUNIOR. O grupo foi criado em 1980 para atuar no ramo imobiliário em Blumenau (SC). Mas foi a partir dos anos 1990 que o empresário Jaimes Almeida Junior, hoje com 62 anos, decidiu investir em shopping centers e o negócio despontou. A companhia, que inaugurou o primeiro shopping em 1993, tem hoje seis unidades em Santa Catarina. Com faturamento de R$ 180,5 milhões em 2019, a empresa fez registro de pedido de abertura de capital na semana passada e quer se consolidar como uma gigante do Sul. O grupo não comentou o tema.
Crescimento vertical em bairros planejados
PACAEMBU CONSTRUTORA. Fundada há 26 anos, a Pacaembu Construtora tem uma proposta diferente de outras incorporadoras. A empresa, criada pelos irmãos Eduardo e Wilson Almeida Júnior, é especializada em construir bairros planejados no interior de São Paulo. Com receita de R$ 900 milhões, segundo fontes de mercado, a construtora tem 130 empreendimentos lançados em 40 cidades. O grupo, que contratou assessores financeiros para avaliar possível abertura de capital neste ano, não comenta o assunto.
Aposta grande para o Minha Casa Minha Vida
INTER CONSTRUTORA. Especializada em empreendimentos do programa federal Minha Casa Minha Vida, a empresa fundada em 2008 ficou conhecida nos últimos anos pelo tamanho dos empreendimentos - a companhia iniciou a atuação com unidades de algumas centenas de moradias e agora já entrega condomínios com mais de mil unidades em Minas Gerais e no interior de São Paulo. A empresa, que fez o pedido de listagem em 2017, se prepara para abrir capital este ano, dizem fontes. A Inter não comenta.
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