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Porto Alegre, quarta-feira, 22 de julho de 2020.

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Telecomunicações

- Publicada em 03h00min, 27/01/2020. Atualizada em 03h00min, 27/01/2020.

Portabilidade acirra concorrência

Antes de mudar de operadora, o ideal é que reler com atenção o contrato atual de serviço

Antes de mudar de operadora, o ideal é que reler com atenção o contrato atual de serviço


JOÃO MATTOS/JC

Muitos brasileiros aproveitam o início do ano para rever seus pacotes de serviços de telecomunicações (celular, banda larga e TV por assinatura). Gastar menos por mês e obter um pacote maior de internet estão entre os principais objetivos dos consumidores, e isso é bastante viável, segundo especialistas. Mas para ter de fato vantagens na mudança de operadora é preciso tomar uma série de cuidados para não cair em armadilhas e cobranças não planejadas na hora de encerrar o plano atual.

Muitos brasileiros aproveitam o início do ano para rever seus pacotes de serviços de telecomunicações (celular, banda larga e TV por assinatura). Gastar menos por mês e obter um pacote maior de internet estão entre os principais objetivos dos consumidores, e isso é bastante viável, segundo especialistas. Mas para ter de fato vantagens na mudança de operadora é preciso tomar uma série de cuidados para não cair em armadilhas e cobranças não planejadas na hora de encerrar o plano atual.

Segundo o Procon-SP, os problemas mais frequentes relacionados a empresas de telefonia são cobrança indevida, dificuldades com a rescisão de contrato e publicidade enganosa. Juntos, esses três temas responderam por 61% das queixas do setor. Renata Reis, coordenadora de atendimento do Procon-SP, diz que, antes de mudar de operadora, o ideal é que reler com atenção o contrato atual de serviço. Caso não tenha o documento, o consumidor pode pedir à empresa, que é obrigada a enviar uma cópia de imediato.

Seja na fase de negociação de um novo pacote ou de cancelamento do contrato, Renata orienta que se anote e guarde todos os protocolos de atendimento. Isso vai ajudar a evitar cobranças indesejáveis ou até indevidas. "Todas as comprovações são importantes. Hoje, a briga grande com as operadoras é a gravação das conversas. As operadoras entendem que os áudios só precisam estar disponíveis para reclamação e não para quando há ofertas. Por isso, saber os detalhes do contrato na hora de adquirir um serviço ou deixar a companhia é fundamental."

Juliana Oms, especialista em direitos digitais do Instituto Brasileira de Defesa do Consumidor (Idec), chama atenção para o fato de que as gravações dos atendimentos devem, segundo a regulamentação da Anatel, ser guardadas pelo prazo mínimo de três a seis meses. "Após solicitação do consumidor, a gravação deve ser disponibilizada em até dez dias. A solicitação pode ser feita via internet também", explica Juliana.

Em um momento em que o mercado de telecomunicações vem apresentando queda no número de usuários, as teles vêm investindo pesado em promoções. Bônus para navegar na internet, maior velocidade de conexão, mais canais de TV e aplicativos gratuitos são apenas alguns dos "benefícios" oferecidos pelas empresas para conquistar clientes dos concorrentes. Por isso, é importante o consumidor conhecer seu perfil de uso para avaliar se o pacote é adequado.

Um dos principais entraves para mudar de companhia é a fidelização, o que gera uma multa caso o cliente encerre o contrato antes de doze meses. Geralmente, essa condição é imposta quando o consumidor adquire um aparelho com desconto ou obtém descontos no valor do pacote.

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