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Porto Alegre, quarta-feira, 22 de julho de 2020.

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Responsabilidade Social

- Publicada em 03h00min, 27/01/2020. Atualizada em 16h58min, 27/01/2020.

Africanidade invade a Restinga

Grupo atua desde o ano 2000 e agora pretende intensificar as atividades em novo espaço

Grupo atua desde o ano 2000 e agora pretende intensificar as atividades em novo espaço


MARCO QUINTANA/JC
João Pedro Rodrigues
O trabalho para o desenvolvimento cultural de uma comunidade é essencial para promover o autoconhecimento das pessoas. Diante disso, e com o contínuo objetivo de levantar a autoestima das crianças da Restinga, em Porto Alegre, o Ponto de Cultura Africanidade, coordenado por José Ventura, volta a promover, neste ano, as suas atividades relacionadas à cultura afro brasileira para os moradores da região.
O trabalho para o desenvolvimento cultural de uma comunidade é essencial para promover o autoconhecimento das pessoas. Diante disso, e com o contínuo objetivo de levantar a autoestima das crianças da Restinga, em Porto Alegre, o Ponto de Cultura Africanidade, coordenado por José Ventura, volta a promover, neste ano, as suas atividades relacionadas à cultura afro brasileira para os moradores da região.
Desde agosto de 2019, o Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), localizado no bairro da zona Sul da Capital, tem um espaço que viabiliza um melhor aproveitamento da área por parte dos integrantes do grupo e da população local.
O Africanidade é um dos 204 Pontos de Cultura estabelecidos no Rio Grande do Sul. Os Pontos são coletivos que desenvolvem e articulam atividades culturais em suas comunidades e possuem um fomento da atual Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania através da Política Nacional de Cultura Viva, voltada para o reconhecimento e apoio a atividades e processos culturais já estabelecidos.
A Lei Cultura Viva visa desburocratizar os processos de prestação de contas e o repasse de recursos para essas organizações. “Manter essa lei é fundamental para que esse projeto em vulnerabilidade social aconteça. Sem recursos e investimentos públicos, o fomento é quase inviabilizado”, diz André de Jesus, educador de teatro do Ponto.
O grupo atua, desde 2000, na rua dr. Arno Horn, no bairro da Restinga e, até meados do ano passado, não possuía uma infraestrutura adequada para a realização do seu trabalho. Agora, aproveitando o novo espaço da comunidade, o coletivo vai realizar, no dia 31 de janeiro, às 15h, o evento de lançamento das suas atividades culturais de 2020, que contará com a presença de parceiros, apoiadores e membros da comunidade para um diálogo acerca da importância do Ponto, além de também ter apresentações de teatro, dança, percussão e capoeira.
O intuito é promover os trabalhos que serão desenvolvidos durante o ano e apresentar a nova área esportiva e cultural da Restinga. Para a apresentação, foram convidadas 60 pessoas, entre autoridades, lideranças comunitárias e agentes culturais.
Sobre o trabalho dos educadores, Daisy de Souza Reis, que desenvolverá as aulas de dança afro brasileira ao longo do ano, acredita que os professores, na verdade, apenas dão um direcionamento para as crianças. “Nós lapidamos, porque muitas já vêm completas. Às vezes, elas ensinam mais do que nós. Então, eu acho que essa autoestima está relacionada a isso”. Ela acredita, também, que o espaço do CEU/Restinga, assim como a abordagem do coletivo quanto à história do povo negro, vai levar a crianças e jovens um sentimento de empoderamento.
O grupo pretende, ao longo do ano, expandir as atividades para outros locais além do CEU/Restinga. A intenção é realizar trabalhos em escolas, salões de terreiros de matriz africana e, também, em condomínios do Minha Casa Minha Vida (MCMV). “Aqui é uma região que possui muitos condomínios do MCMV. Então, é uma população que precisa de recursos públicos”, explica o educador de teatro.
Por ser uma entidade social, o Ponto de Cultura Africanidade sobrevive através de doações ou de projetos e, portanto, necessita de auxílio para continuar desenvolvendo o seu trabalho. “Quem tiver interesse em vir colaborar no dia 31, investir num projeto social dentro da Restinga. Tem muitas empresas que tem esse compromisso social”, diz André. Mais informações sobre como colaborar com o projeto através do e-mail [email protected]
As atividades do coletivo começarão na segunda-feira (3), dia em que ocorrerá a primeira aula de teatro. Na terça-feira, terá aula de dança, na quinta de capoeira, e na sexta, percussão. Na quarta-feira será realizada uma reunião entre os educadores. Esse será o cronograma durante o ano, além dos outros eventos que o grupo planeja realizar, como diálogos acerca de grandes personalidades da cultura negra, como Milton Santos, Oliveira Silveira e Mestre Borel. “A ideia é transitar pelo local e apresentar outros pensamentos da cultura negra, porque aqui tem muita capoeira, muito samba, pagode, rap, hip hop”, acrescenta André.
A previsão é que cada educador tenha, em média, 25 alunos. As aulas serão abertas ao público, sem restrição de idade, porém dando um enfoque maior às crianças e aos adolescentes. As inscrições começam em fevereiro.
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