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Porto Alegre, segunda-feira, 30 de dezembro de 2019.

Jornal do Comércio

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Edição impressa de 30/12/2019. Alterada em 30/12 às 03h00min

Em busca de um futuro mais agradável

Campanha do Pacto Global propõe metas de sustentabilidade para empresas

Campanha do Pacto Global propõe metas de sustentabilidade para empresas


rawpixel.com via freepik/divulgação/jc
Eduardo Lesina
No decorrer deste ano, o debate público sobre o impacto das ações humanas na natureza foi fortalecido. Seja no âmbito nacional, devido às queimadas na Amazônia e ao vazamento de óleo no litoral brasileiro; seja no contexto internacional, na voz de protesto da ativista Greta Thunberg contra as mudanças climáticas, o tema chamou a atenção da população global e fortaleceu a luta ambiental.
No decorrer deste ano, o debate público sobre o impacto das ações humanas na natureza foi fortalecido. Seja no âmbito nacional, devido às queimadas na Amazônia e ao vazamento de óleo no litoral brasileiro; seja no contexto internacional, na voz de protesto da ativista Greta Thunberg contra as mudanças climáticas, o tema chamou a atenção da população global e fortaleceu a luta ambiental.
Reflexo desse crescimento, o movimento "Business Ambition for 1,5ºC - Our Only Future", do Pacto Global, atingiu durante a 25ª edição da Conferência entre as Partes (COP25), 177 empresas ao redor do mundo em um compromisso pelo clima. O projeto busca mobilizar as empresas a reduzirem suas emissões de gases de efeito estufa para que o aumento da temperatura média da Terra para 1,5ºC, em relação aos níveis pré-industriais. "O que a gente busca fazer é, não somente chamar atenção para a emergência climática, mas também instrumentalizar as empresas para que elas possam reduzir suas emissões", conta o secretário executivo do Pacto Global no Brasil, Carlo Pereira. Além das metas emergenciais, a ação tem como objetivo final fazer com que as empresas do tratado cheguem a uma emissão zero até 2050.
De setembro - quando as primeiras empresas aderiram à campanha na Cúpula das Nações Unidas de Ação Climática - para cá, o número de empresas que anunciaram o compromisso mais que dobrou. Juntas, as empresas que assinaram o compromisso pelo clima representam mais de 5,8 milhões de funcionários, em 36 países e 36 setores diferentes. Das 177 empresas que assinaram o compromisso, 18 delas atuam no Brasil, enquanto 9 são empresas brasileiras. A Natura, que assinou o compromisso em setembro, uniu-se com Ambev, Baluarte Cultura, Eco Panplas, Klabin, Malwee, Nelm Advogados,Renner e Uxua Casa Hotel Spa.
A região sul, no comparativo com o País, representa 25% da rede brasileira. Somente no Rio Grande do Sul, 44% das signatárias são grandes empresas; 37% são pequenas e médias empresas (PMEs); 7% associações comerciais; 5% ONGs; 5% instituições acadêmicas e 2% representam municípios. Além das Lojas Renner, a Unimed Porto Alegre, o Banrisul e o Senac-RS também são signatários da campanha.
Através de metas baseadas na ciência por meio do Science Based Targets Iniciative (SBTi), o sistema endereça metas a serem cumpridas pelo meio privado para que se estabeleça uma redução efetiva na emissão de gases de efeito estufa. As metas são alinhadas ao que os cientistas especializados em clima apontam como necessário para atingir os objetivos do Acordo de Paris. "Temos uma série de biomas muito sensíveis espalhados pelo mundo e, em alguns casos, essa diferença de 1ºC significa a vida ou a morte".
A campanha pelo controle da temperatura no mundo faz parte do Pacto Globo, uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) para que empresas alinhem suas estratégias e operações de acordo com 10 princípios universais, agrupados em 4 áreas: meio ambiente, trabalho, direitos humanos e anticorrupção. A iniciativa foi lançada em 2000, pelo então secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, e hoje representa uma grande rede de sustentabilidade corporativa do mundo, com mais de 13 mil membros em cerca de 80 redes locais (atingindo 160 países ao todo).
A Rede Brasil do Pacto Global tem, no decorrer dos anos, conquistado cada vez mais relevância dentro do meio empresarial do País, bem como nas relações internas do próprio Pacto Global. De 2015 para cá, o crescimento no número de participantes foi de cerca de 70%, saindo de 500 participantes para pouco mais de 800 - tornando-a assim a terceira maior rede do mundo.
"Com o movimento pós-industrialização, as empresas ganharam muita força e foram chamadas para se comprometerem a determinados temas. O projeto engaja as empresas para uma agenda de sustentabilidade e governança para avançar", conta. Dessa forma, a instituição ou empresa envia uma carta assinada pelo seu líder máximo para a ONU, comprometendo-se aos 10 princípios estipulados pelo programa.
No Brasil, o Pacto Global conta com seis grupos de trabalhos que atuam na capacitação, adaptação e desenvolvimento das seguintes áreas: desenvolvimento sustentável; água e saneamento; alimentos e agricultura; direitos humanos e trabalho; anticorrupção; energia e clima. "O grupo de energia e clima atua na mitigação dos gases de efeito estufa, bem como procura entender como a gente pode fazer para adaptar os negócios, as cadeias de valor e a realidade que já está posta", comenta Pereira, que também lidera o Conselho Regional das Redes Locais na América Latina e Caribe.
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