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Porto Alegre, segunda-feira, 09 de dezembro de 2019.

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Edição impressa de 09/12/2019. Alterada em 09/12 às 03h00min

Cooperativa 20 de Novembro busca a sustentabilidade

Assentamento terá captação de energia solar e reaproveitamento de água da chuva

Assentamento terá captação de energia solar e reaproveitamento de água da chuva


/fotos: NÍCOLAS CHIDEM/JC
João Pedro Rodrigues
Completando 13 anos de batalha por moradia, concretizados pelo Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLP) e pela Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam), a Cooperativa 20 de Novembro está prestes a obter mais uma conquista. A partir de um diagnóstico técnico viabilizado pelo projeto Morar Sustentável, o prédio do antigo hospital da Rede Ferroviária Federal, localizado na rua Barros Cassal, passará por uma revitalização que irá incorporar alternativas sustentáveis ao seu ambiente, como sistemas de utilização de energia solar, de iluminação natural e de reaproveitamento de água da chuva.
Completando 13 anos de batalha por moradia, concretizados pelo Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLP) e pela Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam), a Cooperativa 20 de Novembro está prestes a obter mais uma conquista. A partir de um diagnóstico técnico viabilizado pelo projeto Morar Sustentável, o prédio do antigo hospital da Rede Ferroviária Federal, localizado na rua Barros Cassal, passará por uma revitalização que irá incorporar alternativas sustentáveis ao seu ambiente, como sistemas de utilização de energia solar, de iluminação natural e de reaproveitamento de água da chuva.
O Morar Sustentável é um projeto para programas de assistência técnica em habitações de interesse social apresentado pelo Sindicato dos Arquitetos no Estado do Rio Grande do Sul (Saergs) ao Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/RS), que reserva 2% dos seus recursos para a estruturação de propostas como essa. O financiamento das obras será feito pela Caixa através do Minha Casa Minha Vida Entidades, programa ligado à Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, extinto no início do atual governo.
Segundo a moradora e presidente da Cooperativa de Trabalho e Habitação 20 de Novembro, Ceniriani Vargas da Silva, já havia um projeto voltado à questão da sustentabilidade ambiental idealizado para o Assentamento. Quando surgiu, então, a parceria com o Saergs, foi possível agregá-la na proposta já existente e adquirir recursos para uma assistência exclusiva nessa área. "A obra já está toda licenciada, inclusive com Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI). Tem obras públicas que começam sem PPCI, mas o nosso já está aprovado. Então, nós encaminhamos isso a Brasília para receber o 'OK' para o contrato da próxima fase", diz Ceniriani. Ela, agora, aguarda junto dos outros moradores pela liberação dos recursos já aprovados no Minha Casa Minha Vida Entidades. "A qualquer momento pode chegar o contrato para ser assinado e nós poderemos iniciar essa próxima etapa que vai ter duração de 24 meses", diz.
O arquiteto e urbanista Evandro Medeiros, responsável técnico pelos projetos complementares das tecnologias, ressalta o protagonismo dos moradores nas decisões de elaboração do projeto. Resultado de discussões anteriores ao Morar Sustentável, a participação dos residentes é vista como uma das grandes qualidades do processo. "Várias questões como pontos de iluminação, quantidade de iluminação, nível de iluminação foram eles que decidiram. São feitas assembleias. Então, tudo é construído com a participação da Cooperativa", conta.
Devido a esse protagonismo, foi possível compreender as melhores formas de desenvolver a revitalização, como na escolha do método mais econômico e viável para a questão da iluminação a fim de viabilizar a sustentabilidade do empreendimento. "Eles vão gerar energia e vender para a concessionária. A concessionária devolve em créditos e esses créditos podem ser usados tanto para pagar a luz das áreas condominiais quanto para rachar entre os apartamentos", explica Evandro. Os moradores, assim, terão um novo modo de organização para a manutenção das novas aquisições.
De acordo com Ceniriani, o maior problema dos projetos de habitação popular é o pós ocupação, ou seja, conseguir conservar as reformas, pois é um trabalho feito para um público baixa renda que, muitas vezes, não teve uma organização familiar e financeira acostumada a dar conta desse tipo de estrutura. Para isso, será produzida uma cartilha a fim de orientar quanto à utilização do ambiente do prédio que irá abrigar 40 famílias depois das obras. Atualmente, são 18 que residem no Assentamento.
Como uma introdução dos moradores às atividades da nova infraestrutura, a ideia da Cooperativa é empregar a própria mão de obra dos associados e beneficiários da obra. Ceniriani diz que, durante o processo de revitalização, haverá um trabalho técnico social, que será um projeto desenvolvido para oferecer oficinas e capacitações na área da construção.
Além das novidades relativas à iluminação, o projeto ainda irá viabilizar o reaproveitamento da água da chuva, a acessibilidade da edificação para cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção e a reestruturação do seu anexo, localizado nos fundos do prédio, a fim de torná-lo uma área coletiva para que as famílias possam usufruir.
 
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