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Porto Alegre, segunda-feira, 25 de novembro de 2019.
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Edição impressa de 25/11/2019. Alterada em 24/11 às 16h10min

Caprinos e ovinos serão monitorados via digital

Sistema de inteligência territorial permite compartilhar informações

Sistema de inteligência territorial permite compartilhar informações


ALISSON CARDOSO/DIVULGAÇÃO/JC
Uma nova ferramenta digital interativa vai oferecer ao setor produtivo informações sistematizadas sobre as principais doenças de caprinos e ovinos. Denominado CIM Zoossanitário, o instrumento desenvolvido pela Embrapa Caprinos e Ovinos (CE), parceiros institucionais e produtores representa uma inovação na área de defesa sanitária, porque possibilita também analisar riscos e definir estratégias para controle de doenças já existentes e prevenção de novas.
Uma nova ferramenta digital interativa vai oferecer ao setor produtivo informações sistematizadas sobre as principais doenças de caprinos e ovinos. Denominado CIM Zoossanitário, o instrumento desenvolvido pela Embrapa Caprinos e Ovinos (CE), parceiros institucionais e produtores representa uma inovação na área de defesa sanitária, porque possibilita também analisar riscos e definir estratégias para controle de doenças já existentes e prevenção de novas.
O CIM Zoossanitário é o mais novo ambiente do Centro de Inteligência e Mercado de Caprinos e Ovinos (CIM), um sistema de inteligência territorial que permite compartilhar informações sobre pequenos ruminantes em nível mundial.
A produção de caprinos e ovinos no Brasil é uma atividade de extrema importância para o Semiárido brasileiro, que concentra 90% dos rebanhos caprinos e 60% dos ovinos. A atividade abre possibilidades de mercados e gera desenvolvimento para sistemas de produção familiar, contribuindo para a segurança alimentar e inclusão produtiva das famílias. Entretanto, muitos dos sistemas de produção ainda são ambientes propícios à proliferação de doenças. A nova ferramenta digital é a resposta da ciência às demandas crescentes do mercado de alimentos por produtos que congreguem qualidade e sustentabilidade, incluindo cuidados relacionados à saúde e ao bem-estar animal.
De acordo com o pesquisador Selmo Fernandes, é importante que o criador tenha acesso a essas informações, porque as doenças causam grande impacto na produtividade dos rebanhos e necessitam de atenção quanto às formas de transmissão e disseminação. Por isso precisam ser notificadas ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). "São enfermidades que provocam a diminuição da produção de leite, mortalidade das crias, redução da vida útil dos animais, perda de peso, desvalorização da pele, aborto esporádico, além de se disseminarem rapidamente", explica.
A supervisora do Núcleo Regional de Defesa Agropecuária do Norte, da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri), Iracelma Arruda, acredita que o setor produtivo carece de informações sobre as patologias que acometem os rebanhos e, na maioria das vezes, passam despercebidas porque não são identificadas pelos produtores.
"Doenças de notificação compulsória não são informadas aos serviços veterinários oficiais e não são tratadas com a devida importância e cuidados necessários, colocando em risco, algumas vezes, a saúde pública. Acredito que o CIM Zoossanitário constitui-se numa base sólida para a elaboração de programas de controle e erradicação de enfermidades", afirma.
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