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Responsabilidade Social

Edição impressa de 02/12/2019. Alterada em 01/12 às 22h05min

Projeto leva afeto, alimento e arte a pessoas sem teto

ONG Morador de Rua Existe dá visibilidade a quem vive nas ruas

ONG Morador de Rua Existe dá visibilidade a quem vive nas ruas


fotos JANA BRANDOLT/DIVULGAÇÃO/JC
Eduardo Lesina
Em um sábado por mês, a praça Otávio Rocha, no Centro de Porto Alegre, transforma-se em um ambiente de inclusão e de acolhimento para pessoas em situação de vulnerabilidade social. O evento "Confraternização Musical", realizado mensalmente pela ONG Morador de Rua Existe, distribui carinho, alegria e acolhimento para as pessoas em situação de rua.
Em um sábado por mês, a praça Otávio Rocha, no Centro de Porto Alegre, transforma-se em um ambiente de inclusão e de acolhimento para pessoas em situação de vulnerabilidade social. O evento "Confraternização Musical", realizado mensalmente pela ONG Morador de Rua Existe, distribui carinho, alegria e acolhimento para as pessoas em situação de rua.
Em Porto Alegre, mais de 2 mil pessoas estão em situação de rua, segundo pesquisa realizada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e acompanhada pela Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc) em 2017. Os dados apontam para um crescimento de 57% dessa população nos últimos sete anos, ainda que faltem estudos mais atualizados sobre o tema.
Mensalmente, a praça que fica entre a avenida Otávio Rocha e a rua Senhor dos Passos é preenchida com doações de alimentos, bebidas não alcoólicas, roupas, cobertores e kits de higiene. Além das doações, a música é um forte agente nas confraternizações realizadas pela organização. Através da música, o projeto integra cultura e afeto como ferramenta para a transformação social.
A criação de uma campanha do agasalho no inverno de 2017 foi o primeiro passo na trajetória de criação da ONG. Pelo Facebook, a campanha tomou proporções maiores e uniu um grupo de pessoas com o mesmo propósito: gerar humanidade através de ações e enxergar a realidade das pessoas em situação de rua. "Ao longo desses dois anos, o grupo foi se modificando. As meninas que começaram já não estão mais hoje, mas a gente seguiu com o projeto e fomos trazendo novos organizadores", conta Vanessa Oliveira, uma das organizadoras do projeto.
Hoje, o projeto conta com sete organizadores fixos e cerca de 70 voluntários em um grupo de WhatsApp, no qual acontecem os informes de evento e viabilizam-se doações. Na prática, os organizadores e os voluntários realizam a mesma função no dia da ação: distribuição e logística. "Há também um grupo dos organizadores, que realizam a construção dos formatos dos eventos, com a ideia de ter mais controle", explica Vanessa.
O evento acontece, usualmente, no primeiro sábado de cada mês - em caso de chuva, a ação é adiada para o próximo fim de semana automaticamente. Como a ONG Morador de Rua Existe não tem parceiros fixos para a realização da "Confraternização Musical", a realização fica a cargo dos voluntários. Por esse motivo, são distribuídos lanches rápidos, sucos e refrigerantes trazidos pelos organizadores e voluntários do projeto; enquanto roupas, cobertores e kits de higiene dependem, principalmente, de doações externas.
A divulgação das ações acontece no Facebook e no Instagram, nos perfis da organização, e tem demonstrado resultado. "Muita gente chega sem conhecer nada porque viu o evento no Facebook e decidiu aparecer. Eu também vi o evento no Facebook e de cara já me encantei com a forma que é feito o evento e depois veio o convite para fazer parte da organização", comenta Lucas Rosa, um dos organizadores da ação que ingressou neste ano. Rosa comenta que o tema sempre o atraiu e acabou motivando-o a entrar no projeto.
O dossiê "Vida na Rua", produzido pela revista Civitas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs) apresenta uma relação aprofundada entre a pessoa em situação de vulnerabilidade social e o as suas relações com o ambiente e com a sociedade. Aprofundar essas relações é um dos objetivos da ONG, buscando ultrapassar a ideia assistencialista. "A gente nota como eles querem ser ouvidos. Sempre achei muito boa a ideia de tornar os moradores de rua como protagonistas e fazer com que eles se sintam importantes", conta Natália Martins, organizadora.
Em 28 edições, a "Confraternização Musical" levou cultura e afeto para cerca de 100 pessoas por ação. A organização tem planos de transformar o evento, que hoje é mensal, em quinzenal, mas ainda sem confirmação. Além das festas usuais, no dia 14 de dezembro, a organização promove a 2ª Confraternização Natalina da ONG. A primeira edição, em 2018, levou uma ceia a 400 pessoas na praça Otávio Rocha.
Para este ano, a organização busca repetir o que deu certo no ano passado. Portanto, a organização ainda busca doações de frangos congelados, salsichão, salada de maionese, arroz, panetone etc. Para além da alimentação, neste ano, a organização do projeto pretende confeccionar sacolas ecológicas com o nome do Morador de Rua Existe para presentear quem vai participar da festa - e que, normalmente, não tem onde guardar seus pertences. Para angariar fundos para o Natal, a organização criou uma Vakinha, plataforma de arrecadação on-line, que pode ser acessada através deste endereço: https://vaka.me/749932.
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