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Porto Alegre, segunda-feira, 07 de outubro de 2019.
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Edição impressa de 07/10/2019. Alterada em 07/10 às 03h00min

Novos ETFs na prateleira de fundos conservadores

O investimento mínimo é de R$ 100,00 e a liquidez, de um dia a partir do pedido de resgate

O investimento mínimo é de R$ 100,00 e a liquidez, de um dia a partir do pedido de resgate


FREEPIK/DIVULGAÇÃO/JC
Com a taxa básica de juros a 5,5%, o que faz as margens dos investimentos conservadores ficarem cada vez mais enxutas, a disputa entre as instituições financeiras tem caminhado para o campo dos detalhes. Qualquer ponto percentual faz diferença em um mercado onde uma aplicação de R$ 1 mil vai render de R$ 50,00 a R$ 60,00 líquidos no fim do ano. Nesse contexto, cresce a aposta do mercado pelos ETFs de renda fixa. Com alíquota fixa de 15% de Imposto de Renda (IR) e taxa de administração na casa dos 0,2% ao ano, esse produto tende a ganhar espaço no País. O Itaú Unibanco apresentou dois novos produtos desse tipo. Outras instituições, como o Bradesco e a gestora norte-americana BlackRock, estudam produtos para ocupar logo uma posição dentro desse nicho.
Com a taxa básica de juros a 5,5%, o que faz as margens dos investimentos conservadores ficarem cada vez mais enxutas, a disputa entre as instituições financeiras tem caminhado para o campo dos detalhes. Qualquer ponto percentual faz diferença em um mercado onde uma aplicação de R$ 1 mil vai render de R$ 50,00 a R$ 60,00 líquidos no fim do ano. Nesse contexto, cresce a aposta do mercado pelos ETFs de renda fixa. Com alíquota fixa de 15% de Imposto de Renda (IR) e taxa de administração na casa dos 0,2% ao ano, esse produto tende a ganhar espaço no País. O Itaú Unibanco apresentou dois novos produtos desse tipo. Outras instituições, como o Bradesco e a gestora norte-americana BlackRock, estudam produtos para ocupar logo uma posição dentro desse nicho.
O ETF é um fundo que espelha um determinado índice do mercado financeiro e tem cotas negociadas na bolsa de valores, como se fosse uma ação. O mais famoso do mercado é o Bova11, de renda variável, que replica o Índice Bovespa, ou seja, é composto pelas mesmas ações que formam o Ibovespa. Por isso, sua meta é trazer ao investidor a mesma rentabilidade (ou o prejuízo) acumulado pelo Ibovespa no período.
Os dois novos ETFs do Itaú acompanham os índices publicados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O primeiro deles, chamado de IB5M11, segue os títulos públicos atrelados à inflação, as NTN-Bs, e com prazo igual ou superior a cinco anos. A duração do produto é de 13 anos e meio. O segundo, o IRFM11, é considerado mais conservador. Replica títulos prefixados, LTNs, com duração de dois anos e dez meses.
O investimento mínimo é de R$ 100,00 e a liquidez é de um dia a partir do pedido de resgate. A taxa de administração é de 0,25% ao ano para o ETF de NTN-B e de 0,2% ao ano para o de LTN. Em maio deste ano, o Itaú levantou R$ 2 bilhões no lançamento de seu primeiro produto nessa linha, também de títulos do Tesouro atrelados à inflação.
"O mercado de ETFs no Brasil tem grande potencial. No mundo, são US$ 5,7 trilhões apenas em ETFs. Esperamos uma expansão importante no Brasil", diz Stefano Dorlhac Catinella, responsável pela distribuição local do Itaú Asset Management. Em cinco anos, o Itaú espera levantar R$ 20 bilhões com ETFs de renda fixa.
O superintendente de juros e moedas da B3, Marcos Skistymas, lembra que, até 2018 - quando foi lançado o primeiro ETF de renda fixa pela gestora coreana Mirae Asset -, o País só tinha opções do produto na renda variável. "É algo novo no mercado e tudo que é novo chama a atenção de gestores e investidores". Ele vê como potenciais para novos lançamentos de ETFs, além da renda fixa, aqueles que apostam na tecnologia smart beta - uma estratégia de compra de ações com base em 'fatores' como valor ou crescimento - e aqueles que reproduzem índices de outros países. "Existe demanda por exposição a outras regiões que não os Estados Unidos", diz Skitymas.
O principal concorrente privado do Itaú, o Bradesco, acompanha o avanço do rival e prepara seu bote. O teste ocorreu em junho deste ano, quando estreou no mercado com um ETF de renda variável atrelado à Bolsa, o BOVB11 - o quarto do mercado a seguir o Ibovespa.
 
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