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Porto Alegre, segunda-feira, 16 de setembro de 2019.
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Jornal do Comércio

Empresas & Negócios

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gestão

Edição impressa de 16/09/2019. Alterada em 16/09 às 00h52min

Estar feliz aumenta produtividade no trabalho

Embora salário ainda seja importante, bom ambiente de trabalho é cada vez mais valorizado

Embora salário ainda seja importante, bom ambiente de trabalho é cada vez mais valorizado


FREEPIK.COM/DIVULGAÇÃO/JC
Adriana Lampert
Embora salário ainda seja importante, cada vez mais as pessoas têm valorizado um bom ambiente de trabalho e a oportunidade de crescer dentro de uma empresa. Segundo uma série de estudos realizados nos últimos anos por consultorias diversas para o mercado, o entusiasmo e a satisfação estão entre os dois principais sentimentos de quem supera metas e mantém o desempenho profissional em alta. Neste sentido, a cultura de uma corporação e a qualidade de vida dentro da mesma entram como peças fundamentais no conjunto de fatores que interferem - sempre com convergência - a para o bem-estar e êxito dos colaboradores de uma empresa.
Embora salário ainda seja importante, cada vez mais as pessoas têm valorizado um bom ambiente de trabalho e a oportunidade de crescer dentro de uma empresa. Segundo uma série de estudos realizados nos últimos anos por consultorias diversas para o mercado, o entusiasmo e a satisfação estão entre os dois principais sentimentos de quem supera metas e mantém o desempenho profissional em alta. Neste sentido, a cultura de uma corporação e a qualidade de vida dentro da mesma entram como peças fundamentais no conjunto de fatores que interferem - sempre com convergência - a para o bem-estar e êxito dos colaboradores de uma empresa.
"O primeiro passo é as lideranças saberem onde querem chegar, gerando mais valia para que funcionários saibam o porquê de estarem ali, qual o bem social que se promove através do projeto", comenta o terapeuta comportamental Jairo Ferreira Filho. Segundo o especialista, as corporações que buscam melhorar a produtividade da equipe devem criar este engajamento, promover o reconhecimento do trabalho de seus profissionais e investir em ergonomia.
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"Ter ambiente de trabalho adequado é bastante relevante, porque todo o desconforto físico gera instintos emocionais que afetam negativamente na produtividade", observa Filho. "Não que a remuneração não seja importante, mas estes outros três pontos citados são prioritários para a felicidade profissional."
Recente levantamento feito pela Universidade de Warwick, no Reino Unido, aponta que funcionários felizes são 12% mais produtivos que os demais. De acordo com outra pesquisa, desta vez da Universidade da Califórnia (EUA), há uma alta de 37% nas vendas e três vezes mais criatividade da aqueles funcionários que se encontram satisfeitos em seu ambiente de trabalho. Porém, todos ambos levantamentos apontam que, caso haja alguma insatisfação, este desempenho pode ser prejudicado.
"Atualmente, há diversas empresas que só buscam o lucro, sem engajar seus colaboradores. Muitas lideranças não olham internamente para analisar a saúde mental de seus funcionários, nem procuram saber se estão sendo bons gestores, muito menos se seus funcionários estão satisfeitos com a situação em que vivem ou se possuem alguma sugestão de melhoria", afirma a especialista em desenvolvimento humano Rebeca Toyama. "Por outro lado, quando os líderes mostram uma preocupação até mesmo com os mínimos detalhes e demonstram se importar com seus colaboradores de alguma forma, geram resultados positivos não somente para eles, mas também para a empresa como um todo", pondera Rebeca.
Segundo a especialista em desenvolvimento humano, mostrar reconhecimento, por exemplo, já "dá um ânimo a mais" para o funcionário prosseguir com seu trabalho. "Dá a ele a certeza de que está fazendo a coisa certa", declara. "As empresas mais amadas pelos colaboradores são aquelas que já perceberam a importância de trabalhar cultura e marca empregadora, além de promover um ambiente de trabalho positivo e inclusivo", concorda a CEO da plataforma de avaliação de salários Love Mondays, Luciana Caletti.
O especialista enfatiza que hoje em dia não são somente as empresas que escolhem os seus funcionários. "Os profissionais já têm mais ferramentas para conhecer e comparar diferentes ambientes corporativos. Com isso, estão mais empoderados para escolherem, eles também, a empresa em que irão trabalhar."
Já Rebeca Toyama destaca que um cenário negativo faz com que haja uma queda na produção e no rendimento profissional dos funcionários de uma empresa. A especialista afirma que, caso um quadro como este não seja revertido imediatamente, o colaborador pode vir a sofrer com problemas físicos e emocionais. A afirmação é comprovada por pesquisas: segundo a Previdência Social, nos últimos dez anos a concessão de auxílio-doença a pessoas que sofrem de transtornos mentais cresceu cerca de 20 vezes e esta é a terceira principal causa de concessão de benefício previdenciário por incapacidade no Brasil.

Cultura organizacional fortalecida

Elizabeth defende contratação de pessoas alinhadas com valores da empresa

Elizabeth defende contratação de pessoas alinhadas com valores da empresa


/SESC/DIVULGAÇÃO/JC

Manter o nível de valorização das pessoas e do desenvolvimento das competências essenciais é um desafio constante para o Sesc/RS. "Buscamos fortalecer a cultura organizacional com uma visão compartilhada e construtiva das soluções, para que possamos executar o principal sentido de existência do Sesc, que é proporcionar experiências de bem-estar que transformam pessoas", explica agerente de Recursos Humanos do Sesc/RS, Elizabeth Ercolani de Carvalho. A gestora de Recursos Humanos (RH) observa que estabelecer um plano de cargos e salários compatível com a qualificação e com os processos de avaliação de desempenho, alinhado ao mercado de trabalho, também é fundamental.

Dentre as estratégias da autarquia para manter os funcionários engajados, Elizabeth cita as campanhas institucionais internas com foco na motivação e na informação dos colaboradores, além da pesquisa de clima. Nesse sentido, ela pontua a importância do equilíbrio de interesses: a estrutura de governança delega autoridade para que haja diálogo e deliberações em todas as partes da organização. O pensamento é de responsabilidade compartilhada, explica a gestora. "Incentivamos que todos assumam a resolução dos problemas, canalizando energia para o construtivo, o preventivo e o inovador." Contratar pessoas alinhadas com os valores da empresa é outra meta, e permite que a equipe reconheça a importância do que faz e se sinta satisfeita com os resultados.

Bom relacionamento com colegas ajuda

A assistente de saúde bucal do Sesc/RS, Claudia Correa, garante que é realizada e muito feliz em trabalhar na instituição. "Me sinto em casa, sempre me acolheram com carinho e tenho um bom relacionamento com os colegas, até porque somos incentivados em diversas atividades de integração", comenta. Somando 20 anos de casa, Claudia afirma ter participado de muitas capacitações promovidas pelo departamento de Recursos Humanos da empresa. "Vendemos bem-estar e saúde, e ao longo destes anos fui assimilando cada vez mais este propósito, que se reflete também nas nossas condições de trabalho." A assistente de saúde bucal explica: "O Sesc nos dá todas as condições de trabalho que precisamos, desde a parte ergonômica (com ambiente bem iluminado e móveis adequados) até a locomoção perfeita, em casos de serviço externo.

Gerente de Produção de Aromáticos e Utilidades da Braskem, Vivian Siqueira Campos concorda que capacitações e treinamentos incentivam o desenvolvimento pessoal e profissional dos colaboradores de uma empresa. Ela explica que na Braskem os treinamentos são disponibilizados conforme evolução e desenvolvimento de cada integrante e de acordo com o interesse da empresa. "Eu mesma já fiz inúmeros ao longo destes anos todos de acordo com o meu plano de ação e perspectivas futuras de crescimento." Integrando o quadro da empresa desde 2003, Vivian afirma que a fama da corporação de ser uma das melhores empresas para se trabalhar no Estado (característica atribuída também ao Sesc/RS) procede.

"Sem dúvida, estamos falando de um ambiente de desenvolvimento e construção de sonhos, de busca pela igualdade e respeito à diversidade", elogia a colaboradora da Braskem. "Fui promovida durante a minha gravidez, isso é extremamente incomum. Como não ter orgulho desse lugar?". Viviam ressalta que a empresa busca continuamente nas suas decisões "o melhor para a vida de todas as pessoas, com compromisso de transformar vidas." Para a gerente de Produção, as oportunidades de melhoria são justamente o diferencial da corporação, quando compara com outros locais de trabalho por onde passou. "Aqui, a busca pelo o que é certo é uma constante. As lideranças são reflexo de seus líderes diretos e isso é válido para todos os níveis."

Outros tópicos fundamentais que entram na lista de satisfação e orgulho da gerente de produção da Braskem é enxergar, na prática, o respeito à diversidade, às pessoas, e à pluralidade. "Essa liga pautada pela confiança entre líderes e liderados é a base para os resultados alcançados até hoje e nos fortalece em momentos de dificuldades."

Propósito, reconhecimento e bem estar físico

Autonomia e colaboração fazem parte da rotina de trabalho da Quinto Andar

Autonomia e colaboração fazem parte da rotina de trabalho da Quinto Andar


/MARCO QUINTANA/JC

Somando um time de mil funcionários, a startup brasileira de tecnologia focada no aluguel de imóveis Quinto Andar está entre as 50 empresas mais amadas do País, segundo a última pesquisa da Love Mondays. De acordo com gerente de Cultura e Desenvolvimento da startup, Carolina Quintella, isso se deve ao fato de a empresa ter uma cultura muito forte e as pessoas estarem comprometidas em fazer coisas pela primeira vez, resolvendo problemas complexos de forma inovadora.

"Além disso, autonomia e colaboração são traços marcantes no nosso dia a dia, sendo que a autonomia está muito relacionada a responsabilidade e confiança. Trabalhamos com troca de experiências e informações. Sempre que precisamos aprofundar conhecimentos ou temas, promovemos talks entre pessoas e áreas." Para Carolina, a escuta e a sinceridade são peças-chave para que a uma equipe identifique as melhorias possíveis e evolua constantemente. "Valorizamos mais do que tudo a autonomia e acreditamos muito no bom senso do nosso time", observa a gerente. "Aqui temos uma estrutura bem horizontal; todos têm voz para compor o dia a dia e as tomadas de decisão."

Corporações tóxicas exigem medidas de proteção

Sem entender o impacto na qualidade de vida de seus funcionários, uma série de organizações ainda prioriza o aumento da quantidade de trabalho e, consequentemente, de resultados, alerta a especialista em desenvolvimento humano Rebeca Toyama. Embasando esta afirmação, estudo realizado em 2017 pelo pesquisador Fredy Machado, mostra que 40% dos executivos brasileiros estão infelizes no trabalho. Além disso, existe o fato que 64% gostariam de fazer algo diferente do que fazem atualmente para ser mais felizes.

De acordo com a pesquisa, "a sensação de estar sempre correndo contra o tempo traz uma grande frustração." O clima organizacional também é decisivo nessa questão. "Empresas que não oferecem boas condições de trabalho, em ambientes muito competitivos ou com pessoas de difícil relacionamento, tendem a ser cercadas de profissionais insatisfeitos. Isso afeta a produtividade e mina as possibilidades de crescimento", observa Machado.

A especialista ensina como agir diante de um ambiente de trabalho tóxico: "Importante evitar gastar energia reclamando e envolvendo pessoas que não fazem parte da solução e muito menos do problema, isso piora a toxidade da situação." Para Rebeca, as soluções passam por pessoas que já superaram desafios semelhantes. "Extrair aprendizado de cada experiência, por mais árduo que possa ser, ajudará que trabalhador evite cair futuramente em situações ruins", ensina.

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