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Porto Alegre, segunda-feira, 09 de setembro de 2019.
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Edição impressa de 09/09/2019. Alterada em 09/09 às 03h00min

Cresce a adoção de tecnologias de voz

Entre as principais motivações estão a rapidez e maior conveniência

Entre as principais motivações estão a rapidez e maior conveniência


/rawpixel.com via freepik.com/divulgação/JC
Para entender a disseminação e o impacto da tecnologia de ativação por voz na América Latina, a iProspect, agência de marketing digital full performance presente em 55 países, promoveu o inédito estudo Latin America Finds its Voice. Ele sucede outras pesquisas com escopo semelhante realizadas pela iProspect na América do Norte, na Europa e na Ásia, e foi produzido com base em mais de 4 mil entrevistas on-line no México, no Brasil, na Colômbia, na Argentina e na Chile.
Para entender a disseminação e o impacto da tecnologia de ativação por voz na América Latina, a iProspect, agência de marketing digital full performance presente em 55 países, promoveu o inédito estudo Latin America Finds its Voice. Ele sucede outras pesquisas com escopo semelhante realizadas pela iProspect na América do Norte, na Europa e na Ásia, e foi produzido com base em mais de 4 mil entrevistas on-line no México, no Brasil, na Colômbia, na Argentina e na Chile.
Entre as principais conclusões, o estudo destaca que a penetração da tecnologia de voz superou os 50% na região, com 51% dos usuários de smartphones utilizando assistentes digitais com esse recurso (49% no Brasil), e que os latino-americanos realizam 46% mais buscas por voz em aparelhos móveis do que a média mundial. O uso também é intenso, com 28% dos entrevistados acessando recursos de voz, pelo menos, uma vez ao dia, 27% a mais dos que os usuários norte-americanos. As motivações principais sustentadas pelos consumidores para esse movimento são que o uso de recursos de voz é mais rápido (86%) e fácil (50%) do que digitar, além da maior conveniência enquanto não se pode ler ou digitar (45%) e eficiência (36%).
"Fica claro que a ativação por voz não é apenas uma moda e veio para ficar, o que traz uma série de consequências e desafios para as marcas. Essa tecnologia proporciona grande conveniência e tem o potencial de entregar uma jornada realmente individualizado ao consumidor. Identificamos, também, que, embora o desejo por assistentes virtuais domésticos seja grande, o grande vetor dessa tecnologia na América Latina são os smartphones, cuja penetração na região chega aos 70%. Além disso, é uma questão de tempo até que as plataformas busquem maneiras de monetizar esse processo, de forma que as marcas devem se apressar para realizar seus primeiros testes e se estabelecer neste novo ambiente com menores custos", afirma Bruno Mosconi, diretor-geral da iProspect Brasil.
O estudo indicou, ainda, mudanças de comportamento em termos de como, quando e por qual razão e dispositivo o consumidor realiza suas buscas. Segundo o Gartner, até 2020, 50% de todas as buscas nos celulares serão acionadas por voz. A América Latina está chegando perto dessa estimativa, com uma média de 45% de todas as pesquisas feitas por voz. No Brasil, essa taxa é de 41%. "Nesse cenário, o conteúdo do site não se trata mais de palavras-chave, mas sobre pesquisas semânticas. Isso demonstra a importância de as marcas otimizarem seu SEO para o 'rank zero', ou seja, a melhor resposta orgânica de áudio única para uma pesquisa de voz", explica Bruno Mosconi.
O recurso de voz fez com que o momento de busca ganhasse novos contornos com grande participação de pesquisas enquanto se dirige (56%), na cama (55%), vendo TV (55%) e até enquanto cozinha (52%) e trabalha (48%). A razão para o acionamento por voz é ampla e vem crescendo à medida que a tecnologia se aprofunda. Atualmente, o estudo indica que as principais razões são buscar informação comercial (78%), contato de restaurante (75%), orientações geográficas (64%), ligar ou mandar mensagem para alguém (64%) e notícias (60%), entre outros. Por fim, apesar dos níveis mais baixos de adoção em comparação com os EUA, a América Latina já possui 27% dos consumidores com algum assistente digital doméstico, sendo que 70% declaram desejar um.
O estudo aponta fatores importantes na adaptação das marcas a esse cenário. Primeiro é basear as estratégias em dados, de forma a entender efetivamente o que o cliente está buscando e qual é a sua jornada de compra. O segundo passo é deixar os conteúdos de marca adequados para interações de voz. O terceiro passo é entender que novas experiências das marcas requerem novas estratégias de usabilidade, envolvendo questões como a velocidade de carregamento de sites para dispositivos móveis, adaptabilidade do conteúdo para voz, geolocalização de informações e provimento de serviços e tarefas via comandos de voz. O e-commerce por meio de voz ainda está em fase inicial, mas a pesquisa mostra que o apetite do consumidor está lá.
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