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Empresas & Negócios

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Com a Palavra

Edição impressa de 09/09/2019. Alterada em 08/09 às 22h07min

Uma aliança em torno do suco de uva

Alceu Dalle Molle, presidente da Cooperativa Nova Aliança

Alceu Dalle Molle, presidente da Cooperativa Nova Aliança


/VINICIUS FRUET/DIVULGAÇÃO/JC
Thiago Copetti
Fruto da união de cinco organizações, a Cooperativa Agroindustrial Nova Aliança abarca, desde 2011, as cooperativas Aliança e São Victor (de Caxias do Sul), São Pedro e Santo Antônio (de Flores da Cunha) e Linha Jacinto (de Farroupilha). Hoje, conta com 738 associados distribuídos em três regiões vitivinícolas: Serra, Encruzilhada do Sul e Campanha. Com 230 funcionários, exibe uma das maiores e mais modernas plantas industriais de suco de uva integral da América Latina. Desde 2013, a produção de suco e, a partir de 2014, o envase de vinho e de espumante, estão concentrados na sede da cooperativa, em Flores da Cunha, que conta com prédio de 24 mil metros quadrados e capacidade para processar até 60 milhões de quilos de uva por ano. Recentemente, a Nova Aliança ganhou premiação internacional para seu suco de uva e lançou uma versão de espumante em lata. Sob comando do administrador de empresas e mestre em gestão vitivinícola, Alceu Dalle Molle, a Nova Aliança tem se destacado no mercado.
Fruto da união de cinco organizações, a Cooperativa Agroindustrial Nova Aliança abarca, desde 2011, as cooperativas Aliança e São Victor (de Caxias do Sul), São Pedro e Santo Antônio (de Flores da Cunha) e Linha Jacinto (de Farroupilha). Hoje, conta com 738 associados distribuídos em três regiões vitivinícolas: Serra, Encruzilhada do Sul e Campanha. Com 230 funcionários, exibe uma das maiores e mais modernas plantas industriais de suco de uva integral da América Latina. Desde 2013, a produção de suco e, a partir de 2014, o envase de vinho e de espumante, estão concentrados na sede da cooperativa, em Flores da Cunha, que conta com prédio de 24 mil metros quadrados e capacidade para processar até 60 milhões de quilos de uva por ano. Recentemente, a Nova Aliança ganhou premiação internacional para seu suco de uva e lançou uma versão de espumante em lata. Sob comando do administrador de empresas e mestre em gestão vitivinícola, Alceu Dalle Molle, a Nova Aliança tem se destacado no mercado.
Empresas & Negócios - A cooperativa Nova Aliança tem feito um grande investimento no mercado de suco de uva. Por que essa aposta?
Alceu Dalle Molle - Em 2011, Nova Aliança unificou cinco cooperativas e, quando isso foi feito, o planejamento estratégico já apontava para um crescimento grande no mercado de suco de uva. E foi o que ocorreu nos últimos anos. O suco de uva caiu no gosto dos brasileiros e se abriram também algumas portas para exportações. Já temos vendas, em pequena escala, de suco orgânico para Oriente Médio e Américas Latina e Central, outra empresas já embarcam para Ásia, Europa e até Estados Unidos. Há uma gama de mercados interessados se abrindo no mundo.
Empresas & Negócios - Quais são as dificuldades e as vantagens dessa união de cooperativas?
Dalle Molle - É um processo sempre complexo, porque envolve muitas pessoas no processo. Mas, no final das contas, foi muito produtivo. Um dos motivos é porque todas precisam investir em seus parques industriais, e acabaram fazendo um aporte único, de mais de R$ 100 milhões, destinado à produção de sucos. Com isso, as mais de 500 famílias associados tiveram a oportunidade de ter com uma planta moderna que, no ano passado, conseguiu vender praticamente toda a produção engarrafada. E esse era um dos objetivos: reverter a venda à granel para engarrafados rastreados. Sabemos exatamente de onde veio a uva, como foi o tratamento de cada parreiral, a produtividade e até a rentabilidade de cada produtor. E conseguimos levar de um para outro as melhores práticas.
Empresas & Negócios - Apesar do forte investimento no suco, a Nova Aliança está modernizando sua linha de bebidas alcoólicas. É uma aposta em um novo nicho?
Dalle Molle - Hoje, mais de 60% do faturamento vem do suco. A ideia do espumante em lata vem naquela "vibe" de descomplicar, eliminar a necessidade da garrafa, da taça. Isso acaba inibindo o consumo de algumas pessoas. E assim também conseguimos oferecer a bebida em uma quantidade menor, um preço menor. Essa é a lógica da espumante em latinha, de deixar mais acessível ao consumidor. A ideia não é que a proporção do faturamento das bebidas alcoólicas aumente em relação ao suco, mas que cresçam ambas e o suco siga representando mais de 50%.
Empresas & Negócios - E nos sucos, o que há de novidades?
Dalle Molle - Durante a Expoagas, agora em agosto, lançamos o Simples Assim, um suco com variação de sabores. É um nova ideia para que o suco seja ainda mais alimentar, mixando mais frutas. Serão sucos com maçã, pêssego, manga, laranja, morango, tangerina. Ainda não são frutas dos nossos cooperados, mas no futuro queremos que boa parte delas venha das famílias associadas. Quando tivermos maior volume, o plantio de outros frutas pode ser uma nova alternativa de renda a essas famílias.
Empresas & Negócios - O futuro acordo entre União Europeia (UE) e Mercosul pode baratear o ingresse de vinhos importados. Como o setor pode reagir isso?
Dalle Molle - O setor vinícola já vem sendo afetado de forma muito forte nos últimos anos, independentemente deste acordo. No entanto, irá afetar principalmente as empresas que se dedicam ao setor vinícola. No momento da abertura do mercado brasileiro para os vinhos europeus, teremos problemas também nos vinhos de mesa. Não temos condição competitiva que os países da UE têm, como insumos comprados sem impostos, por exemplo. Pelo contrário, eles têm benefícios e subsídios para a produção de uva. Se tivermos condições parecidas, não teremos tantos problemas. Mas, da forma como a situação está posta hoje, será bastante prejudicial ao setor.
Empresas & Negócios - Dado o fato de que já ingressa no Brasil muito vinho de importando, como do Chile e da Argentina, esse acordo com ente UE e Mercosul seria um tiro de misericórdia?
Dalle Molle - Se não houver medidas de apoio ao setor por parte do governo, as indústrias e os produtores terão problemas. Do governo federal, esperamos que vigorem medidas que façam a economia avançar. Do governo estadual, esperamos que medidas de apoio também. Passamos por um momento delicado mesmo tendo uma população com imensa capacidade de mercado interno.
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